Está enganado quem pensa que câncer de mama é coisa de mulher. Era assim, entretanto, que pensava Sandro José da Rosa, 38 anos. Morando no Campeche, bairro praiano de Florianópolis, e trabalhando de serralheiro, ele levava a vida entre as ferragens e a música. Isso porque Sandro também é músico e embalava as missas na paróquia do local onde mora. Até que em setembro de 2008 um pequeno nódulo na mama direita começou a sangrar. “Eu tinha pego um serviço pesadíssimo e acho que acabei fazendo muita força”, relembra. Daí para o hospital foi rápido. Exames feitos, veio o diagnóstico: ginecomastia – crescimento das mamas, geralmente causado por disfunção hormonal. Um ano depois foi feita a cirurgia e notou-se o erro. O médico pediu uma biópsia e constatou o câncer. Nova cirurgia para retirada do tumor e uma sequencia de seis quimioterapias. A última foi no dia dezoito de maio deste ano.
