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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Chuva e irresponsabilidade causam estragos em Águas Mornas

     No último dia 5 de agosto postei algumas fotos de uma estrada no interior do município de Águas Mornas, aqui na Grande Florianópolis. E alertei sobre o perigo de quedas de barreiras devido a queima da vegetação. Trabalhadores da prefeitura usam veneno para "limpar a rodagem", depois tocam fogo. Desprotegido, o morro cai quando as chuvas apertam. E olhe que por aqui a chuva não dá moleza. O morro da foto abaixo é o mesmo que fotografei no dia 5. A terra deslizou, trancou a estrada. Aí tiveram que ir máquinas e caçambas para desobstruir a via. E quem pagou a conta? Os munícipes. Ai, que falta faz um administrador razoavel para comandar um município.


O veneno usado pelos operários da prefeitura mata os vegetais mais sensíveis. É o caso do xaxim. Por toda a estrada podem ser vistos xaxins queimados pelo veneno.

 

sábado, 16 de abril de 2011

Apagão no campo

Águas Mornas, na Grande Florianópolis, sofre com falta de energia elétrica. Zona rural é a mais prejudicada. O que fazer?     


Entrada de Santa Isabel / Gilead Maurício
      Quem passa pela estradinha de terra que corta a comunidade de Santa Isabel, na Zona Rural do município de Águas Mornas, não tem como deixar de notar a presença de um homem na janela de um galpão. Sentado em uma cadeira de rodas, ele faz artesanato em madeira enquanto se distrai contemplando a paisagem digna de cartão postal. Trata-se de Raimar Luiz Scheitt, 64 anos. Cadeirante há 23, encontrou na arte o prazer de trabalhar. Ultimamente, a alegria contagiante do sexagenário está sendo posta a prova pelas constantes interrupções de energia elétrica. Com o carregado sotaque alemão, idioma falado por quase todos os moradores do lugarejo, ele reclama: “Tem faltado energia quase todo dia. O serviço para,ninguém pode fazer nada.” Cerrando algumas tábuas, mais ao fundo do estabelecimento, está Alberto Cunha, 30 anos, genro do idoso. Betinho, como é conhecido o marceneiro, não esconde a insatisfação e esbraveja: “Eu vou entrar com um processo em cima deles. Instalei-me aqui devido a promessa da Cerej de colocar energia trifásica. Já faz três anos”. A Cerej, a quem o moço se refere, é uma cooperativa de distribuição de energia responsável pela eletrificação de áreas rurais da Grande Florianópolis. Fundada na década de 1970, atende 15 municípios atualmente. Perguntei quem assumiu o compromisso e ele foi firme: “Quem prometeu foi o senhor Edson Flores da Cunha, presidente da Cerej”. Irritado, completou: “Compramos máquinas e tivemos que vendê-las porque a energia é fraca. Agora estamos perdendo horas de trabalho devido à falta de energia. No fim do mês, somando as interrupções, perdemos uns dois dias de trabalho”. Sogro e genro formam uma parceria que vem dando certo: Alberto trabalha na fabricação de móveis, operando máquinas maiores, e o sogro dedica-se a arte aproveitando, principalmente, sobras de madeira. Sem saber ao certo quem culpar, dá a última bordoada: “A comunidade está envergonhada com a Cerej e com os responsáveis municipais que deveriam cobrar um melhor serviço”.
 


terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Bateu, levou

          Domingo à tarde estou voltando para Florianópolis. De carro, venho pela BR-282. Na localidade de Santa Cruz da Figueira, município de Águas Mornas, resolvo abastecer o veículo e estaciono no posto de combustível às margens da rodovia. Após ser atendido pelo frentista dirijo-me ao escritório do estabelecimento para pagar a conta. Enquanto espero a minha vez de ser atendido pelo caixa, observo o cliente que está efetuando um pagamento. O homem tem aproximadamente 1,80m, uns 100 kg. Os cabelos são rareados e um pouco grisalhos. O bigode é farto e o semblante é taciturno. Um cigarro pende do canto da boca, aceso, diga-se de passagem. Apesar do ambiente servir, também, de restaurante, o cidadão pouco se importa se as baforadas estão incomodando alguém.