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sábado, 27 de novembro de 2010

Campanha para a acabar a guerra no Rio

Atenção, você que acha que a guerra no Rio de Janeiro precisa ter um fim. Desde já, quero dizer que não é a polícia quem resolverá a questão. Nem exército, nem marinha  e nem a aeronáutica. O máximo que essas forças podem fazer é expulsar os traficantes dalí. O poder de resolver a questão está com você. Como? Combatendo o uso de maconha e cocaína, pelo menos. Sim, porque não adianta prender os traficantes cariocas e deixar os consumidores livres para adquirir o bagulho de outros. O viciado comprará droga em São Paulo, na Bahia ou em Porto Alegre. Meu caro, se tem traficante é porque tem usuário, vamos combinar.

Por isso eu peço para você, que é usuário de drogas: passe um mês sem fumar. Passe um mês sem "cheirar".
Peço a você, pai, a você, mãe: impeça seu filho de usar pó, evite que ele fume o "baseadinho" diário.

E não me tenha por radical; por favor. Só tenho ficado irritado quando escuto pais de usuários de drogas se dizendo alarmados com o caos do Rio. Acho um tremendo cinismo quando vejo consumidores de cocaína e de maconha fazendo um discurso de interessados em ver o problema carioca acabar. Fala sério. Se você, paisano, não fuma e nem cheira, deve ter, tenho quase certeza, um parente que faz uma coisa ou outra; ou as duas. Leve esta campanha adiante. Um mês sem drogas, é o que precisamos para quebrar as pernas do tráfico. O resto, paisano, é balela. É esparadrapo na ferida. Depois do resultado a gente avalia o impacto.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Sexo e droga na imprensa tupiniquim

          Aos nove anos começou a fumar. Pegava bitucas de cigarro do pai. Aos 12 começou usar maconha. Repetiu a quinta série três vezes e foi expulso. Cheirou cocaína todo dia por quase 10 anos – agora diz que cocaína é de direita e maconha é de esquerda, que a maconha é socializante porque todo mundo fuma o mesmo baseado.  É categórico ao dizer que nunca acreditou em Deus. Foi preso quatro vezes: “todas parecidas, por causa de baganinha no bolso... Na primeira vez, tava com dois amigos no carro, chapados. Um deles gritando pela janela. A polícia civil cercou a gente no Pacaembu, perguntou se tava com alguma coisa. Disse que não, mas encontraram. Aí tiraram minha roupa, bateram, me arrastaram pelo cabelo. Eu tinha cabelo comprido”. Aos dezoito anos se envolveu com bandidagem. No momento da vida que mais ganhou dinheiro, jogou fora com, segundo ele, mulheres e drogas – e com a família também. Afirma que não entende nada de política. Não tem patrimônio.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Nem tudo que reluz é ouro

         Olha o título da matéria que li, há pouco, no clicrbs: “Maconha é encontrada dentro de papel higiênico no Presídio de Blumenau”. Como dizia o narrador de futebol, Sílvio Luiz: “pelas barbas do profeta”. Isso é o que eu chamo de incrível. Merece, realmente, um título. Um supertítulo, eu diria. O autor da chamada procura atrair a atenção do leitor com algo que deveria, eu disse deveria, ser interessante. Uma nova maneira de traficar, algo inusitado, que o leitor não sabia que existe. Entretanto, lendo a matéria completa, constatei o óbvio.


segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Cem noites de solidão

          Gerineldo, Arcádio e Aureliano; bando de chupins! Calma, calma, não estou me referindo aos personagens do segundo livro hispânico mais lido no mundo. Você, leitor, sabe a qual obra literária me refiro, não? Isso mesmo, Cem Anos de Solidão, do jornalista colombiano Gabriel García Márquez. Pois bem, os personagens que citei não são, nem de longe, os honoráveis habitantes de Macondo, a fictícia aldeia do Nobel de literatura. Quem são eles, então?