Em 1998 o delegado Protógenes Queiroz - aquele que prendeu o banqueiro Daniel Dantas - foi para o Acre. Quando chegou lá, deparou-se com uma tenebrosa realidade: "Autoridades ligadas ao narcotráfico. Rio Branco tinha 980 pontos de distribuição de cocaína. Uma coisa assustadora. Polícia Militar, civil, Ministério Público, Justiça estadual, prefeitura, governador, Assembléia, Câmara Municipal. Um juiz com ponto de drogas, desembargador viciado". Meu povo, aonde vamos parar? Olhe que quem fala isso conhece, como pouquíssimos, os quartos escuros dos donos do Brasil. A pergunta que não quer calar é: esse câncer é exclusividade acreana?