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Mostrando postagens com marcador Daniel Dantas. Mostrar todas as postagens
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Você fede ou é cheiroso?

          Em 1998 o delegado Protógenes Queiroz - aquele que prendeu o banqueiro Daniel Dantas -  foi para o Acre. Quando chegou lá, deparou-se com uma tenebrosa realidade: "Autoridades ligadas ao narcotráfico. Rio Branco tinha 980 pontos de distribuição de cocaína. Uma coisa assustadora. Polícia Militar, civil, Ministério Público, Justiça estadual, prefeitura, governador, Assembléia, Câmara Municipal. Um juiz com ponto de drogas, desembargador viciado". Meu povo, aonde vamos parar? Olhe que quem fala isso conhece, como pouquíssimos, os quartos escuros dos donos do Brasil.  A pergunta que não quer calar é: esse câncer é exclusividade acreana?

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

41 anos do AI-6

          41 anos se passaram. No dia primeiro de fevereiro de 1969 o, então, presidente Costa e Silva editou o AI-6. Tratava-se de uma medida do governo militar para reduzir o número de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de 16 para 11. A redução perdura até hoje. O ato também desautorizava o STF de julgar crimes contra a segurança nacional. É a ditadura, firme e forte. Não, não, era a ditadura, firme e forte. Não, não, não; a ditadura está mais firme, e mais forte do que nunca. Não sou de copiar frases de outras pessoas; caso fosse eu faria como o presidente Lula e diria: nunca antes, na história desse país, a ditadura foi tão firme e tão forte. Ah, eu estou equivocado?

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O palavrão - Parte II

          Fiquei pensando, pensando, e quanto mais eu pensava mais certeza fui tendo: o palavrão, assim como a cerveja, dá status. Exatamente, teve uma época em que usar palavras de “baixo calão” era coisa para confrontadores da ordem social, fosse essa ordem uma beleza ou uma porcaria. O “nome feio” era símbolo, também, de falta de vocabulário. O cidadão não conhecia mais do que cinquenta palavras do idioma que consagrou José Saramago. Era imprescindível decorar umas três ou quatro bem vagabundas para poder xingar quem lhe incomodasse. Contudo, quarenta milhões de analfabetos é coisa do passado.