Aos nove anos começou a fumar. Pegava bitucas de cigarro do pai. Aos 12 começou usar maconha. Repetiu a quinta série três vezes e foi expulso. Cheirou cocaína todo dia por quase 10 anos – agora diz que cocaína é de direita e maconha é de esquerda, que a maconha é socializante porque todo mundo fuma o mesmo baseado. É categórico ao dizer que nunca acreditou em Deus. Foi preso quatro vezes: “todas parecidas, por causa de baganinha no bolso... Na primeira vez, tava com dois amigos no carro, chapados. Um deles gritando pela janela. A polícia civil cercou a gente no Pacaembu, perguntou se tava com alguma coisa. Disse que não, mas encontraram. Aí tiraram minha roupa, bateram, me arrastaram pelo cabelo. Eu tinha cabelo comprido”. Aos dezoito anos se envolveu com bandidagem. No momento da vida que mais ganhou dinheiro, jogou fora com, segundo ele, mulheres e drogas – e com a família também. Afirma que não entende nada de política. Não tem patrimônio.
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terça-feira, 17 de agosto de 2010
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Cem noites de solidão
Gerineldo, Arcádio e Aureliano; bando de chupins! Calma, calma, não estou me referindo aos personagens do segundo livro hispânico mais lido no mundo. Você, leitor, sabe a qual obra literária me refiro, não? Isso mesmo, Cem Anos de Solidão, do jornalista colombiano Gabriel García Márquez. Pois bem, os personagens que citei não são, nem de longe, os honoráveis habitantes de Macondo, a fictícia aldeia do Nobel de literatura. Quem são eles, então?
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