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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Motor, buzina e cara amarrada

     Ele não estava bêbado. Trupicava, sim, mas daí para a embriaguês faltava uns trinta e três quilômetros. Os olhos abarrotados de remela comprovavam que a noite tinha sido menor que o futebol jogado pelo Avaí – pelo Grêmio, pelo Atlético Mineiro, pelo time de Mano Menezes. Não me pergunte como, mas o cara tinha as costas abraçadas por uma mochila duas vezes maior do que a arcada dentária de Ronaldinho Gaúcho. A sonolência, os resquícios de álcool e a pesada carga, como se não bastasse, tinham uma jaqueta como aliada. Pezinho para frente, pezinho para trás, o moço tentava fechar o zíper da malvada. O casaco insistia em se manter aberto. O vento frio que soprava do mar não aliviava e o jeito era proteger o peitoral. Na tentativa cega de lograr êxito, Cinfrônio – chamemos assim o desafortunado – nem dava bolas para os passantes que lançavam-lhe impropérios. “Sai daí, ô cachaceiro”, gritou um cidadão de ar superior, como se nunca tivesse tomado um porre. Eu, protegido pelo capacete, bradei baixinho: “deixa o cara, fariseu. Ele só difere de você na dosagem”. Ainda bem que o conforto da Mercedes (dele) bloqueou meus sinais sonoros.
 
     Cinfrônio, nisso eu concordo com os fiscais da vida alheia, escolhera um péssimo local para fechar a maldita jaqueta. O cruzamento de duas avenidas próximas à Beira Mar Norte é um carma para os moradores de Floripa – principalmente quando os semáforos estão quebrados, que era o caso. Nem um pouco preocupado com a crise financeira que ameaça jogar o mundo num inferno, o mendigo, com aquela determinação que só um ébrio tem, ignorava as buzinadas e palavrões. Um motorista mais exaltado fez a denúncia: “seu filho da ͖@#$&, vai perturbar noutro lugar”. Fiquei, então, sabendo sobre a mãe do homem, embora tenha achado que a acusação fosse infundada. E me questionei: “ora, quem é o verdadeiro incomodador, o da birita ou quem deixou o sinal de trânsito estragado em plena hora do rush?”. Dois olhos amigos não desgrudavam de Cinfrônio.
 
     Semelhante a um pajem, o alvinegro cachorro se postava como uma espécie de anjo da guarda do dono. Quando, enfim, Cinfrônio alcançou a calçada, foi agraciado com uma lambida de parabéns. E o trânsito continuou uma porcaria. Acho que até piorou. O vestígio de humanidade se fora junto com Cinfrônio e seu cão. Restou motor, buzinas e caras amarradas. Ou isso é o ser humano?

quinta-feira, 14 de julho de 2011

É o boi, é o boi, é o boi

     É corno, sim. E por ser corno tem o meu perdão. E peço gentilmente a vossa senhoria que faça o mesmo. Perdoe o pobre coitado, paisano. Entenda a dor de quem carrega duas pesadas guampas na cachola. Como exigir que ele seja racional? Como esperar que o danado tenha lampejos de lucidez? Não, isso seria como demandar honestidade por parte de quem administra o dinheiro alheio. E aproveito para perguntar: conheces, simpatia, um vivente, nesse torrão descoberto por Cabral, que lida com dinheiro de terceiros e não tira proveito? Diz-me o nome do tinhoso, suplico. Lógico, há empresas que tem todo um sistema de controle pronto para pegar o meliante com a boca no doce. Não me refiro a essas. O que eu duvido, com um d do tamanho do cristo redentor , é que um gestor da grana de outros não se locuplete com tal atividade. Saliento que o fato de não conhecer um não significa que o dito cujo seja irreal. Imploro, diz-me o nome dele. “Ah, Gilead, você está sendo pessimista demais”, dirá o leitor puro. Pessimista pode ser, ingênuo não.
 
     Voltemos ao galhudo. Ele não é mau. Claro que não. Ele sofre, é isso. Os indesejados adereços que a amada lhe presenteou tolhem o raciocínio. Ele só pensa em avançar. E avançando incomoda. Na tentativa de chegar, passa pela direita, pela esquerda e pelo meio – caso haja uma terceira pista. O corno é, antes de tudo, um costureiro. Enfia os chifres na traseira de quem está na frente. Amiúde, arregala os olhos. Grita. Xingam-lhe. Ofendem a mãe dele. A dor da traição não permite-lhe ouvir. Tal qual um touro enfurecido na arena, o torpor provocado pelas estocadas do toureiro – no caso, o sócio de cama – há muito dissiparam-lhe os bons modos ao volante. Acelera. Buzina. Pisca os faróis. Guardas de trânsito, patrulheiros de plantão, não multem esse sofredor. E como essa espécie se prolifera em nossas estradas! Você guarda uma distância segura para o carro da frente; é cuidadoso. Eis que surge o corno, entra na brecha. O trânsito está lento. De repente um bólido avança pelo acostamento, é o boi.
 
     Só um corno, meu chapa. Só quem espera flagrar a mulher em pleno ato de traição pode guiar um carro desse jeito. Se você, caríssimo leitor, costura no trânsito, é uma exceção, óbvio. Você não é corno, claro que não. Agora se conheces um, e sei que conheces, manda este texto para ele. Acrescenta, peço-te, a foto de um guzerá.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Vereadores, motoqueiros e Berthold Brecht

     O vereador sobe à tribuna. Os companheiros de profissão ficam de olho. E aí ele comete o primeiro pecado: traz à tona um projeto de lei que regulamenta a profissão de motoboy em Florianópolis. Um dos fazedores de lei municipal levanta-se da mesa posicionada no ponto mais alto da casa. Badeko é o nome do cidadão; nome de guerra, digamos assim. Ensacado num terno cuja calça parece ter cinco números a mais do que quem a usa, desce e dirige-se a um camarada dele. Não sabendo que é, no mínimo, falta de educação dar as costas a um pregador, faz isso sem o menor constrangimento. E ri. A boca solta atropela quem está fazendo uso do microfone. Para piorar, o afrodescendente furta a atenção de outros dois políticos. A essas alturas, Márcio de Souza, outro afrodescendente, tenta discursar. As palavras chegam aos olhos de não mais que quatro membros da câmara. Márcio persiste, argumenta que a necessidade da regulamentação de uma categoria como a dos motoboys é mais do que necessária, até porque já existe uma lei federal fazendo isso. Basta a câmara de vereadores municipalizar a lei. A luta é vã. Badeko sai do plenário. Quem sabe foi ao banheiro. Certas coisas é melhor fazer do que ouvir um companheiro fazer.

     Márcio de Souza não desanima e insiste em pecar. Apresenta números, estatísticas que comprovam a quantidade de motociclistas que morrem diariamente na capital de Santa Catarina. Alerta que o poder público pode fazer alguma coisa, e para começar a fazer a regulamentação da categoria é o primeiro passo. É a vez de levar outra “costada” na cara. João Amim é o nome da fera. De cenhos franzidos, o filho do ex-governador Esperidião Amim parece ter odiado o assunto. “Que diferença entre ele e o pai, hem?”, resmunga Pedro Luis Sabaciauskis, presidente da associação de motociclistas Amofloripa, que estava entre as cinco almas abnegadas que enfrentavam os 14 graus da noite florianopolitana. “Antes de começar a seção, fui falar com ele e ele me deixou falando sozinho”, reclama o empresário. “Não foi nem um pouco simpático. Tem muito o que aprender com o pai. O pai dele recebia até os adversários com um sorriso”, critica Sabaciauskis. Se, como diz Pierre Weil, o corpo fala, o de João Amim parece deixar claro que está incomodado com o discurso sobre motociclistas. E ele não está sozinho nessa incomodação. A lei No 12.009, de 29 de julho de 2009, sancionada pelo então presidente Lula, não sensibiliza os mandatários do Sul brasileiro. Vale salientar que a lei é federal e cada cidade é responsável pela sua municipalização. Até o momento o Centro-Oeste lidera o ranking de municipalização – 17,8% dos municípios já o fizeram. O percentual no Sul é de míseros 4,9% - o pior entre as regiões do Brasil. “Que morram esses motoqueiros danados”, parece ser o clamor surdo dos chefes políticos catarinenses.

     Sensibilizado com tantas mortes de motociclistas, Márcio de Souza pede que o projeto de lei apresentado por ele volte à comissão de constituição e justiça da Câmara. O tempo de Márcio estoura. "Chega de pecado", esbraveja o relógio.  João Amim, finalmente, pôde girar a cadeira e voltar a olhar o púlpito. Badeko vê-se livre do falatório de Márcio e consegue respirar outra vez dentro do plenário. Antes, porém, é interceptado por Pedro Sabaciauskis. “Deixa que eu vou pegar essa (...) e vou fazer passar”, retruca indignado o vereador, quando Pedro questiona o descaso dos vereadores com a lei que regulamenta a profissão de motoboys. Ah, antes disso, a Câmara prestou farta homenagem a uma rede de comunicação de Florianópolis da qual Badeko é funcionário. Parece que tudo uma questão de prioridade. “E as mortes de motociclistas?”, pergunto, “não merecem a atenção dos nossos vereadores”?

     Enquanto me retiro, uma voz malina sopra nos meu ouvidos: "O que João Amim e Badeko querem é que Márcio de Souza retirem o projeto para eles poderem apresentar". Nego-me, juro, a acreditar que uma coisa dessas seja verdade. Se bem que, como disse Berthold Brecht certa vez: "As leis e as salsichas, é melhor não saber como são feitas".  




sexta-feira, 1 de abril de 2011

O cliente folgado

     É verdade, embora hoje seja primeiro de abril. Um colega meu, gerente de uma agência bancária aqui na ilha, estava incomodado com a atitude de um certo dentista. O tira-dentes chegava para trabalhar e estacionava seu possante em uma vaga que o banco destina a portadores de necessidades especiais. Cometeu o crime uma vez, duas, três... Aí, incomodado com a insensatez do homem de branco, meu amigo chamou o guincho. Desculpe-me, paisano, mas o odontólogo passou das medidas. É muita folga. O gerente procurou encontrar alguma limitação física no camarada. Nada, o único problema do mala era a educação – pelo menos à primeira vista.

     Ponha-se, por favor, no lugar de um cadeirante que chega à agência e vê sua mísera vaga ocupada por um moço posudo e faceiro. Terá que procurar uma vaga – dificílima aqui em Floripa – distante e lutar contra o confuso trânsito da capital catarinense. O guincho veio. O bonitão desceu dos tamancos. E como todo sujeito errado, tratou de estufar o peito:
- Eu sou cliente deste banco. Vou tirar minha conta daqui.
    
     O gerente, que não é lá muito adepto da desordem, mirou no grão dos olhos do folgado e mandou brasa:
- Pois tire; o banco não precisa de um cliente como você.- Ai.

     Pa-ra-béns, meu amigo. Bendito seja o homem que preserva o direito do deficiente. Bendito seja o homem – e a mulher também; calma, minha senhora – que se preocupa com o direito do idoso, da criança e... enfim, de quem tem direito. Um dia desses, vou até a agência só para apertar a mão desse gerente. Se ele fosse nordestino eu diria: “Eita sujeito cabra da peste”. Só não digo o nome dele porque não estou autorizado, mas que é verdade, ah, isso é.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

A dor do bad boy

          Gente, o corno precisa ser respeitado. E quero, antes de mais nada, fazer uma confissão: hoje não observei o direito de um chifrudo. Eu estava pilotando minha motoca quando escutei um barulho agudo, como se fosse de um liquidificador amplificado. E eu, que ultrapassava um caminhão, mal tive tempo de olhar de lado. Veio uma moto em altíssima velocidade, meteu-se entre eu e o cargueiro e zummm. Freou mais à frente, fez novas e arriscadas ultrapassagens e sumiu. Abri o bocão e disse-lhe uns desaforos. Arrependi-me, entretanto. Lógico; fiz errado. Errado, não, erradíssimo. O cara para dirigir daquele jeito, todo imprudente, só sendo galhudo. E o coitado não estava nem aí com a segurança dele. Ele só se preocupava, não tenho dúvida, com o flagrante que queria dar. De certo ele foi avisado que a mulher estava com o Ricardão e saiu em disparada para pegá-los com a boca na botija.

         Aquele motoqueiro, paisano, tinha o direito sagrado e venerado que todo cabrão tem. O direito de esquecer o mundo e vingar o enfeite que colocaram na cabeça dele. Nesse caso não importa se ele está de moto, de carro ou de bicicleta. Vai dirigir tresloucadamente pondo em risco a vida dos demais guiadores. Precisamos, simpatia, compreender o momento do galhudo. Portanto, faço um pedido, quando você vir um bobão “costurando” no trânsito, tente entender. É a galhada cobrando o preço. E falo assim porque um policial amigo meu parou um Audi-A3 fazendo manobras perigosas e ouviu do rapaz a seguinte justificativa: “Seu guarda, o senhor não me leve a mal. Uma colega minha acabou de me ligar dizendo que minha namorada está na praia com outro. Eu quero pegar os dois, seu guarda”. O militar, sensibilizado com a dor que escorria dos olhos do bad boy, não aplicou a multa, embora tenha pedido para ele maneirar no acelerador.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Um trânsito acima da lei

         Chegou aos meus escutadores de lorotas, que a cidade de São José, a 25 km de Natal, tem um trânsito caótico. Eu, a princípio, não acreditei. Fui lá para conferir. Eu sou igual a São Tomé: só vendo para crer. Sou do tipo goiano: só pegando, pra saber se o trem é bom. Tirei algumas fotos e descobri coisas interessantíssimas.

A praça da igreja é o lugar mais movimentado da cidade.


Carro, ônibus, bicicleta, caminhão, moto, é um furdunço. Saí sem saber quem tinha a preferência.


Ôps, tinha "gente" que não tava nem aí.


Os motoqueiros de São José não se preocupam em usar capacetes. Que beleza!


Em São José descobri que família unida, passeia unida e, se bobear, "empacota" unida.


Identifique, se for capaz, quantas leis de trânsito este malino infrigiu. Só não vou chamá-lo de inútil porque ele serve de mau exemplo.


Foi aí que eu pensei: Não tem polícia aqui, não? Depois que baixei as fotos foi que ví um fardado no orelhão. Os créditos do celular dele acabaram e ele precisava, só podia ser isso, monitorar a patroa.


Enquanto a Igreja Católica sofre com a descredibilidade em todo o mundo, a paróquia daqui achou a solução para a crise.


Não viu?, preste atenção na faixa.


Ou seja: para se fortalecer, a Igreja Católica não precisa se livrar dos problemas com pedofilia envolvendo párocos, precisa é de uma conta polpuda.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Sai da frente, idiota!

          Quando Ayrton Senna empunhava a bandeira brasileira, depois de uma corrida de fórmula um, meu patriotismo beirava o céu. A voz esfuziante do narrador não deixava dúvidas: estávamos diante de um mito do automobilismo. E esse semideus era do terceiro mundo. Quando nós, tupiniquins pisoteados, saíamos da frente da telinha e pegávamos o volante das nossas carroças, era um desvario total. Cada cidade, por pior que fosse, era uma Mônaco. Cada rua, por mais buraco que apresentasse, era uma reta dos boxes. Cada pedestre, ainda que involuntariamente, era um torcedor fanático. Cada apitaço de guarda de trânsito, uma bandeirada. Cada Passat de pneus carecas, uma impávida Lótus preta. Cada carro lento, à nossa frente, um retardatário a ser ultrapassado.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Atração forte como a morte

          Ah, atração cálida. Atração veemente. Atração voluptuosa. Atração que, de tão forte, suplanta qualquer regra, lei ou doutrina. Eles não podem se ver, sem que se enlacem. São atraídos por uma força que supera, de longe, a da gravidade. Não, não possuem a hábil sutileza do flerte. Um olhar pidão, ainda que de soslaio, desencadeia sentimentos inexplicáveis. Ele e ela. Onipresentes os tais amantes. Já foram vistos nos mais variados rincões da minha querida pátria. Sempre enamorados, sempre se afofando, sempre aos amassos. Você nunca os viu? Eles estão no afogadilho do trânsito urbano. Amam-se nas estradas que singram o país. Aviltam os pudorentos que insistem em cantar conforme a partitura que foi lhes dada. Desprezam a música metalizada que os passantes querem lhes empurrar ouvido abaixo. Ah, atração sobre-humana.

quarta-feira, 10 de março de 2010

PM é mau exemplo em Florianópolis

         Vamos continuar falando sobre trânsito em Floripa? Quando criança eu tinha em mente qual carreira abraçaria quando me tornasse adulto. Se alguém perguntava o que eu queria ser quando crescesse, eu logo respondia: policial. É bem verdade que desisti, e cedo, do nobre ofício; mas de uns dias para cá ando meio arrependido. Como disse ontem,  locomover-se pelas ruas da cidade está cada dia mais difícil. É aí que meus sonhos de infância me atormentam. Enquanto os motoristas peleiam para estacionar seus possantes, policiais militares provam que estão acima da lei. Em plena Praça da Figueira (Praça XV), ao lado de um posto de polícia, tem um estacionamento reservado para motos. Pois não é que os policiais chegam com os autos deles – particulares – e estacionam lá!? Na cara dura. Cheguei a mostrar os veículos para um guarda municipal, mas ele disse que não podia fazer nada. Apesar de se encontrar a 50 metros dos automóveis o guarda avisou-me que – pasmem -  não podia sair do posto onde estava.

Tente, amigo, estacionar neste local para ver a multa que levará!
É mole ou quer milho?

terça-feira, 9 de março de 2010

Assim é que se estaciona!

          Estive, na semana passada, entrevistando o Diretor Presidente do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF), Átila Rocha dos Santos. Conversamos sobre o futuro da cidade, que, para ele, só terá os problemas de mobilidade urbana resolvido se implementar um Plano Diretor Participativo (PDP). Em breve postarei uma parte da entrevista. Quem anda no centro da cidade – a pé, motorizado ou de bicicleta – sabe que não é tarefa das mais fáceis. As calçadas não têm continuidade e apresentam buracos, os motoristas não respeitam a faixa de pedestre, as ruas são estreitas. Todavia, amizade, não podemos esquecer que nós, cidadãos, também relaxamos em nossos deveres. A prefeitura está tomando providências, a partir do PDP que está lançando ainda este mês, para melhorar a situação – tá fazendo a parte dela. Agora veja só o que alguns motoristas fazem pelas vias da Capital:

 
 
 
Tô trabalhando, meu amigo... Calma!

Não enche o saco, rapaz! Tô tentando estacionar, não tá vendo? Imbecil.

 
Quem teve a brilhante ideia de criar estacionamento aqui?

 É mole ou quer milho?

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Licença para matar

           Guarde bem estes nomes: José Álvaro Machado, Adriana Lisboa e Rubens Spernau. O que fazem: o primeiro é advogado, a segunda é juíza e o terceiro é político. O que são: tire suas conclusões enquanto lê. O que une os três? Um assassinato. Um não; três. Isso mesmo. O senhor Rubens, ex-prefeito de Balneário Camboriú/SC, tem um filho: Lucas Spernau, 19 anos, estudante. Pois bem, o rapazola estava saindo de uma noitada em Camboriú a bordo de uma caminhonete e, em alta velocidade, bateu contra um taxi. O taxista e dois passageiros morreram. Uma quarta passageira está na UTI.