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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Trabalho voluntário? Passo


     Sou contra trabalho voluntário no Brasil, sim. E em qualquer outro país de ponta no quesito desigualdade social. Dinheiro aos borbotões na mão de um punhado e uma pataca por mês no bolso do operário é sinônimo de pornografia. Ou pensas, paisano, que pornográfico é quem gosta de nudez? Pornográfico, meu caro, é aquele que tira até a última gota de suor do trabalhador. Que arranca-lhe o direito a uma assistência médica por mais meia-colher que seja. Aí vem um propagandista do voluntariado induzindo o explorado a dar o resto do sangue a favor de quem está em situação pior.

     Esse é o caroço da questão. Meu caro, quem tem que prestar serviço voluntário é quem ganha acima de R$ 20.000,00 por mês, é o vereador, é o deputado, é o senador, é o prefeito, é quem ocupa cargo público e tem, entre salário e benefícios, uma polpuda quantia. E essa tropa de terneiros cruza os bracinhos quando ouve falar em trabalho voluntário. Quem tem remuneração sofrida deveria dizer não à voluntariedade.

     “Péra, péra, péra, Gilead”, dirá o leitor mais irritado, “e quem vai ajudar tantos que estão abandonados pelo poder público?”. Então, colega, a população deve pressionar os administradores do nosso rico dinheirinho a aplicar em ações sociais. Sabes, amizade, quantos patrícios nossos estão desempregados? Tens ideia? Pois esse exército de desempregados poderia ser utilizado para fazer o serviço que os voluntários estão fazendo. Ou seja, o voluntário provoca desemprego.

     Não sou ignorante; sei que, às vezes, existe uma motivação religiosa. Pois que a religiosidade não provoque mais miséria. Que nossos religiosos entendam que, se há satanismo, ele está nas salas onde os esquemas de corrupção são arquitetados. Repreendamos, pois, esses anjos caídos. Em um país com tantas ratazanas no comando, sobrar dinheiro no caixa é pornografia certa. E o trabalho voluntário faz sobrar din-din. Que não me venham com discursos sentimentaloides. Quer me sensibilizar? Bote essa cambada de sanguessugas dos cofres públicos para dar sopa a mendigos.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Vá à marcha, mas não me chame


Marcha pela direito de encher a pança de droga – para não ser desbocado e dizer encher outra coisa –: não me chame.

Marcha pelo direito de ter parceiro macho, fêmea ou jegue: por favor, me inclua fora dessa.

Marcha para ter direito a ser um religioso segregário: passo.

Marcha contra políticos que assaltam o povo na cara de pau – tô fora.

     Quem me conhece não vê novidade no meu posicionamento quanto aos três primeiros movimentos citados. E é fácil de deduzir, porque não sou usuário de porcaria nenhuma que venha a me tornar mais imbecilizado do que já estou. Quanto ao sexo, quando nasci, lá em Natal, sem direito a ultrassonografia, fotografia ou outra porcaria qualquer, o médico disse: é homem. Homem nada, era um piazinho do tamanho de um rato. Era macho. Macho fui, macho sou e macho serei. Agora se um amigo meu, de nome Ronaldão, resolveu virar Rosinha, problema dele. Continua meu amigo. 
     
     Seu Maurício e dona Margô ensinaram-me a respeitar. Quando encontro o ex-Ronaldo, não penso duas vezes antes de dizer “e aí mermão”. E a marcha pra Jesus, Gile, você é contra? Permita-me o chavão, mas não sou contra nem a favor, muito pelo contrário. Tenho, no entanto, sérias desconfianças que Jesus não tem nada a ver com o negócio. E se a marcha é feita por religiosos, para religiosos demonstrarem sua força e para os líderes das igrejas poderem depois negociar com políticos o apoio a essa ou aquela candidatura... pe-la-mor-de-Deus. Até aqui tudo bem, mas quando o assunto é corrupção tem uma bagualada de orelha em pé: “o quê, Gile? Não apóias a luta contra os corruptos?”. Vamos comer o boi aos bifes.

     Amigo, você acha que o cara que gasta uma bolada numa campanha mais suja do que chiqueiro de porco está brincando? Achas que o prefeito que rouba a merenda escolar de crianças está pensando em festinhas com palhaços coloridos? Acreditas que essa cambada de políticos que enriquecem à custa dos impostos de trabalhadores está a fim de cantigas de ninar? Mesmo assim, entendes que um punhado de gente com apito na boca ou nariz de palhaço pode sensibilizar o coração desses descendentes direto de Nero? Não, não vou a nenhuma manifestação contra a corrupção em que os manifestantes não estejam determinados a lutar. 
     
     Lutar no sentido mais original da palavra. A corrupção é um cancro que precisa ser extirpado, senão mata o Brasil. Enquanto os corruptos não defrontarem-se com uma multidão enraivecida, capaz de derramar o próprio sangue, eles continuarão matando idosos nas filas de hospitais. Continuarão permitindo que marginais iguais a eles roubem e tirem a vida de pais de família. Para enfrentar um leão, meu chapa, precisamos ao menos de uma boa faca. Por isso, não me convide para fazer parte de uma marcha contra a corrupção. Não creio em grandes mudanças sem derramamento de sangue; que o digam as últimas reviravoltas no chamado mundo árabe. Combater a corrupção com vassourinhas, faixas e gritos... Desculpe-me a sinceridade – ou pessimismo -, mas acho que é apenas pirotecnia.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Carlos Lupi só tem de bobo a mão de mágico




     “Até que a morte os separe” é conversa de amor. E o amor, como já cantou o poeta, é coisa de amador. “Daqui não saio, daqui ninguém me tira” é papo de menino chorão, daquele que deita dentro de uma loja de brinquedos e chora até a mãe lhe dar o carrinho vermelho movido à pilha. Um homem, um cidadão que tem o coração calcinado por centenas e centenas de experiências, sabe a maneira correta de afirmar que não arreda o pé. Principalmente se ele está em cima de uma mina de ouro ou de diamante. O ministro do trabalho, Carlos Roberto Lupi (PDT), deu uma aula de sabedoria no quesito ficar. Não, ele não copiou Dom Pedro I e bradou às margens do Ipiranga “diga ao povo que fico”. Como uma espécie de He-Man do Planalto, sacou a mamadeira e desafiou o todo poderoso Bope: “daqui só saio abatido à bala; e tem que ser bala forte porque eu sou pesadão”. Lupi, meu filho, és um gênio. Pitágoras, Confúcio e Jesus Cristo deveriam voltar a esse mundo velho só para pedir tua bênção e escutar, pelo menos, 50 mil frases de efeito tuas. Saddan Hussein e Kadafi morreram porque não te conheceram, porque não ajoelharam-se aos teus pés e te pediram 0,0001% de tua sapiência. É assim que deve agir um sortudo como você, Lupi. Achou o tesouro, o tesouro é teu. É mete a faca em quem quiser roubar o que é teu. Ou melhor, pesadão com és, senta em cima dele. O Ministério do Trabalho é teu, gurizão, faz a farra.

domingo, 30 de outubro de 2011

Como fazer o Brasil entrar no primeiro mundo

Para o Brasil dar um salto de qualidade é preciso:

1- Que todo político e toda turma do judiciário sejam obrigados a ter atendimento médico pelo SUS. Plano de saúde e médicos particular, necas trepas de pitibiriba.
2- Que eles só possam ir ao trabalho se for usando transporte coletivo.
3 -Que não tenham direito a segurança armada nem a escolta policial.
4- Que sejam julgados na justiça comum. Foro privilegiado, nem pensar.
5- Que eles morem ao lado dos presídios.
6- Que os filhos deles sejam obrigados a estudar em escolas públicas.

Fazendo isso, o país vai entrar nos eixos.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

República Três Platôs não admite roubo

     Tinha comida para todas. O olho grande e a ganância, entretanto, não limitam-se por justas divisões. Bibigul, por ser maior do que Maria Rosa e Chica Pelega, ganhou o dobro do que recebeu cada uma das mini-vacas. Mesmo assim, aproveitando-se de um cohilo do interventor - eu mesmo -, avançou sobre o cocho das jerseys. Quem conhece um pouco de gado, sabe que jersey é um tipo pequeno e leiteiro. Original da Ilha Jersey, é ideal para terrenos acidentados, como é o caso na República Três Platôs. Perto do famoso sítio/república - ao menos neste blog ele tem status de celebridade -, no município catarinense de São Bonifácio, há uma bacia leiteira formada apenas por vacas dessa raça. Leves, estragam pouco o pasto dos morros. 
     Chica Pelega e Maria Rosa, que receberam os nomes em homenagem a duas guerreiras da Guerra do Contestado, são as mais novas moradoras do Três Platôs. Por terem menos de seis meses, são um pouco maior do que um espirro de gato. Bibigul, mestiça de jersey com holandesa, e robusta pela fartura da república onde mora, achou-se no direito de açambarcar a ração da piquituchas. Fiquei indignado. Ora, a danada  ainda não havia comido a metade do que tinha no prato. E resolveu imitar os humanos.  É, nós descendentes de Caim somos, via de regra, ambiciosos. Quanto mais temos, mais queremos ter. Por isso não acredito que uma forma de evitar a corrupção seja aumentar os salários dos servidores públicos. O salário carece ser melhorado, sim senhor, mas por outra causa. Temos que melhorar é o nosso caráter. 

     Não perdi tempo. Expulsei Bibigul do curral. Perdeu "preiboy". Desacorssoada, feito torcedor que vê o time dele escorregando para a segunda divisão, ficou assistindo as colegas se empanturrarem de soja e farelo. Quem sabe agora ela aprenda que o Três Platôs não é o Brasil. Sim, no Brasil o ladrão anda de carro importado, tem mansão e uma polpuda conta bancária. E ainda entra na vida pública para limpar os cofres oficiais. Não, Bibigul não deve ser comparada a esses senhores. Foi apenas uma ilustração.  

sábado, 20 de agosto de 2011

Corrupção começa no judiciário


Não é brincadeira, amigo
Não é brincadeira, nao
Pra todo lado que eu olho
Dou de cara com um ladrão.

O problema é antigo, do tempo de João Terceiro
Que declarou ser de “couto” e “homizio” o território brasileiro.
Todo tipo de bandido que infestava Portugal
Veio morar cá na terrinha, fazendo assim do Brasil
Refúgio de marginal.

Não é brincadeira, amigo
Não é brincadeira, nao
Pra todo lado que eu olho
Dou de cara com um ladrão.

O sangue de nossas veias tá cheio de malinagem
O brasileirinho nasce já pensando em sacanagem.
Quando assume cargo público, é um salve-se quem puder
Mete a mão no cofre alheio, rouba tudo que é possível
E põe no nome da mulher.

Não é brincadeira, amigo
Não é brincadeira, nao
Pra todo lado que eu olho
Dou de cara com um ladrão.

Quando estuda pra ser doutor a desgraceira é total
Entra pra o crime advogando a contravenção penal.
Se através de um padrinho vira dono do Supremo
Quem fica bem é o milionário, mesmo sendo estuprador
Parceiro e amigo do demo.

Não é brincadeira, amigo
Não é brincadeira, nao
Pra todo lado que eu olho
Dou de cara com um ladrão.

Quer levar vantagem em tudo, o esperto tupiniquim
É sempre o outro o errado, é sempre o outro que é ruim.
Mas se a chance de lucrar nas costas do irmão aparece
Pro inferno, ética imunda, Deus lá do céu me desculpe
Que o diabo ouviu minha prece.

Não é brincadeira, amigo
Não é brincadeira, nao
Pra todo lado que eu olho
Dou de cara com um ladrão.

E mesmo levando a vida o tempo todo enganando
Quer exigir do político honestidade no comando.
Sendo o gestor público uma extensão da sociedade
É a lama que ele procura, pois porco não quer perfume
Quer sujeira e leviandade. 

Não é brincadeira, amigo
Não é brincadeira, nao
Pra todo lado que eu olho
Dou de cara com um ladrão.

Se tem jeito meu país, tenho certeza que sim
É preciso arrancar o cancro, livrar-se do sangue ruim.
Pra começar a reforma, sabão no judiciário
Pois ele é sócio do crime, parceiro da ladroagem
E amigo íntimo do salafrário.

Não é brincadeira, amigo
Não é brincadeira, nao
Pra todo lado que eu olho
Dou de cara com um ladrão


sábado, 12 de fevereiro de 2011

O Pânico, a novela e a bunda

Ah, se eu pudesse voar...



Voaria para bem longe.


Fugiria do Brasil.


Fugiria dos deputados, dos prefeitos e do vereador que os traiu.






Daria adeus ao ministro do turismo.


Aquele da orgia no motel.


Iria trabalhar para o Julien Assange.


Mesmo que para isso eu tivesse que fugir das gangues.






Imagino-me livre desse cabaré.


Que graças à gente de bem como o Sarney está em pé.


Vejo-me dando adeus a essa TV imunda.


Que tem como ponto forte o Pânico, a novela e a bunda.






Ruas alagadas, nunca mais.


Ladrão saindo pelo ladrão, jamais.


Passaria uns dias na Itália.


Na Itália, não, pois rima com canalha.


 
 
E Berlusoni se esconde por lá.
 
Pense num rapaz desmoralizado.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Papai Noel maranhense

     Memórias das Minhas Putas Tristes. Esse é o livro. Há quem diga que a obra está no topo das mais lidas pelos políticos brasileiros com idade acima dos 70 anos. Não pela reflexão que o personagem nonagenário de Garcia Marquez faz sobre a vida, e sim pelas putas. Putas tristes, putas felizes ou seja lá qual for o tipo de comportamento que apresentem. Sheid, meu cachorro, que há tempos estava fora do nosso planeta, com medo do efeito estufa, elegeu o deputado Pedro Novais como legítimo representante dos anciãos dados ao baixo meretrício. O político maranhense promoveu uma orgia em um motel da capital brasileira do reggae. “Eram vários casais, várias pessoas, e nós cobramos por casal”, explicou a gerente do estabelecimento. E acrescentou: “era um dos quartos mais caros; já que tem piscina, banheira, sauna, tudo isso”. Deputado desde 1983, ex- auditor fiscal do Tesouro Nacional e advogado, o raparigueiro botou a despesa na conta da Câmara. Vacilou.



     No início do mês natalino, o Papai Noel da putaria foi indicado para assumir um ministério no governo Dilma. Aí a cueca caiu. Os inimigos políticos do piá, acostumados às “práticas republicanas” e pós-graduados em sacanagem, denunciaram, por pura inveja, o ancião da luz vermelha. Ou você, paisano, acha que só agora o delito foi descoberto? Claro que não, não é? Nossos homens públicos sabem direitinho como, quando e como roubar o erário. Na hora que resolvem ferrar um colega, é muito fácil. Tem gente dizendo que o Sr. Novaes é inocente, as putas é que são culpadas de terem seduzido o vovô maranhense. Ouvi um cidadão dizer que a festança no motel, paga com o dinheiro público, foi uma palhaçada. Aí eu sou obrigado a discordar. Por favor, senhoras e senhores, não vamos envolver Tiririca nesse mar de camisinhas.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Receita Federal e as eleições presidenciais

          Quem nasceu primeiro, ovo ou a galinha? Se você é criacionista não pensará duas vezes antes de responder que foi, claro, a galinha. Por outro lado, se és evolucionista queimarás algumas pestanas até dar um parecer. A verdade é que a pergunta costuma ser repetida quando surge um assunto polêmico. E ele apareceu, nos últimos dias, na figura da quebra de sigilo fiscal da filha do candidato tucano José Serra. A pergunta que não quer calar, como diriam os provocadores, é: O PT fez o esquema ou foi o PSDB quem armou para tentar reverter a queda livre da revoada comandada por Serra? Para saber a resposta é só raciocinar:
Primeiro, é um jogo sujo.
Segundo, para usar de tais baixezas tem que ser bandido diplomado. 
Terceiro, há de se ter muita cara de pau. E bota muita nisso.
Quarto, é se achar acima da lei, portanto, inatingível.

          Contra o PT os adversários podem alegar que o partido dos trabalhadores quis garantir a vitória a todo preço. Para isso sujou as mãos. Buscou fatos que poderiam usar durante a disputa, caso percebesse o risco da derrota. Para quem acha difícil é só lembrar do caso Watergate. Nixon tinha larga vantagem sobre a oposição. Mesmo assim jogou sujo. Foi caçado e entrou para história como o presidente americano envolvido no maior escândalo de espionagem política dos yanques. Talvez até, do mundo. Pesa também contra o partido os crimes cometidos por alguns dos seus principais expoentes. Quem não se lembra do Mensalão?  Pesa também as alianças feitas pelo PT. O partido é unha e carne com os Sarney, por exemplo. Opa, tem urubu sobrevoando os céus petistas. Assim sendo, cara de pau de acima da lei tem um monte nesse pacote. Bandido diplomado, então!

          E contra os Tucanos? O argumento mais óbvio é o da derrota iminente. Os governistas entendem que esse é o último suspiro antes da morte. Para os caçadores de plantão, os pássaros do bico grande perderam a capacidade de voar. Não tem força nas asas e passaram a gritar como galinhas de angolas. É perfeitamente cabível que o desespero possa levar alguém a cometer tal ato de insanidade. Hora, hora, meus senhores, certos políticos são capazes de vender a mãe. A mãe deles, diga-se de passagem, porque as mães do povo eles vendem todos os dias. Acho difícil acreditar que o PSDB tenha usado de tal artimanha para tentar evitar a derrota nas urnas – derrota que, ao meu ver, nem a Rede Globo pode evitar. Mas quando lembro que FHC e a tucanada vendeu o Brasil... Vais dizer que não lembras das privatizações?! Para quem vende o país, o que é vender a família? Pesa, ainda, contra o partido, as múltiplas CPIs que foram abafadas.

          No final das contas, o que existem são conjecturas. Por mais que raciocinemos, ficamos quase na mesma. Venhamos e convenhamos: cara de pau, bandido diplomado, sujo e acima da lei tem nos dois lados da trincheira. Lembro do poeta Gregório de Matos, o Boca do inferno, quando retratou a Bahia. O leitor, ou a leitora, pode até trocar “Bahia” por “Brasil”.

“De dous ff se compõe
esta cidade a meu ver,
um furtar, outro foder.

Se de dous ff composta
está a nossa Bahia,
errada a ortografia
a grande dano está posta:
eu quero fazer aposta,
e quero um tostão perder,
que isso a há de perverter,
se o furtar e o foder bem
não são os ff que tem
Esta cidade a meu ver.”

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Viva a Seleção, viva a corrupção!

          Vamos festejar a copa do mundo de futebol. O Brasil merece a comemoração. Ainda que você, paisano, não goste do esporte que consagrou Pelé, torça. Pinte o cabelo de verde, amarelo ou azul e branco. Nos dias em que a seleção canarinho jogar, não trabalhe. Não leia nenhuma notícia que não seja acerca do time comandado por Dunga. Nem em revista, nem em jornal e muito menos na internet. Coma futebol, beba futebol e respire futebol. Esqueça a sua sogra indigesta, esqueça seus filhos pentelhos, esqueça seu chefe insuportável. Viva o Brasil! Viva o futebol! Viva a corrupção! Viva a corrupção?

terça-feira, 2 de março de 2010

Ligue, mas não se desligue

          Faça-se desgraça; e a desgraça se fez. Parece que tem gente que se alimenta da miséria alheia. É bem verdade que nós paramos para olhar um acidente, lemos sobre tragédias e assistimos telejornais sangrentos. Inconscientemente ficamos satisfeitos em saber que aquilo não está acontecendo conosco, é ou não é? O problema é quando não temos outra coisa a fazer senão nos deleitar-mos com o sofrimento do próximo. Falando nisso, você lembra do Haiti? Sabe onde fica? Conhece alguém que mora lá? Quantos noticiários você viu sobre o Haití, nos últimos dois dias?

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Você fede ou é cheiroso?

          Em 1998 o delegado Protógenes Queiroz - aquele que prendeu o banqueiro Daniel Dantas -  foi para o Acre. Quando chegou lá, deparou-se com uma tenebrosa realidade: "Autoridades ligadas ao narcotráfico. Rio Branco tinha 980 pontos de distribuição de cocaína. Uma coisa assustadora. Polícia Militar, civil, Ministério Público, Justiça estadual, prefeitura, governador, Assembléia, Câmara Municipal. Um juiz com ponto de drogas, desembargador viciado". Meu povo, aonde vamos parar? Olhe que quem fala isso conhece, como pouquíssimos, os quartos escuros dos donos do Brasil.  A pergunta que não quer calar é: esse câncer é exclusividade acreana?

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Deus salve o meu Brasil

Uma poesia para o final de semana. Mas sem esquecer da crise política, que já virou banalidade. Acho que só apelando para a divindade.


Deus, salve o meu Brasil


Desigualdade social
Tantos com tanto e outros mal pra caramba.
Uma pá de políticos distantes da honestidade
São uns crápulas nocivos à sociedade.

E a reforma agrária que não sai
E o salário mínimo que não sobe mais
É um amontoado de pessoas
Que precisam de chão pra plantar
Um pedacinho de terra pra poder trabalhar
Desse jeito te pergunto: aonde vamos chegar
Com essa cambada de safado a nos sugar?

Deus, salve o meu Brasil
Tem piedade desse  povo sofrido e tão varonil
Nos liberta dessas ervas daninhas
Que não sabem o que é política
Que só pensam neles próprios
Deus, salve o meu Brasil.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Brasília diz não aos corruptos

       Parabéns brasilienses, vocês estão dando uma aula de consciência política  

          Brasília está fervendo. A revolta da população é visível. Da polícia também, só que essa está na contramão dos fatos. Ao invés de prender o “Papai Noel do Panetone”, ela resolveu agredir os cidadãos brasilienses. E, diga-se de passagem, a população da capital federal está de parabéns. Isso mesmo, não aceitou a postura dos seus governantes e foi às ruas exigindo mudanças imediatas. Agora me diga uma coisa, leitor: corrupção é prerrogativa do governador Arruda? No Estado onde moras, não tem corrupto? Sabe por que eu pergunto? Porque existe uma crença, disseminada pelo Brasil afora, de que em Brasília só tem corrupto. Ora, ora, amado mestre. A grandessíssima parte dos gatunos que se movem pelo Planalto central é enviada pela população dos demais Estados da Federação. Arruda é a ponta de um iceberg chamado “corrupção nacional”.