“Se a vítima não tiver um direito sobre o carrasco, então nao haverá justiça”
José Saramago - escritor português
Damásio Marino é o nome dele.
- De quem se trata?
- De um delegado de polícia.
- O que ele fez para merecer ter o nome divulgado aqui?
- Agrediu um cadeirante.
- Por que?
- Porque o paraplégico reclamou com ele.
- E por que carga d’agua um camarada, que nem correr pode, meteu-se a questionar um “homem da lei”?
- Porque o bonitão, que não é deficiente físico, mas porta arma de fogo, estacionara o carro na vaga reservado a deficientes. Anatole Macedo, a vítima, achou-se no direito de pedir explicações ao semideus.
- E por isso apanhou?
- Sim, foi agredido pelo delegado que fez uso da arma para humilhar o cidadão.
- Onde foi que aconteceu essa barbaridade?
- Em São José dos Campos, São Paulo, na última segunda-feira.
Meu amigo, minha amiga. Você sabe o que vai acontecer com o delegado? Nada. Isso mesmo; nada. “Ele será afastado da função, enquanto durar o inquérito”, dirá o porta-voz da Secretaria de Segurança Pública, recorrendo a uma frase comumente usada em situações como essa – que não são poucas. É a medida comumente adotada pelos donos das armas. Quando a população esquecer – o que não levará duas semanas – o verdugo voltará às atividades costumeiras.
Aproveito e sugiro que a vida desse delegado seja escrutinada. Sim, porque ele não é, como diz o adágio, flor que se cheire. A Corregedoria tem uma ótima chance de descobrir quem é Damásio Marino. Como disse a rapariga dos óculos escuros de Ensaio sobre a cegueira, “Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos”.
PS: Para maiores informações sobre o caso, clique aqui.
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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Pênalti com paradinha
Domingo, no jogo Santos e São Paulo, Neimar, atacante do Santos, bateu um pênalti com direito a paradinha. Rogério Ceni, goleiro sao-paulino, achou ruim. Mais uma vez a polêmica parada, na hora da cobrança, foi assunto em tudo que roda de amigos. Na minha opinião a tal "paradinha" não deve ser proibida. Pra dizer a verdade acho que é para permitir paradinha, estacionadinha e até direito a água de côco. Amigão, você sabe o que o torcedor vai ver em um campo de futebol? Se respondeu, pancadaria, eu te denuncio à polícia. Pois então, ninguém, em sã consciência, paga um ingresso pra ver jogador fazendo falta no adversário. E quando a infração é dentro da área, na hora em que o avante vai fazer o gol?
Dileto, o momento máximo do futebol é o gol. Nenhum troglodita deveria impedir esse instante, mas, já que tentam fazê-lo, merecem a punição suprema. quando eu digo, impedir, eu me refiro às vias ilegais. O goleiro, na hora do pênalti, deveria ficar de costas para o batedor, de mãos amarradas e com uma venda nos olhos. Lógico, para não pegar. Não, não quero que o arqueiro se ferre; quero que o gol aconteça. Já pensei que o certo era a cobrança ser feita sem a incômoda presença do camisa um, mas aí já seria meio axagerado. Caríssimo, eu assisto futebol pra ver gol. Fico indignado quando um caneludo faz pênalti. Ou você trocaria um gol por uma cobrança de penalidade? Portanto, eu quero é gol.
Dileto, o momento máximo do futebol é o gol. Nenhum troglodita deveria impedir esse instante, mas, já que tentam fazê-lo, merecem a punição suprema. quando eu digo, impedir, eu me refiro às vias ilegais. O goleiro, na hora do pênalti, deveria ficar de costas para o batedor, de mãos amarradas e com uma venda nos olhos. Lógico, para não pegar. Não, não quero que o arqueiro se ferre; quero que o gol aconteça. Já pensei que o certo era a cobrança ser feita sem a incômoda presença do camisa um, mas aí já seria meio axagerado. Caríssimo, eu assisto futebol pra ver gol. Fico indignado quando um caneludo faz pênalti. Ou você trocaria um gol por uma cobrança de penalidade? Portanto, eu quero é gol.
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