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sábado, 3 de setembro de 2011

O quarto poder


Cento e vinte e dois anos de República,
Em novembro o Brasil vai celebrar.
O governo do povo, pelo povo e para o povo,
Na verdade foi um golpe militar.

Como narrou Aristides,
Então cronista do Diário Popular,
O povo assistiu bestializado, atônito e surpreso
O império naufragar.

Trouxe Deodoro a República
Embora ele mesmo se dissesse monarquista.
Menos de um ano depois, o Marechal foi descartado
E Floriano Peixoto se tornou o maquinista.

Princesa Isabel, Conde D’Eu e Pedro Segundo
Foram chutados daqui.
Três poderes logo surgiram
Deixando espaço para um quarto que viria em seguir.

Engana-se quem pensa ser  
A imprensa a quarta força.
Isso foi no tempo de Chatô
No tempo de noiva moça.

Vinte e um advogados
comandaram a nação,
Nesses cento e vinte e dois anos
Passados da proclamação.

Fica claríssimo pra mim
Só não sei se pra você.
O quarto poder, no Brasil
Quem ocupa é a OAB.


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Berlusconi ataca de cantor

     Chegou e foi logo cantando. Soltou a voz rouca e mostrou que era o rei do pedaço. Uma voz feminina ao meu lado chamou-o de Tarcísio Meira. Isso porque o carijó veio acompanhado de uma parceira que, no embalo, recebeu o nome de Glória Menezes. Emudeci. Ora, ora, chamar Berlusconi de Tarcísio! Desde que eu soube que o galo iria coabitar com doze fêmeas, escolhi o nome para batizar o danado. Assim, de cara, veio em minha mente o Primeiro Ministro italiano. Lógico, paisano, tem algumas companheiras do galináceo que mal completaram um mês de vida. Trazendo isso para o campo dos humanos, elas não passam de adolescentes que ainda não perderam o cheiro da fralda. Lembro que, quando criança, - como o tempo passa rápido, meu Pai – os adultos usavam uma expressão para botar uma meninota metida a moça no seu devido lugar: “essa menina nem perdeu a catinga do mijo e já ta se enxerindo”.

     Berlusconi, o galo, pouco se importa com a idade das bicudas. Acho que ele pensa que quem tem que cuidar das ninfetas são os pais delas. Como elas não têm pai – pelo menos ali no galinheiro – ele faz a festa. Glória Menezes é linda. Para ser sincero, toda galinha carijó é bonita. Há quem diga que toda galinha merece um elogio. Ela é o símbolo maior da doação. Não há nada nesse asteróide insignificante chamado Terra que se doe mais do que a galinha. Vive para botar ovo, encher o mundo de pintinhos e depois virar pitéu. Glória caiu-lhe bem. Galinha com nome e sobrenome. Esta crônica, no entanto, é para falar de Berlusconi, e a ele retornemos antes que meu tempo acabe.

Quando soltei o frango, achei que o cara demoraria a se ambientar. Digo frango porque o bicho tem apenas seis meses. Pouco mais de meia hora depois ele começou o show. Aí, meu amigo, virou galo. Logo me perguntaram:

- Ele deve estar feliz, não é?

     Não sei se os galos agem como os homens, que cantam quando a felicidade lhes ronda a porta. Eu, para ser sincero, não sei se cantaria preso. Não aguento, sequer, passar uma semana recluso num apartanil no Centro de Floripa. Apartanil é um neologismo criado por mim para designar a mescla de apartamento e canil. Conheço gente, por sua vez, que vive quase o ano inteiro dentro de um lugar desses. Para completar, misturam fumaça de cigarro e bafo de álcool. Depois, dão um play no som e cantam à vontade. Sendo assim, Berlusconi pode, sim, ter cantado por estar feliz. É, tenho quase certeza que o ciscador estava para lá de contente. E mal clareou o dia, a cantoria recomeçou.

- Berlusconi, insensível, não sabes que a economia mundial está prestes a entrar em colapso? Ou pensas que será apenas mais uma marolinha? Deus te ouça, penoso.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Chumbregando e relinchando

     Abrafolar. Coxambrar. Chumbregâncias. Irmanar. E então, sabes o significado dessas quatro palavras? O quê! Vais me dizer que nunca abrafolaste? E se um, ou uma, vivente chegar ao teu ouvidinho esquerdo e sussurrar que intenciona te abrafolar, o que dirás? O que gritarás? Fugirás? Pedirás ajuda aos universitários? Implorarás apoio da cavalaria? Ou abrirás um sorriso de venha? Não adianta pesquisar na internet nem consultar o pai dos burros. Ou sabe ou não sabe. Deixemos o abrafolar de lado e caiamos matando no coxambrar. Coxambrar, com x, tem a ver com cocha, com ch. E aí, pegou? Cocha, coxambrar... hum. Caso tenhas entendido, estás liberado para a arte da coxambração. Se não, procura um cinto de castidade e te pune por uma semana, pelo menos. Nem uma coxambradinha, sequer. Onde já se viu, o cidadão coxambra sem saber que está coxambrando. Vamos em frente.

     Chumbregância, sabes o que é? Digamos que é prima de coxambra. Façamos uso das palavras do juiz de direito da província de Sergipe, Manoel Fernandes dos Santos, que em 15 de outubro de 1883 decretou uma sentença na qual considerava que “o cabra Manoel Duda agrediu a mulher de Xico Bento para coxambrar com ela e fazer chumbregância, coisa que só o marido della competia coxambrar”. O documento arquivado no instituto histórico de Alagoas é rico em termos que há muito caíram em desuso. Abrafolar, coxambrar e chumbregância são alguns exemplos ali contidos. Irmanar, entretanto, não consta na sentença judicial.

     Ontem à noite, quando assistia uma reportagem sobre argentinos que moram na fronteira com o Brasil, o repórter superou-se. Traduziu, do espanhol para o português, o termo irmanar. Como se o verbo não fizesse parte da língua consagrada por Saramago. “Ô mermão, para com isso. Das duas uma: ou não conheces nosso vernáculo ou pensas que os telespectadores são incapazes de conjugar o verbo ser”. A dúvida, essa megera, logo invadiu meus pensamentos: a televisão me deixa burro? Ou parte do pressuposto que relincho há décadas?





terça-feira, 31 de maio de 2011

Jeca, eu?

- Jeca Tatu é tua mãe, ô espirro de gato!

     Não disse, mas pensei seriamente em gritar no ouvido de Cunilda – chamemos assim minha colega de profissão. Limitei-me a retrucar:

- Pelo menos meus bois não dormem na minha cama.

     Na elegância dos seus um metro e cinquenta de urbanidade, a moça aventou que eu, um cara que gosta da vida no campo, corria sério risco de virar um Jeca Tatu. Ora, ora, meus senhores, li Urupês, de Monteiro Lobato. Acho-o de uma riqueza estilística comparada às encontradas em Saramago. O jornalista escritor retrata em cores vivas a - entre outras coisas – falta de higiene do caipira paulista. O romance daquele que veio a se tornar símbolo da literatura infantil brasileira foi adaptado para o cinema. O Brasil deu risada à custa da interpretação de Mazaroppi. O personagem convivia com os animais como se eles fossem da sua parentalha. E, num país amatutado, Jeca virou sinônimo de matuto, de capiau. Eu até teria ficado calado se não soubesse que ela mora em apartamento e cria um cachorro.

     E os apartamentos de hoje em dia você sabe como são amplos; para não dizer o contrário. A pessoa cria um cachorro dentro de um imóvel que, muitas vezes, não passa de 70 metros quadrados e acha-se no direito de alfinetar quem gosta de gado. Paisano, eu também moro em apartamento e sei, como poucos, o estrago que os caninos fazem em um condomínio. Antes que um tresloucado me condene ao inferno de Dante, adoro cães. Já tive mais de um, inclusive. Não dentro de um apartamento, ressalto. Cansei de entrar na garagem do prédio e ver as colunas do imóvel manchadas de urina de cães. Os donos de cachorros – tem exceções, claro – acham que as calçadas são latrinas para os latidores. A gente tem que andar olhando para o chão para não rechear os calçados. Tem apartamento mesmo que mais parece um canil.

     Aí uma sanfona de gambá vem querer dizer que sou Jeca. Fala sério né, ô, sapato de cobra. Ora Jeca!

sexta-feira, 11 de março de 2011

Ivan Cachorro

     Ivan Cachorro. Só isso. E mais nada. Fiquei sem saber de quem se tratava. Vasculhando a agenda do meu celular, encontrei essa pérola. E agora? Quem é o “maledeto”? Não tenho nem um amigo cachorro. Os que tinha morreram de indigestão, creio. De qual Ivan se trataria? Ora, ora, não coloquei nenhuma informação adicional. Nem uma dica, por menor que fosse. Até conheço alguns Ivan, mas cachorro? Lembrei logo do meu amigo de futebol lá da AABB de Florianópolis, Ivan, o Terrível. Não, não seria ele. Ele é fominha, reclama o tempo todo e quer a bola só para ele. Mesmo assim, eu não o trataria com um adjetivo tão desabonador. Se bem que tem certos cachorros que são infinitamente superiores a certos homens. Um cara que não paga pensão para um filho não deve nem ser chamado de vira-lata. Seria um insulto com o coitado do pulguento. Um camarada que não respeita a mãe está longe de ser considerado um latidor. É, no máximo, o carrapato que o cão carrega.

 
     Aí me veio à mente outro Ivan, também peladeiro. Esse é mais veterano. Trata-se de Ivanzinho, chamado assim, creio eu, devido aos seus 1,61 metros de pura educação. Ex-treinador do Figueirense, jamais eu chamaria de cachorro. Lembrei de um e outro Ivan. Nada. Ora bolas, também quem mandou escrever Ivan Cachorro? O jeito era recordar alguns cachorros que conheci nos últimos anos. Fulano, pensei, era um cachorro, mas eu não anotaria o telefone dele. Sicrano, idem. Beltrano, o mesmo. E agora? Apago o Ivan Cachorro ou o deixo lá, mudo, quieto, sem dar uma latidinha sequer que o identifique? É melhor eu deixar as coisas como estão, decido. No dia em que meu telefone tocar e o identificador mostrar Ivan Cachorro, abrirei um sorriso e capricharei: Ivan, meu querido, quanto tempo!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Solução para acabar com o crime organizado

          Hoje cedo, enquanto assistia as últimas notícias sobre a pouca vergonha que está acontecendo na cidade do Rio de Janeiro, tive uma ideia. Ela veio quando um comentarista de segurança explicou como os ataques dos criminosos são planejados. Segundo o camarada, os chefes do crime se comunicam por meio de celulares que entram clandestinamente nos presídios. Logo imaginei que a polícia, desorganizada, perdeu de novo. Segundo o especialista, o problema maior está no sistema prisional. Aí meus neurônios entraram em polvorosa.
          Mnha ideia consiste em juntar os quatro poderes em um grande complexo. Como? Contrata-se um arquiteto e um engenheiro dos bons, e não precisa mais do que isso. Se não, vira cabide de emprego. Projeta-se quatro grandes edifícios de, pelo menos, 20 andares dispostos de tal maneira que formem um quadrado. Aí basta uní-los através de extensos corredores. No bloco A, coloca-se o Executivo; no B, o Legislativo; no C, o Judiciário e no D o presídio. Os quatro poderes juntinhos. Só assim a bandalheira pode ser combatida. E ficará barato os trâmites envolvendo o crime.
         Imagine a economia que teremos pelo simples fato de não precisar mobilizar um aparato gigantesco para transportar um preso?! Da cela, vai ao julgamento e depois volta para a cela, a pé. A segurança dispensada aos três poderes legalizados será aproveitada para controlar os presos. Sim, porque enquanto os presídios forem contruídos no meio da pobreza, esqueça a polícia, meu chapa. Para ficar dez, é só construir um anexo que sirva de escola aos filhos dos políticos, e dos magistrados.
               Meu medo é de que os quatro poderes se unam. Aí dane-se o mundo, afinal de contas eu não me chamo Raimundo.  

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Bicho também é gente

          Ontem fui criticado no blog de um amigo meu. No letrasdatorre ele comentou sobre um camarada dele que estava indignado – talvez esse não seja o adjetivo mais apropriado – com o nome que dou a alguns dos meus animais. A razão da crítica era meu terneiro Gerineldo Marquez. O homem não se conforma com um touro carregando nome de pessoa. Aí me desculpe, querido, mas bicho também é gente, como diria a sábia, filósofa e poliglota Cristininha no auge dos seus sete anos de vida. Gerineldo não é, saliento, um bicho bruto. É um exemplar lapidado da raça Jersey. Não é, muito menos, um ignorante; atende pelo nome e tem vontade própria. Não merece, assim, um nome?

         E não coloquei qualquer nome no bovino. Homenageei o coronel Gerineldo Marquez, retratado pelo Nobel de literatura Gabriel Garcia Marquez. E te pergunto, paisano: você conhece algum Rodrigo? E Rafael? Arnaldo, Renato, Fred, Jair, Osório, conhece? Eu conheço uma ruma desses. Um magote de celerados que fuma maconha com o dinheiro dos pais, toma cachaça e volta para casa de madrugada perturbando a família. E quando a mãe reclama da vida que levam, eles mandam-na “pi”. Deixo o "pi" para que o leitor substitua-o pelo palavrão que lhe aprover. Conheço uma centena deles que, ao invés de assistir a aulas – em uma faculdade bancada pelos burros de cargas que os geraram -, tomam cerveja no barzinho mais próximo. Nem por isso eles perdem o direito ao nome que carregam no registro. Poderíamos chamá-los, todos, de potenciais delinqüentes, se já não o são. Não, todos merecem um nome. E meu Gerineldo, que nunca me deu uma cabeçada, que jamais me deu um coice, que acompanha-me sempre que é chamado para uma caminhada no pasto, não é digno de um nome? Fala sério, Valério.

         Invoco os bichos, como já fizeram os Titãs, a saírem dos lixos e invadirem o mundo dos cidadãos civilizados. Só não vou fazer como Eduardo Dusek, e pedir para que troques o teu cachorro por uma criança pobre. Seria hipocrisia minha. Se você quer ter uma criança gerando ou adotando, é uma questão que só diz respeito a você. Mas se desfazer de um cachorro, de um cavalo ou de um bezerro é, no mínimo, burrice.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

O presente que chegou atrasado

          Ontem fui a um almoço de aniversário. Aqui mesmo, em Florianópolis. Não vou divulgar o nome do festeiro porque prometi que não o faria. Curioso, como sou, e sem ter muito o que fazer, fui dar umas espiadas nos presentes que o gurizão ganhara. E entre suspiros falsos de “ah, que coisa linda”, ou “quanto bom gosto”, deparei-me – juro por tudo que tu tens de sagrado! – com um despertador. Confesso que fui obrigado a parar. Parar e refletir. Sim, meu espírito se inquietou com o mimo. Não era um despertador qualquer, diga-se de passagem. Tocava diversas músicas. Marcava a temperatura, umidade relativa do ar e o escambau. Tinha, entretanto, uma função que me incomodou: despertar. Meu Deus do céu, pensei com meus cadarços, para que o desgraçado desse despertador vai servir? Gente, o anfitrião estava comemorando 80 primaveras. Agora, seja sincero, qual a utilidade da geringonça? O moço mora na praia, na parte ínsula da capital catarinense. Trabalhou dos 13 aos 60 anos. Há 20 está aposentado.

          Dos 30 aos 60, morou em Brasília. Trabalhava diuturnamente em uma conhecida instituição bancária. Diuturnamente, sim. É que funcionário de banco dorme banco, acorda banco e come banco. Sei que há exceções, mas não era o caso desse piá de quem estou comentando. Na capital federal, cercada de cerrado, acordava todos os dias ao som de um velho despertador. Despertador esse que, por questões óbvias, já se escafedeu. Ao se aposentar, o homem, natural de Campos Novos, no Meio-Oeste do Estado natal do tenista Gustavo Kuerten, lembrou do ilhéu onde fora criado. Combinou com a esposa e comprou um terreno na Praia da Daniela, um balneário de Floripa. A senhora, dada às artes, fez o desenho da casa. Meses depois o ninho estava feito. “aposentadoria, aí vou eu”, realizou-se o ancião.

         Sem hora para acordar, sem hora para almoçar e sem hora para “p” nenhuma. Deixei o p ao seu gosto, leitor. Caso conheças o camarada de quem falo, podes substituir a consoante por aquilo que pensastes. Tenho certeza que ele adoraria. Se fores mais casto, troques o “p” por “porcaria”. A verdade é que o tio da Isa – e é verdade, ele tem uma sobrinha que atende por Isa – não quer nem saber de horário. As poucas vezes que assume compromisso é quando vai à igreja atrasado. Aí vem um desnaturado e oferece-lhe um despertador como presente de aniversário?! Não interessa se a maquininha tem mil e uma funções. A missão principal da megera é despertar. É marcar horário e dizer: “acorda, preguiçoso, você tem obrigações a cumprir”. Vamos combinar, é desumano falar assim com o esposo da Verinha. E fiquei horas pensando na utilidade daquele despertador. E aproveito para esclarecer uma coisa, paisano: no meu aniversário de 80 anos, por favor, não me dê um despertador. Você corre o risco de ser tocado para fora da minha casa com presente e tudo. Ah, tem mais: nem pense em levar um pijama - outra lástima.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Maconha, gay e aborto

Como é que vou resolver o problema do Brasil


Se em quem eu votei ontem, me mandou pra pauta que caiu?

Ora, não sei eleger nem síndico, que administra mixaria

Como escolher um presidente que acabe nossa agonia?



Olho os dois candidatos e penso com meus botões

Como fazer a escolha entre esses dois charlatões?

Uma é filha de um governo envolvido em mensalão

O outro é filho de quem vendeu até o sub-solo da nação.



Eita briga de foice no escuro, me acode, Deus do céu

Um tá tão velhinho, coitado, que pra mandá-lo à lona

Basta uma bolinha de papél.



Tenho pressa, Jesus Cristo, dá uma mãozinha, vai

A mulher fez tanta plástica, meteu botox na cara

Que se é coca ou se é fanta, acho que nem ela sabe mais.



Mas a eleição tá chegando e tenho que decidir

Fui ver o programa eleitoral, aprendi foi a mentir

Aonde é que vamos parar, se pra chefe da nação

Teremos que escolher baseado em religião.



De um lado o padre grita: "nessa eu não voto, não"."

Do outro o pastor esbraveja: "não vote nele, meu irmão.

Maconha, gay e aborto são o fiel da balança

Mas no fim da palhaçada, é mesmo o povo quem dança.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

O palhço não pode chorar

          É, simpatia, Tiririca está na berlinda. Estão querendo impedir o palhaço de assumir uma cadeira na câmara dos deputados. Aí já seria uma palhaçada. Onde já se viu o cara receber mais de um milhão e trezentos mil votos e não poder atender o anseio de quem o elegeu? “Mas ele é analfabeto!”, exaltar-se-á um afoito. “É ridículo ter um palhaço como deputado federal”, berrará um corno. Sim, paisano, só tendo muita guampa no coco para vomitar tanta besteira. O humorista Francisco Everardo Oliveira Silva ganhou com méritos. Deu a cara à tapa, como diria o mais antigo. Botou o braço na seringa, como diria o profissional de saúde. Botou alguma coisa na reta, como diria o mais desaforado. Escrevi “alguma coisa” para não deixar vermelha uma pudica leitora. Mas se você é um leitor traquina, pode substituir o “alguma coisa” por aquela coisa que está pensando.

          O jornal Folha de São Paulo de hoje informa que Tiririca pode até ser punido, mas não será impedido de assumir o cargo que lhe foi confiado pelos eleitores do mais rico Estado do nosso Brasil varonil. Sei que você, meu chapa, em algum momento dessas eleições, brincou com a candidatura do palhaço cearense. Ouso, entretanto, te perguntar: e com os palhaços nos quais você votou, fez alguma piada? E os vários – e bota vários nisso – ladrões profissionais que mais uma vez foram eleitos, o que você fez para desacreditá-los perante a sociedade? Eu, sinceramente, tenho vergonha de criticar Tiririca. Pois não fiz uma corrente – daquelas chatíssimas que se fazem com Power Point e enchem de vírus nossos computadores – contra os marginais, cheradores de pó, traficantes, sonegadores, assassinos, mentirosos e demais desordeiros que concorreram, e foram eleitos, nessa eleição. Que moral eu tenho para entristecer Tiririca?

          Por último eu quero dizer que o responsável pelo circo verde e amarelo chama-se República. É por isso que Deodoro da Fonseca não queria a República no Brasil. Sim, porque o marechal intentava tão somente substituir o gabinete imperial, no fim do século XIX. Ele sabia que, à época nossa pátria não suportaria uma República. Em uma carta que escreveu ao sobrinho que cursava a escola militar no Rio Grande do Sul, em setembro de 1888, Deodoro afirmou: “ República no Brasil é desgraça completa – É a mesma coisa”. Para o marechal, um país carecia de gente educada e dada ao respeito, para fazer uma República funcionar corretamente. O leitor mais atento perguntará: “Mas não foi Deodoro quem proclamou a República?”. Nesse caso, veja como começou nossa República. Salve, Tiririca.

 
PS: A afirmação de Deodoro pode ser encontrada na página 37 do livro Soldados da Pátria - História do Exército Brasileiro 1889-1937 -, do autor Frank D. McCann, publicado em 2007 pela Companhia das Letras.São 700 páginas indispensáveis a quem tem interesse de saber a verdadeira história do Brasil.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Avaí na segundona

 “O Avaí, meu caro, é como uma tartaruga de costas em cima de um poste. Ninguém sabe como chegou lá, mas todo mundo sabe que um dia vai cair.” Foi o que me respondeu um repórter colega que está no Oriente Médio. Isso porque recebi um email dele, contando como estava sendo a viagem pela chamada Terra Santa, e respondi informando que o Avaí – time de coração do moço – estava na zona de rebaixamento do campeonato brasileiro. Os avaianos doentes pode ser que não gostem da declaração, mas os adversários, com certeza, adorarão.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

O candidato e o matuto

          Em época de eleições vale a pena lembrar certos “causos”. E este é dos bons. Um caipira estava com o filho em uma canoa. Estavam pescando cambimba, como diria dona Margarida, minha mãe. Segundo ela, cambimba é peixe pequeno. Miuçalha. O menino, com seus nove anos, era pura curiosidade. Como são quase todas as crianças dessa idade. E essa estória é do tempo em que os pais eram os consultores dos filhos. Digo isso porque hoje em dia tem senhores e senhoras que aos sete anos costumam se aconselhar na internet. Coisas da modernidade, Gilead, diria o Sheid, meu cachorro. E tem pai e mãe que acham suas crias verdadeiros Einstein. “Meu filho é muito esperto. Sabe tudo de internet. Não preciso me preocupar com ele. Não me dá o menor trabalho. Passa o fim de semana no computador”, disse-me uma mãe, certa vez, toda orgulhosa. O triste é que se você, caro leitor, pede para o pirralho fazer uma pesquisa na rede ele não sabe como proceder. Deixemos esses futuros candidatos a cargo público de lado. Voltemos para a lagoa onde pai e filho, do tempo em que Legião Urbana era rural, pescam sua refeição.

          Em determinado momento o pequeno olhou para o pai e perguntou:
- Ô pai...
- Fala, fio.
- O pai sabe por que a canoa frutua?

 
          O pai coça a cabeça, a barbicha e o bigode – um de cada vez, diga-se de passagem. Depois de uns muxoxos constata:
- O pai num sabe, fio.

          O menino espera alguns minutos e vem com outra:
- Ô pai...
- Fala, fio.
- O pai sabe por que os peixe num morre afogado?

          O capiau se vê em outro aperto. Novo coçar de cabeça, barbicha e bigode. Novas caretas. E uma resposta mais pensada:
- Ah, fio... É pruque... É pruque... O pai também num sabe, fio.

          Mal dá tempo para o velho pai tomar fôlego e o projeto de gente emenda:
- E o pai sabe pruque o sol num cai na cabeça da gente?

          Essa última desconcertou de vez o genitor. Depois de repetir o gestual, admitiu:
- Ah, fio. É pruque... Também num sei, fio.

          O pimpolho fica pensativo enquanto dá banho na minhoca. O pai, por outro lado, torce para não ouvir nova pergunta esquisita. O filho percebe a saia justa do pai e tenta contornar a situação:
- O pai ta chateado?
- Chateado com que, fio?
- Porque eu to fazendo pregunta, pai?
- Não, fio. Pregunte. Porque é preguntando que se aprende.

          Senhoras e senhores. Sei que é dever de todo cidadão exercer seu direito de votar. Sei que isso faz parte da consolidação da democracia. Mas quando olho os candidatos, quando vejo as respostas que eles dão às respostas mais elementares que lhes fazem...

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Gato gordo quer as coisas como estão

          Era uma vez uma grande casa. E nessa casa moravam muitos, mas muitos, ratos. Os roedores faziam festas todo dia. Poderíamos chamar o local de “paraíso dos ratos”. Como diria um apresentador de programa televisivo: “Uma coisa de louco”. Até que um belo dia o dono da casa trouxe um gato para habitar a residência. Mas um gatão daqueles criado com vó. Aí você já viu, não é? Gato e rato é como água e óleo. É como Espiridião Amim e Jorge Bornhausen. É Dilma e Serra. Nao; Dilma e Serra não. Esses dois calçam o mesmo sapato. O fato é que os bichanos odeiam os pequenos mamíferos comedores de queijo. E foi um tal de sumir rato, que meu Deus do céu. Todo dia desaparecia pelo menos um. A casa lembrava os velhos tempos da Ditadura Militar brasileira. Os coitados sumiam sem deixar vestígios. Mas os que sobreviviam sabiam quem era o autor dos crimes – exatamente como na página triste da nossa república.

          Os ratos resolveram fazer uma assembleia. Hora e local marcado. O porão ficou cheinho, cheinho. Cada qual que desse a ideia melhor para resolver o baita problema. Até que um deles apresentou a melhor de todas.
- Senhoras e senhores, basta que coloquemos um chocalho no pescoço do gato. Aí, toda vez que ele se aproximar fará um barulho danado e dará tempo para a gente fugir.

          Gente do céu, foi um alvoroço total. Os ratinhos davam vivas ao rato gênio. A euforia tomou conta do salão. Finalmente eles se veriam livre do verdugo. O que era uma reunião tounou-se em comício com direito a música, santinho e outras palhaçadas. Foi aí que um rato, daqueles que mal abre a boca, pediu a palavra. Fez-se silêncio. E quando todos esperavam um discurso ele limitou-se a uma pergunta:
- Quem colocará o chocalho no pescoço do gato?

          Nem um som. Os presentes foram saido um a um. Dos ratos o que sobrou foi essa história. Venhamos e convenhamos, paisano, em época de eleição devemos ter cuidado com os candidatos de promessas efusivas. Se queremos um Brasil melhor, temos que ter um plano de combate a corrupção. Quem, eu pergunto, quem apresentou um plano de combate a corrupção? Dizer que vai combater a corrupção é fácil. Quero ver quem apresentou uma estratégia de botar o chocalho no pescoço do gato. E olha que gato gordo é o que não falta no país descoberto por Pedro Álvares Carbral. Um gato gordo: o judiciário. Outro gato obeso: o Congresso Nacional. É, simpatia, será que restará a nossa história?

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Rambo 24, Stalonne sai do armário

          No último fim de semana fui ao cinema assistir Rambo 23. Na verdade o nome do filme é Os Mercenários. Mas bem que podia ser Rambo 23. Stallone se apresenta, ou pelo menos tenta, como se fosse o saradão Rambo de 1982. A boca torta do ator, consequência do fórceps utilizado em seu parto, tem a companhia de paralizados músculos faciais - frutos de plásticas, botox e delicadezas do gênero. E chamo o longa-metragem de Rambo 23 porque o próximo filme do americano será Rambo 24, Stallone Sai do Armário. Como eu sei disso? Elementar, paisano. É como acontece no livro Crônica de Uma Morte Anunciada, do jornalista colombiano Gabriel Garcia Marquez. Nele, o personagem principal, Santiago Nazar, é condenado à morte desde o início. O nobel de literatura inicia o texto informando que Santiago morreu. Mesmo assim o leitor é levado a acreditar que o bonitão não vai se dobrar à foice da "marvada".  No fim do livro, Santiago, conforme prometido, sucumbe. 

          Os 64 anos de músculos não me engana, nem engana o DJ Maluco: "Tu é gay, tu é gay que eu sei". Stallone aproveita o cenário do lindo município de Mangaratiba, no Rio de Janeiro, para soltar a franga. Venhamos e convenhamos, senhoras e senhores, o velho Rock Balboa dá cada escorregada que não engana nem meu inocente avô, que já se foi ha décadas. Vale a pena assistir. O filme é uma mistura de Rambo, a Gaiola das loucas e Tratamento de choque. Se você tem um olhar não muito ingênuo, perceberá uma crítica ao presidente da Venezuela, Hugo Chavez. Fica evidenciado a arrogância "libertadora" dos americanos. O que não fica claro é o papel de Arnold Schwarzenegger. Muito menos o de Bruce Willes. Eles fazem uma pontinha, talvez, que fique claro, para apoiar o colega Stallone em sua missão de virar borboleta.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Gianecchine, mais sexy do que eu?

          Estou decepcionado. Não, estou arrasado. Eu e alguns amigos que tenho aqui em Floripa. Sábado, em nosso futebol para experientes, o desconsolo era geral. Nem meu amigo Simões, gaúcho velho da fronteira, comemorou os gols que fez, tamanho era o baixo astral do camarada. Pernambuco, a gentileza em forma de zagueiro, parece que teve contido o ímpeto em massagear as canelas do adversário com a sola da chuteira. Nem Ivan, o demolidor, teve seus momentos de fominhagem. Fez lá suas jogadas, gols e dribles. Tudo, entretanto, em nome da coletividade que exige o consagrado esporte bretão. Ivan era o retrato de um homem brasileiro aviltado em sua honra. Apesar do sol que presenteava a ilha de Santa Catarina, o campo na beira do mar parecia envolto em um manto enfumaçado. O manto da injúria.

          Os peladeiros corriam atrás da bola como se nunca a tivessem visto. É bem verdade que alguns, que não citarei o nome para não ser inconveniente, realmente não tem muita intimidade com a pelota. Todos, sem exceção, arrastavam-se na grama sintética. Nem Rivelino, que mais parece uma vuvuzela de tanto reclamar, abria a boca. Só para respirar, vale dizer. O apito do árbitro mais lembrava um miado de um gato triste que foi abandonado pele dono em uma noite chuvosa. E olhe, simpatia, que tem muita gente egoísta que compra um bichano para servir de companhia, e quando se desinteressa pelo felino, coloca-o dentro do carro, leva-o até um lugar distante e desfaz-se do coitado. Depois vai tomar cerveja como se não tivesse cometido um crime.

          Falando em gato, nós, os gatões amadurecidos pelo tempo – como o tempo passa, meu Deus! – estávamos todos cabisbaixos. Eu diria que até envergonhados. E abro meu coração para falar em nome de todos meus companheiros traumatizados. Um semanário tupiniquim elegeu o homem mais sexy do ano. Não é que o Reynaldo Gianecchine levou o título!? Como é que Moacir, o grande lateral da AABB, vai explicar um troço desses em casa? Gianecchine, que nem cabelo no peito tem? Que nem pode fazer cara de mal porque o rosto parece a bunda de um bebê! Venhamos e convenhamos, nós, os bonitões grisalhos do futebol fomos insultados em nossa macheza. Fomos boicotados pela revista. Aonde já se viu! Se a eleição tivesse ocorrido na beira do campo e com a participação do time dos coroas esse tal de Gianecchine não teria tido a menor chance.

          Mais sexy do que ele tem, além dos que já citei, Henrique, Barbieri, Sodré, Cesinha, e outros mal-acabados. Por isso o clima no futebol foi de enterro. Enterro da honra, da masculinidade e da moral. Ora, ora, perder para o Gianecchine.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Eita mesa maneira!

- Esta é maneira -, resmunguei.
- Então vais levar-, alegrou-se o vendedor.
- Não, é maneira -, argumentei.
- Ué, se é maneira, porque não levas? – admirou-se.
- Exatamente por isso. Se fosse pesada eu queria. Como é maneira, não me serve -, expliquei.
- E o que tem a ver maneira com pesada -, impacientou-se Betinho – era esse o nome dele.
- Maneira é antônimo de pesada -, justifiquei.
- Eu achava que maneira era uma coisa legal, entende, maneira -, surpreendeu-se o marceneiro. Em seguida perguntou: - Em que lugar do Brasil, maneira significa leve?
- No dicionário -, encerrei a conversa.

          Não dei as costas e fui embora. Betinho é um profissional que já fez vários trabalhos para mim. Continuei na marcenaria. Mas passamos a tratar de uma mesa que eu encomendara.

          Surpreende-me a capacidade de as pessoas mudarem o sentido de uma palavra. Essa não foi a primeira vez que tive dificuldade de ser entendido quando usei o vocábulo “maneira” como contrário a pesado. A justificativa é o sentido figurado que o termo adquiriu, como ocorreu, e ocorre, com tantos outros. Um belo dia alguém resolveu chamar o colega de “maneiro”. Juro por deus, não sei se era por falta de vocabulário ou pura folia. A moda pegou. Tornou-se gíria. Incorporou-se ao linguajar cotidiano. Nem um problema. Problema é quando cinco gírias substituem um dicionário. Tem certas palavras que mudaram totalmente de sentido. Umas até que ficaram bem. No tempo em que candeeiro dava choque, ladrão era uma pessoa mal-encarada, armado para matar e pobre. Não é mais assim. Se eu digo, por exemplo, que vi um ladrão, a maioria dos meus amigos me pergunta se entrevistei algum político. Pois é.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Segurança pública de Santa Catarina é um piada

        A segurança pública de Santa Catarina está em mãos não merece ser levada a sério. Porque, de fato, não é séria. Para dar alguns exemplos:

1 – O estupro de uma menor em Florianópolis: O filho de um delegado era um dos estupradores. Outro era filho do dono da RBS TV. Outro – que foi acobertado – filho de um ex-político. O delegado que estava responsável pelo caso correu para a televisão e defendeu os estupradores. Agora o ministério público vestiu a camisa da RBS e “legalizou” o estupro, desde que seja praticado por poderosos. Gercino Gomes Neto é o chefe do Ministério Público de Santa Catarina. Precisará de muita água sanitária para limpar o MPSC depois dessa. O chefe, a juíza e a promotora do caso, deram um jeitinho e livraram a cara dos delinquentes. Um nojo.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Memória, pra quê te quero

          Antes de qualquer coisa: é verdade. Um cidadão de 78 anos parou num famoso café da capital catarinense e deu de cara com um amigo de infância. Ficou emocionado. Fazia quase setenta anos que não tinha notícias dele. Se era vivo, se casara, se concluíra o ensino médio, se conseguira terminar um curso superior. O fato é que ele estava lado a lado com o antigo colega. E nesse caso, é antigo mesmo. Enternecido o ancião perguntou: “Então, lembra de mim?”. Surpreso e sem reconhecer, mas não querendo se passar por caduco arriscou: “Claro, é o Paulo”. O outro murchou, entretanto deu uma dica: “Estudamos junto quando crianças, rapaz”. Uma vasculhada na memória e nada. Daí a admitir a diminuição dos neurônios a distância era grande. “Lembro, lembro. É o João”, apostou. Jogada errada, dinheiro perdido. “Não, homem. Você não se lembra de mim”, conformou-se o leitor contumaz e fazedor de palavras cruzadas. E abriu o jogo: “Eu sou Honório, camarada. Estudamos juntos no primário, lembra agora?”. Cheio de ternura o esquecido admirou-se: “Honório, homem de Deus, você não mudou nada”.

Pois é.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Santas manicures

          Mudo meu nome, mas não digo quem foi. O fato é que o que vou contar, tenha certeza, amizade, aconteceu. E não foi na China, nem na Islândia e nem na Papua Nova Guiné. Foi em Florianópolis. Sob o manto protetor da Europa Brasileira. E não pense, advirto, que se trata de uma moradora do bairro mais desprestigiado desta capital. Necas de pitibiriba – isto é, negativo. Nem cogite a descabida ideia de imaginar que a pessoa a quem me refiro seja alguém vinda do Rio Grande do Sul, do Rio de Janeiro ou da Bahia. Para com isso. A dita cuja é nascida, criada e educada debaixo das bênçãos da ponte Hercílio Luz. Uma amiga minha soprou no meu escutador de forró, que a mal-afamada frequenta a alta sociedade catarinense. E agora?

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Do Rio Grande do Norte à civilização

     Depois de umas semanas longe de Santa Catarina, fiz como Roberto Carlos - voltei. Enquanto estava no Rio Grtande do Norte, senti uma falta grande da civilização. Tive que retornar, mas antes fpassei por Florianópolis. Só então acelerei o motor do possante em direção à serra. Vida no campo. Nada como passar uns dias tendo aulas de respeito, educação e boa convivência com os quadrúpedes. Ah, os pássaros, apesar de serem bípedes, também conhecem o que é civilidade. E por esse motivo, em determinados dias eu nem sequer ligava o computador. Para quê? Para ficar sabendo de notícias sobre o "caso Bruno"? Não, a civilização estava ao meu dispor. Eu não iria desperdiçar a oportunidade.