A viagem de Florianópolis a Chapecó é - ou pelo menos tem tudo para ser - agradabilíssima. Depois de trafegar alguns quilômetros pela duplicada BR-101 no sentido Porto Alegre, pega-se a BR-282. Aí não é preciso sair mais da rodovia. Ela corta o Estado de Leste a Oeste. Alguns trechos são considerados perigosíssimos. O pior deles, segundo a maioria dos que dirigem por lá, é entre Águas Mornas e Rancho Queimado. A quantidade de acidentes alí é uma coisa de louco. É a subida da Serra Geral. E as muitas curvas, de fato, não costumam perdoar motoristas afoitos. Vamos combinar, esse papo de culpar a chuva, o asfalto e a cerração pelas colisões não está com nada. O problema é mesmo o dirigidor do veículo. Fiz os 550 quilômetros ontem. A paisagem é linda. A mudança de relevo, de vegetação e de arquitetura é de tirar o fôlego. Diz o aforismo que o bom da viagem é a viagem. Para muitos apressadinhos, o bom é chegar logo. E é aí que mora o perigo.
Que tal esta ultrapassagem?
E esta?
O resultado de tanta imprudência é este:
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o motorista do caminhão morreu na hora
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O oeste é mesmo um celeiro.
A estrada disputa espaço com a lavoura
Em Chapecó, monumento homenageia o desbravador
O estádio da Chapecoense é um lugar a ser visitado. Pena que não tem uma sala de troféus para enaltecer o Verdão do Oeste. Os três troféus de campeão catarinense estão colocados num cantinho esquecido de uma pequena sala. Nem uma lojinha do clube tem no estádio.
Agora, a pergunta que não quer calar: será que eu estaria escrevendo hoje, caso tivesse bebido (álcool), fumado (maconha), ou cheirado (cocaína) antes de viajar até aqui ?