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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

A grávida do ano

                                                                            A grávida do ano não é Gisele Bundchen. Também não é a mãe do filho de Neymar, que eu nem sei o nome da moça - santa ignorância, Gile. É, simpatia, a gravidez mais esperada por este jeca nordestino metido a gente também não foi a da poderosa e quase enciclopédica Luciana Gimenez. A propósito, paisano: sabes me explicar por que só os nascidos no Norte e no Nordeste carregam uma espécie de vínculo com a região de onde são? Quem é natural do Sul é chamado de sulista? Quem nasce no Centro Oeste é, por acaso, centroestino? E a turma do Sudeste, é sudestina? Caso saibas o motivo desse negócio, envia um email para o apedeuta aqui, please. Voltemos às grávidas. A barriguda de2011 tem pouco mais de um metro de altura. Possui duas guampas poderosíssimas. Foi homenageada por Caetano Veloso com a música "linda demais". Quem é, quem é? 

                                                                             É Jipão. A terneira Jersey da República Três Platôs. E aproveito para adiantar que o filho da moçoila, quando estiver em fase de aprendizado, poderá levar uma palmadas, sim senhora. Caso mereça, óbvio. É, amizade, na referida República tem vacas, cachorros não. 


                                                                              Fotos da grávida:








terça-feira, 5 de abril de 2011

Arnaldo Jabor, irônico ou cínico?

     Fiquei tempos com Pornopolítica esticado na minha estante. Confesso que comprei o livro por impulso. Não gostei do título. Muito menos da capa. E um livro, meu chapa, não basta ser bom. Tem que seduzir, ter uma boa aparência e ser novo. Se não for assim, dificilmente compro. Cada vez que olhava aquela frente retratando Vênus, Sátiro e Cupido, desistia da leitura. Até que, nesse fim de semana, estava no sítio e terminei de ler uma aventura de um motociclista que saiu de São Paulo e foi até o Alasca. Ao concluir, busquei alguma coisa recém-comprada e não encontrei nadica de nadica. Restou-me a risada medonha de Sátiro.

     Mal comecei a ler, ainda na página dezessete, Arnaldo Jabor desafinou: “Vejam os bilhões de imbecis com o rabo para cima rezando todo dia para um ser que não existe”. Senti-me traído por mim mesmo. E essa, paisano, é a pior de todas as traições. É quando teu ser interior rompe com tuas ideias e te leva a cometer insensatez que jamais concordarias que fosse feita. Bem que eu não queria comprar, bem que eu não queria ler. A declaração do cineasta retratou, como se tivesse sido cunhada com essa intenção, a capa da obra. Arnaldo Jabor, meu filho, pede pra sair. É porque eu não sou, mas se eu fosse mulçumano gritaria: “Imbecil é você, Jabor. O que um burguesinho carioca como você sabe sobre o mundo islâmico? Um babaca que pegou carona em Nelson Rodrigues – é isso que você é - deveria escovar os dentes antes de falar de religiosidade. Um ateu desgraçado como você, Jabor, que adora ironizar, mas não sabe a diferença entre ironia e cinismo, deveria ler um, pelo menos um, livro sobre os mulçumanos”. Não sou mulçumano, por isso continuei o livro. Porém...

     “São recrutinhas fracos, com capacetes frouxos e cara de nordestinos analfabetos”. Espera aí, Jabor, agora você se passou. E só não te mando à PQP porque sou um cara educado. Fosse eu um desbocado diria: “Vai à &^%^)(&@, seu %$#@*&”. Só não toquei fogo naquela porcaria porque quero ter a prova do quão abjeto, infecto e purulento pode ser um homem que se acha inteligente. Dá uma de Doca Street, Jabor, e escreve um Mea Culpa. ah, não toquei fogo, também, porque sei que escrever um livro, por pior que ele seja, dá trabalho. E esse empenho não pode ser desprezado. Nem por mim, nem por mais ninguém.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O sabor das cores

       Verde limão, azul calcinha, rosa pink, amarelo ouro e branco. Pense numa combinação digna de Tiririca. Assim eles passaram diante dos meus olhos. Ninguém me disse, eu vi. Vi com esses meus observadores que verão, domingo, o Fluminense ser campeão brasileiro de futebol. Calmos, serenos e tranquilos – se bem que acho esses três adjetivos a mesma coisa. Aquela infusão de cores do tipo mamãe não me perca na neblina gritaram exigindo minha atenção. E eu não me fiz de rogado. Não dei uma de político pós- campanha. Não, dei-lhes a devida atenção. Atenção mais do que merecida, afinal não é todo dia que podemos ver umas beldades daquelas desfilando em via pública. Parei.


Para ser sincero, eu já estava parado quando eles apareceram. E parado fiquei. Parado feito jumento quando embirra. E por falar nos quadrúpedes, ontem ouvi mais uma falácia própria dos ignorantes. Estava esse babaca aqui em um jantar, quando um colega afirmou que os nordestinos comiam carne de cavalo. Eu, cheio de delicadeza, fui direto ao escutador de novela do camarada.

- Em qual cidade do nordeste você comeu cavalo, animal?

- Não, eu não comi, Gile. - Me falaram.

- E quem foi o jumento que falou tal asneira? – Questionei tirando logo a possibilidade que ele tinha de dizer que foi um parente, um amigo ou alguma outra pessoa do seu círculo íntimo.

- Nem lembro, acho que eu era muito novo. Devia ter uns 15 anos na época. – Respondeu tentando, sem perceber, jogar a informação para um tempo remoto que não merece credibilidade.

- Quem vai pela cabeça dos outro é piolho, meu amigo. Aonde já se viu!, nordestino comendo cavalo!?

Voltando à festa das cores, fiquei tão embasbacado que nem percebi o sinal ficar verde. Continuei saboreando o par de tênis depois que ele cruzou a faixa de pedestre.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Herdeiros das mesmas sacanagens

          Que fique claro: sou brasileiro. Como você, catarinense, pernambucano ou carioca que está lendo este conteúdo. Digo isso porque tem gente - e como tem, meu Deus! – que entende ser o Estado onde vive, um país. Ora, ora, tupinambá, como brasileiros que somos, podemos, e até devemos, criticar qualquer unidade da federação. Claro, se o senhor ou a senhora não gosta de exercer o criticismo, é uma opção que precisa ser respeitada. Eu, particularmente, habituei-me a não crer em algo que não resiste a uma enxurrada de críticas. Por crítica entenda-se uma apreciação minuciosa, sistemática e aprofundada de alguma coisa. E quando critico algum catarinense, não o faço por mera satisfação em denegrir a imagem do meu patrício. Moro e pago meus impostos – que são muitos, diga-se de passagem – em Santa Catarina. Tenho direito constitucional de escrever sobre quem bem entender. Desde que seja verdade. Ontem um leitor questionou-me por não fazer críticas aos políticos nordestinos. Chega inclusive a citar Édson Lobão, Renan Calheiros e Sarney. Mama mia.

          Como diziam os mais velhos do que eu: dileto leitor, não me tome por insensato. A referida trupe já está por demais condenada ao limbo. Nem merece minha espetada. Vou dar tiro em pomba morta? Só não sei por que algumas oligarquias do sul do país ainda sobrevivem. Aliás, sei. É pelo mesmo motivo que ainda resistem as do nordeste: a ignorância dos eleitores. Muitos políticos nordestinos encheram o bolso explorando a pobreza. Faziam questão de mostrar as mazelas da região, assim conseguiam amealhar fortunas, teoricamente para salvar a população. Avarentos. Sulistas, por outro lado, enricaram escondendo a miséria. E isso não é falácia, basta estudar a colonização catarinense, por exemplo. A coisa vem desde o início da república, quando a tônica era europeizar o Brasil incivilizado. A Guerra do Contestado nada mais foi do que uma demonstração de força da elite de Santa Catarina. Eliminaram os pobres que viviam na região disputada por paranaenses e barrigas-verdes. O caboclo do sul sempre foi discriminado. A pobreza foi, e continua sendo, jogada debaixo do tapete.

          Mazelas, prezados, há em todos os Estados brasileiros. Pobres e miseráveis, também. Não podemos é ser manobrados por gente inescrupulosa, insensível à súplica do irmão. Precisamos conhecer nossa história , não omiti-la por questões mesquinhas. Já parou para pensar, simpatia, na exposição midiática da Guerra de Canudos? E porque não se fez o mesmo com a Guerra do Contestado? Vou te falar o que ouvi de dois escritores, um catarinense e outro paranaense: “Fui ameaçado de morte, caso publicasse alguma coisa sobre o que foi feito com as terras do Contestado”, revelou-me o catarinense. E isso há pouco tempo. Porque se ele fosse a fundo na questão da origem da riqueza de algumas famílias tidas por nobres, revelaria que de nobre eles não tem nada. O paranaense foi expulso do cartório de Palmas, quando começou a pesquisar a formação de latifúndios em seu Estado. Quem o expulsou? Os donos do Estado.

          Aí vem um ignorante da historiografia brasileira querer me criticar por “falar mal” de um catarinense? Poupe-me, coronel. Em nossas veias corr sangue indígena. E penso que devería-mos nos orgulhar de tal origem. Somos frutos dos mesmos adultérios, filhos da mesma prostituição e herdeiros das mesmas sacanagens. Aproveito e sugiro uma leitura para o feriadão: Casa grande e senzala, de Gilberto Freyre. 

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Denúncias de preconceito em Florianópolis


          Colhi o depoimento de quatro pessoas sobre o preconceito.  Elas são de  estados diferentes e contam suas experiências a respeito. Jonathan, paraense; Cristini, catarinense; Carlos, pernambucano; e Alves, natalense.  Será que o preconceito é real? Ou fruto de delírios provocados pela inanição!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Jorge Bornhausen e a vaca – Desdobramentos

Todo gaúcho é gay?

           Todo gaúcho é gay? Todo índio é sujo? Todo sem-terra é baderneiro? Todo estudante de Comunicação Social é maconheiro? Todo catarinense é preconceituoso? Todo brasiliense é corrupto? Todo carioca é malandro? Todo baiano é preguiçoso? Todo político é ladrão? Todo cabeleireiro é bicha? Todo paulista é antipático? Todo nordestino é preguiçoso? Todo...