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quinta-feira, 29 de julho de 2010

Liberdade de imprensa? Fala sério!

          Certas coisas no Brasil me enojam. E uma delas é a suposta liberdade de imprensa. Um discurso amarelo que muitos insistem em pintá-lo para apresentar aos incautos. O que há, de fato, é liberdade para veículos de comunicação. E, cá entre nós, vou falar baixinho que é para não espalhar: - nem todo veículo de comunicação goza de liberdade. Costumo dizer que um fato, para ser verdadeiro, precisa ser publicado na imprensa. Se não foi publicado, não aconteceu. Mesmo tendo acontecido, com testemunhas e tudo mais. Por outro lado, mesmo que não tenha ocorrido, se a imprensa noticia, sucedeu-se. É devido a esse jogo de poder e interesse que tanto se propaga a liberdade de imprensa.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Palmada, câncer e gangrena

          A palmada agora está proibida. Pai algum sairá impune, no Brasil, se ousar tocar com a mão no filho. É lei, amizade. E lei, você sabe como é, não é? Só não cumpre quem é fraco da cabeça, ou rico o suficiente para passar por cima dela. A grande parte da população verde e amarela se encaixa na turma que precisará obedecer a nova legislada. Eu, acredite, sou totalmente favorável à medida. Que papo é esse de pai bater em filho? Toda criança, desde que dá a primeira chorada neste torrão, tem a capacidade de analisar as próprias atitudes. E se erra, o problema é dela. Pai não existe para corrigir filho. É preciso que fique claro. No tempo que fusca era carro de luxo, até que vá lá, mas as coisas mudaram. A situação foi invertida, conterrâneo. Agora é o filho quem manda no pai. Durma com esse barulho.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Coitada da tua mãe!

          Como vai tua mãe, está melhor? Caramba, que surra ela levou, hem!? Fiquei com dó. Dois seguranças batendo na coitada, foi uma barbárie. Vê-la no chão da prefeitura, feito um cão sem dono sendo espancada por dois guardas me deixou injuriado. Você vai mover um baita processo contra o poder público? Vai fazer manifestação nas ruas da cidade exigindo capacitação da segurança pública? Simpatia, tua mãe merece respeito. Ela paga impostos, trabalha honestamente e, acima de tudo, é uma professora. Tua genitora, como muitos outros professores, estão na linha de frente da educação dos nossos patrícios. Estamos cansados de saber que educação é a base de qualquer país desenvolvido. Não podemos tolerar que uma educadora seja agredida por selvagens travestidos de guardas.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Professores britânicos podem usar a força contra alunos

          O Secretário de Estado para as Crianças, Escolas e Famílias britânico, Ed Balls, deu uma notícia que agradou, e bastante, os professores súditos da rainha. O comunicado foi feito domingo, 05/03, durante a conferência anual da NASUWT – Sindicato dos professores do Reino Unido. “Os professores devem utilizar a força física para retirar as crianças rebeldes (da sala de aula) e terão, para isso, uma formação em técnicas de imobilização”, disse Balls. Segundo ele os professores terão todo apoio por parte do Estado para disciplinar alunos violentos. Mas será preciso avisar a direção da escola sempre que fizerem isto. É, vivente, não pense que o aluno inglês vai bater no professor e ficar “por isso mesmo”. É interessante a maneira que o sindicato viu a proposta do governo. Entendeu que os professores precisam ter a integridade física preservada, e que do jeito que estava – apanhando de estudantes – não conseguiam educar. E aqui no Brasil?

quinta-feira, 25 de março de 2010

O kit do brasileiro

          Como você sabe, neste blog só coloco conteúdo produzido por mim, seja texto, foto ou vídeo. Mas recebi, hoje, um email que vou reproduzir para depois comentar.

KIT DO BRASILEIRO:

*Vai transar?*
O governo dá camisinha.

*Já transou?*
O governo dá a pílula do dia seguinte.

*Teve filho?*
O governo dá o Bolsa Família.
 

*Tá desempregado?*
O governo dá Bolsa Desemprego.

*Vai prestar vestibular?*
O governo dá o Bolsa Cota.

*Não tem terra?*
O governo dá o Bolsa Invasão e ainda te aposenta.
 

*RESOLVEU VIRAR BANDIDO E FOI PRESO?*
a partir de 1º/1/2010 O GOVERNO DÁ O AUXÍLIO RECLUSÃO?

*esse é novo* >> Todo presidiário com filhos tem direito a uma bolsa que, é de R$798,30 "por filho" para sustentar a família, já que o coitadinho não pode trabalhar para sustentar os filhos por estar preso. Não acredita? Confira no site da Previdência Social.

*Mas experimenta estudar e andar na linha pra ver o que é que te acontece!* 

"Trabalhe duro, pois milhões de pessoas que vivem do Fome-Zero e do Bolsa-Família,  sem trabalhar, dependem de você"
Se vc é brasileiro passe adiante.


         Juro por Deus, quem me enviou esta pérola foi uma jornalista, daqui de Florianópolis. Como você leu, ao término do texto o escrevinhador lança um desafio para quem recebe: passar a mensagem adiante. Quero crer que a moça fez isso sem ler o conteúdo, mas duvido muito. O certo é que, em ano eleitoral, esse tipo de panfleto costuma invadir nossas caixas de emails. Mas vamos combinar, a pessoa que deu cria a essa confusão de letras e ideias é muito mal intencionada, ou então, é um poço de ignorância. Quando ela fala em governo, remete automaticamente ao atual comando da nação – Lula, em suma. É exatamente aí que ela assina o próprio atestado de insensatez política e histórica.

 Analisemos alguns elementos do Kit:

Seguro desemprego: Foi instituído em 1986.
Auxílio reclusão: Criado em 1991 – ela diz que é novo.
Bolsa invasão: Talvez ela esteja se referindo a reforma agrária, iniciada no Brasil em 1964 e ansiada pela grande maioria da população. Só quem é contra é o grande latifundiário – acho que é o caso do redator em questão.
Bolsa cota: De fato, criada no atual governo com o intuito de levar o menos favorecido à universidade. É uma medida polêmica, não tenho dúvida. Mas há argumentos fortes, tanto contra como a favor.
Fome Zero: Projeto que está sendo visto com bons olhos pelos principais chefes de governos do mundo.

Eu pergunto: a quem interessa a divulgação dessas asneiras? Que me desculpe os quadrúpedes.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Desculpa aí

         Quando pequeno ouvi uma pessoa, irritada, dizer: “Depois que inventaram desculpa, nunca mais alguém perdeu os dentes”. Apesar da tenra idade, à época, refleti sobre o que escutara e guardo até hoje a assertiva. Uma vez, jogando futebol, um colega falou um monte de bobagens que eram perfeitamente desnecessárias. Vale salientar que as bobagens nem sempre são supérfluas; às vezes são totalmente oportunas. Depois que o zangado percebeu o erro cometido, dirigiu-se a mim e, estendendo a mão, ordenou-me: “Desculpe”. Eu fiquei quieto, pois entendi que ele estava dando uma ordem, quando a situação exigia, da parte dele, um pedido. O cidadão notou que a entonação que usara não era das mais propícias e consertou: “Eu estou pedindo, desculpa”. Aí sim, estirei o braço e apertei-lhe a mão concedendo desculpa. Mas nem sempre as coisas são assim.
          

quinta-feira, 11 de março de 2010

Médicos, pacientes e vítimas

         Todos nós temos direito a saúde. Todos nós temos direito a um atendimento médico de qualidade. E quando digo nós, leitor, refiro-me aos mais de 190 milhões de brasileiros que moram, abrigam-se e se escondem pelos mais diferentes rincões de nossa pátria – amada e idolatrada. Dentro da minha ignorância médica, mas do alto de meu altruísmo não posso emudecer frente ao debate que assisti, ontem , no programa Conversas Cruzadas da TV COM/SC. A discussão girou em torno do Ato Médico – Projeto de Lei que limita aos médicos algumas ações que, hoje em dia, estão sendo feitas, também, por profissionais de áreas afins. Ora, ora, caríssimo, o que os médicos exigem é ter a exclusividade no atendimento ao paciente. Muito bem; se é isso...

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Farinha pouca, meu pirão primeiro

          Quero parabenizar dom Dimas Lara Barbosa. O cara merece. Permita-me, leitor, chamar dom Dimas de cara. Até porque ele é ninguém menos que o secretário-geral da Confederação dos Bispos do Brasil (CNBB). Perfumarias à parte, o religioso caneteou o abaixo-assinado dos bispos contra a restrição à exibição de símbolos religiosos, presente no 3º Programa de Direitos Humanos. Justificando a posição assumida o clérigo ponderou: “Há um secularismo danoso que quer apagar a religião da vida das pessoas”. Que legal a atitude do sacerdote. Evidente que um homem letrado e inteligente, como ele é, não acha que o termo religião limita-se ao catolicismo; ou acha? Não; teria que ser muito ignaro, e isso ele não é. Ou teria, também, que ser muito sectário; claro que o batinado também não é. Ou, em última instância, ser preconceituoso; duvido que ele seja.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Mix Mania. Que mania!

         Mix Mania e Silver Shop; guarde bem esses nomes. São duas empresas de venda pela internet que se associaram e se dizem líder de vendas pela web. Se você é uma pessoa curiosa, como eu, entre no site desta “gigante das vendas virtuais”, mas lembre-se: não compre nada, porque pode ser tudo uma miragem. É um campo minado. O poderoso império das vendas pela rede mundial de computadores anuncia em alto e bom som: “Comprando com Mix Mania ou Silver Shop você está adquirindo produtos da mais alta qualidade e com toda a segurança que uma empresa virtual pode oferecer a seus clientes”.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Jorge Bornhausen e a vaca – Desdobramentos

Todo gaúcho é gay?

           Todo gaúcho é gay? Todo índio é sujo? Todo sem-terra é baderneiro? Todo estudante de Comunicação Social é maconheiro? Todo catarinense é preconceituoso? Todo brasiliense é corrupto? Todo carioca é malandro? Todo baiano é preguiçoso? Todo político é ladrão? Todo cabeleireiro é bicha? Todo paulista é antipático? Todo nordestino é preguiçoso? Todo...

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Solte a voz

E aí, beleza?

"Solto a voz nas estradas". Lembra dessa música? Travessia, de Milton Nascimento e Fernando Brant. Pois então, soltar a voz pode ser altamente destrutivo. Pode assolar a estrada e varrer quem nela anda. É, sem dúvida, a arma com maior poder de destruição usada pelo homem.
 
- O quê, não existe arma mais mortífera do que a bomba atômica.
- Quantas explodiram, até hoje, sobre cidades?
- Bem... Hiroshima, Nagasaki...
- Quantas mais?

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Estudantes não sabem perguntar e tentam ridicularizar jornalistas

E aí, beleza?

Ontem à noite estive no encerramento da Primeira Semana Catarinense de Jornalismo, promovida pela Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina. O palestrante foi o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), Sérgio Murillo de Andrade. O cerne do assunto foi a exigência, ou não, do diploma de jornalismo para o exercício da profissão. Até aí tudo bem, mas ocorreram algumas coisas vergonhosas.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Já viu poste mijar em cachorro?

E aí, beleza?

Vamos conversar sobre coisas comuns? Que tal, filosofia? Ui! Tudo bem, tudo bem, estou brincando. Deixa eu te fazer uma pergunta, aliás, você já deve ter percebido que adoro fazer perguntas, não é? Você já viu poste mijar em cachorro? É isso mesmo. Já viu? Alguma vez passou na rua e notou um poste bonito, alto, com uma lâmpada de xenom, levantando os fios e fazendo xixi  em um cachorro que caminhava na calçada? Nunca viu? Não diga! Eu já vi, várias vezes. Claro, o que eu mais tenho visto é essa cena. Os coitados dos cachorros estão desviando dos postes. Quando eles vêem um, baixam a cabeça, colocam o rabo entre as pernas e saem de fininho.

domingo, 25 de outubro de 2009

Queres ser senador?

E aí, beleza?

Me diz uma coisa, você já ouviu falar no senador Osvaldo Sobrinho? O que! Nunca ouviu falar? Calma, calma, não sinta-se um alienado no quesito política. Esse cidadão nunca teve repercussão na mídia nacional, exceto no estado dele, o Mato Grosso. Agora, cá pra nós, sobre o deputado federal José Otávio Germano você escutou algum comentário, não é? Não!? Bem, esse é bem faladinho. Tudo que é jornal do Brasil já registrou alguma coisa acerca dele. Estás sentindo um mal-cheiro? Então deixa eu fazer mais uma pergunta, Yeda Crusius, você conhece? Ah, claro que você acompanha na televisão os problemas que cercam a governadora do Rio Grande do sul. Bem, agora você deve estar se perguntando, aonde Gilead Maurício quer chegar? Siga-me.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Dois olhares

E aí, beleza?

Só para vocês terem uma idéia de como uma matéria jornalística pode ser manipuladora. Fotografias são recortes do que o jornalista quer mostrar, é apenas uma parte do todo. Esse recorte é fundamentado na forma como o repórter vê o fato, ou de como o veículo, no qual ele trabalha, quer que ele veja. Eu vou dar como exemplo as fotos que fiz sobre a Faculdade Estácio de Sá/SC, à época eu fazia uma disciplina de fotografia. Para "prejudicar" a Estácio Estácio, dei um tipo de enfoque. Quando quis "promover", mudei o objeto a ser fotografado. Isso é pura manipulação.  Dá uma olhada nas fotos.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Eguinha pocotó


E aí, beleza?


Ontem eu escutei um canção de Mark Davis. Não venha me dizer que não conhece a celebridade!? O cara é famoso pra caramba, é ator, compositor, cantor e apresentador, não necessariamente nessa ordem. Vou dar uma dica: O primeiro nome dele é Fábio, o segundo, Júnior. Fábio Júnior, amizade! Eu escutei uma música de Fábio Júnior, na voz de Mark Davis. Ou foi uma canção de Mark Davis na voz de Fábio Júnior? Ah, dá no mesmo.

Explico: é que nos anos de 1970 os "cara" usavam pseudônimos para "americanizar" a música brasileira. Na verdade o nome do cidadão é Fábio Galvão. O que, fazer sucesso na provícia do Brasil, com o nome xumbrega de Fábio? Fala sério, Valério! E olha que aquela geração se achava o galo cego do pedaço. Só gente culta e politizada. Mas, só aceitava música na língua de Margaret Thatcher. Claro que havia excessões. Quanta discriminação ao idioma do indianista Gonçalves Dias.

Ainda bem que as coisas mudaram, ou pelo menos, o Brasil mudou. Agora você pode fazer sucesso com uma música de nome "eguinha pocotó". Volta Mark Davis, volta.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

O lado sujo do futebol


          Acabei de ler o email enviado por um amigo. O título me atiçou o nariz: "O lado sujo do futebol". Com o olfato fervilhando resolví abrir o maledeto. Juro que imaginava o conteúdo da mensagem. Dito e feito. Eram cenas de jogadores covardes dando pontapés nos adversários - ou, inimigos, como muitos jornalistas esportivos preferem chamar- que tentavam uma jogadinha mais ou menos.

          - Isso é muito feio!
          - Desculpe, mamãe, prometo que não faço mais.
          - Então, está bem; mas vai ficar uma semana sem assistir Bob Esponja.

          Gente, esse lance de chamar a truculência no futebol de Lado sujo, é coisa pra criança com menos de sete anos de idade. Pancadaria é coisa para bandido, gente mal-educada,  péssimo profissional e cogêneris.

          Sujo, no futebol, é o que acontece fora dos campos, nos escritórios dos donos do esporte. As trapaças que levam um time ao título e que empurram outro para a lama. Nojento é a compra de árbitros evidenciadas pelo comportamento desonesto na hora de soprar o apito. Pútrido é o comportamento dos dirigentes que amealham para si quantias vultosas, enquanto a torcida sofre vendo o clube do coração agonizando em dívidas.

          Sujo, meus caros, não é uma canela quebrada. Sujo, meus senhores é uma ética esfacelada por tramoias maiores que o Maracanã. Sujo, minhas amigas, é ver narradores e comentaristas de futebol brigando com as imagens para defender o time que torcem

           Portanto, quando vossa senhoria resolver assistir uma partida do esporte que consagrou Pelé, tenha muito cuidado. A podridão invadirá teu santo lar antes mesmo do primeiro clic no controle remoto.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

A verdade é uma chatice

    Eu ando muito chato. É isso mesmo; muito chato. Tenho sentido uma mórbida tendência de falar a verdade com quem converso. Falando nisso, podemos bater um papo? Prometo que vou tentar não ser sincero. Prometo que vou me esforçar para mentir.

    Não, não estou tirando onda. Você tem visto o quanto nós fingimos no dia-a-dia. Tem visto o quanto precisamos fazer de conta que “tá tudo certo” pra melhor passar? Agora, convenhamos, tente falar a verdade quando for questionado sobre os mais banais assuntos. Tente ser sincero nas mais simples colocações. Mesmo educadamente, tente fazer a verdade prevalecer.

    - O que, você já fez essa experiência? Foi tido como um babaca e passou a ser evitado até pelos parentes? É, meu caro, que situação!
    - Espere um pouco; eu sou uma pessoa ética, moralista, honesta, educada e uma série de outras coisas boas, portanto, não concordo com o que você está dizendo. Eu falo a verdade sim!
 
    Calma. De repente eu até tenho um pouco das tuas virtudes. Mas, te pergunto: alguma vez você chegou ao estacionamento e viu alguém estacionando em vaga reservada para idoso ou deficiente físico sem que fosse nem uma coisa nem outra? Você foi lá e disse para ele que isso não é certo? O que, você não quis se meter na vida alheia? Pois então? Você é do tipo que, ao ver os carros em fila, passa por todos e entra lá na frente como se nada tivesse acontecido e ainda fica chateado se um motorista “estressado” reclama? Sei; você não tem carro. Mas quando o ônibus pára você entra, espertamente, primeiro que todos sem se importar com quem chegou primeiro?

    Eu gostaria muito que você lesse meu próximo post, por isso, como te falei, não vou dizer a verdade. Pelo contrário. Parabéns pra você. Afinal de contas, a verdade é uma chatice.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Os fumantes que me desculpem, mas limpeza é fundamental


          Sabe aquela manhã de domingo nublada, em que a cama nos tenta com agrados preguiçosos? Pois é ,meu domingo começou assim. Porém, após luta intensa contra o ócio resolvi dar uma caminhada pela Avenida Beira-Mar aqui em Florianópolis. Sim, nada mais saudável que uma caminhada. Ar puro, na medida do possível, exercício físico, casais namorando, crianças a brincar e coisas do gênero. Claro, uma maravilha. Contudo, vamos aos fatos:

          Abro a porta do apartamento e um cheiro péssimo adentra minhas narinas. Era o rastro de um fumante que, coitado, com o pulmão hipotecado agora perdeu também a lucidez e sai por tudo quanto é canto erguendo a bandeira da sujidade. Prendi a respiração até o elevador chegar e escapei do tentáculo pútrido do tabaco.Ufa, estou na rua.

          Esqueçamos o contratempo. Exercito-me ao som das ondas e, agora cansado, resolvo sentar num banco para observar o mar. Aos meus pés vejo milhares de restos de cigarros. Minto, centenas. Aí eu perco a esportiva. Quem foi o porcalhão que fez isso? Não tem educação não? Acha que a rua é a latrina da sua casa? É, esbravejei. Quanta sujeira! E fui olhando de banco em banco, constatando que, fumar pode até ser prazeroso, mas exige uma forte dose de falta de higiene.
       
          Se você é fumante e não concorda com este post, me ajude a mudar de opinião. Chame o maior número de nicotineiros que conhece e façam um mutirão pela cidade catando tudo que é guimba de cigarro, afinal foram vocês que sujaram. Depois me envie um email; não, milhares de amails provando que eu estou errado. Caso contrário...Agora eu fiquei encucado, será que o meu vizinho sentou num daqueles bancos?

Quer juntar comigo?

          Como assim, quer juntar comigo? Você quis dizer jantar? Não, não. É juntar mesmo. Sabe aquela coisa de morar junto? Entendeu agora não é? E então, tem escutado muito essa frase nas novelas? E nos filmes? Não? E acha normal? Pois então estão todos por fora. Por fora sim. Num mundo onde cada vez mais os casais se juntam essa frase já deveria fazer parte dos roteiros de Holyood.

          Já perceberam como somos hipócritas? Grande parte dos filmes de romance que assistimos termina com a famosa pergunta: quer casar comigo? Porque eu nunca vi terminar com: quer juntar comigo? Confesso que fico sem me entender, sem entender os outros, sem entender nada. O mundo está in, os paradigmas estão sendo quebrados e os excluídos estão conquistando espaço. Mais ou menos, não é?

          Poxa vida, se você é “descolado” precisa mostrar com suas ações, não apenas com a retórica. Afinal de contas, de conversa mole morreu um jegue, como se diz no Nordeste. Pense um pouco, se você é moderno faça valer o rótulo. E aproveite para mudar a conversa. Ou então vou achar que você não sabe o que é convivção. Da próxima vez que se apaixonar, não se esqueça de perguntar: quer juntar comigo?