Utilização do conteúdo

Autorizo o uso do material aqui produzido, desde que seja dado crédito ao autor e não tenha uso comercial
Mostrando postagens com marcador Avaí. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Avaí. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Avaí, meu Avaí

     E o Avaí, hem? Despediu-se, de fato, da Série A. Derrotado pelo poderoso Ceará em Florianópolis, o time de Guga agora só escapa da degola se Jesus Cristo, ele mesmo, entrar em campo nos últimos jogos. E mesmo assim, rezar para que não apareça por lá um Judas.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Avaí planeja disputa da Série B

     O Avaí largou na frente para a disputa da Série B 2012 do Campeonato Brasileiro. Enquanto muitos times se debatem para permanecer na A, o time de Guga entendeu que não dá mais. A prova maior foi a contratação do novo treinador - Toninho Cecílio. Com passagens por Americana, São Caetano, Vitória e Grêmio Prudente, sem conseguir absolutamente nada, Cecílio chega para comandar o barco avaiano até o fim do campeonato deste ano e preparar a nau para tentar fazer o caminho inverso no próximo.

     Qualquer analfabeto em futebol sabe que o Avaí já caiu. E não digo isso para chatear a grande torcida azul e branca de Floripa, não. É fato, só isso. Para você ter uma ideia, o Avaí precisa fazer 31 pontos no segundo turno. Foi o que conseguiu o Botafogo até agora. Sem chances, deu para o escrete da Ressacada.

     Percebendo que a vaca foi para o brejo, a diretoria não perdeu tempo, contratou um treinador com o perfil de Série B. Uma coisa é certa: Toninho terá todo o tempo do mundo para planejar a equipe para a segunda divisão de 2012. Em 2013, tomara, o torcedor avaiano voltará a vibrar com o time na Série A. Bom trabalho, Toninho, e até o ano que vem na segundona.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

By, by, Avaí

     Meia noite e quinze. A madrugada da quinta feira está começando e a Avenida Beira-Mar Norte entra em ebulição. Biiiiiiip-biiiiiiiip-biiiiiiiip, fooooom-foooooom-foooooom. Essa barulheira é comum quando o Avaí joga – e ganha, claro. Os torcedores do time da Ressacada costumam sair em buzinaço pela área mais charmosa de Floripa. Hoje, entretanto, o motivo é outro. O Vasco da Gama sepultou os planos dos catarinenses. A equipe carioca humilhou os comandados do técnico Silas. O placar não retratou a superioridade vascaína. Tivesse o Vasco feito a metade das claríssimas chances de gol que teve e teria metido seis no Avaí. Os moradores da região fecharam a matraca e foram dormir. Já os torcedores cruz-maltinos soltaram o grito e as mãos. Mãos que não cansam de apertar a buzina.

     E foi uma derrota dupla para os torcedores do Avaí. É que todos os avaianos que conheço torcem também pelo Flamengo. Todos, não. O Rafinha, peladeiro da AABB, e o Zico, primo da minha mulher, são vascaínos. Os demais, são rubro-negros até a alma. Aí você já viu, né. O cara torce pelo Avaí e pelo Flamengo, enfrenta o Vasco em Florianópolis, toma um sapeca-iaiá... huuuum. Até parte da imprensa esportiva – como é chamada a turma que trabalha com futebol – é declaradamente flamenguista. E já contavam com a vitória antecipada. Escutei vários colegas meus alardeando que o Avaí golearia o Vasco. E a torcida avaiana, assim como a flamenguista, não pode ganhar um jogo que já acha o time o melhor do planeta. Deu até dó.

     E de nada adiantou a estratégia do Avaí de dar bordoada. Quanto mais batiam, mais dribles levavam. Marcinho Guerreiro, o xerifão de Floripa, ficou até zonzo; só chapéu ele tomou três. Parecia uma avalanche preta e branca no gramado da Ressacada. O melhor em campo, evidente, foi o goleiro Renan do Avaí. Não fossem as boas defesas do moço e a goleada teria sido histórica. Nem o comentarista de futebol da Rede Globo – o flamenguista Júnior – parecia acreditar. Com a voz taciturna, deixava claro a tristeza que sentia. Pobre Júnior, não adiantou secar o adversário. Foi uma partida perfeita dos vascaínos. Arrasaram o Avaí. Não foi só pela vitória, mas como ela veio. Os catarinenses não tiveram a menor chance. Só jogaram alguma coisa quando o time de São Januário entendeu que a vitória estava garantida. Ao Avaí, resta saber que tem um bom time e pode fazer uma campanha razoável no Brasileirão. Já a torcida vascaína de Floripa pode preparar a buzina que o título vem aí.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Avaí derrota educação na noite de Floripa

– Figueira filho da (…). – Gritou o fanático torcedor azul e branco. - Figueira, a quem ele se refere, é o torcedor do Figueirense, arquirrival do Avaí.

– Vai tomar (…), Avaí de (…). – Respondeu o rapaz do apartamento ao lado.

– É Avaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaí, cara&^%$#*. – Esgoelou-se outro adorador do time que acabava de fazer o terceiro gol no São Paulo.

– Vai pra (...), seu (...). Secador duma (...). – Alguém fez coro às belas vozes que se apresentavam pelas sacadas dos prédios na noite de quarta feira.

– Cala a boca aí, seu (...). – Mandou um camarada de mais idade. Pela voz, não tinha menos do que 60 anos. Podia ter dormido sem escutar:

– Vai dormir, velho, gaúcho de merda. Tu nem é manezinho (apelido dado ao nativo da ilha de Santa Catarina), po*&%$. Te manda daqui. Sai da minha área seu (...). – E as expressões racistas, contra os gaúchos, principalmente, ecoaram por uma das regiões ditas mais “nobres” de Florianópolis.

     Cada um que ia até a sacada, ou à janela, do apartamento onde se empoleira, gritava como quem acaba de perder a mãe vítima de uma facada no peito. A noite da orla marítima de Floripa esfacelou-se em palavrões que o menorzinho tinha três metros de altura. Graças ao meu bom Deus, nenhum grito feminino foi ouvido. Pelo menos nessa fossa transbordante elas não colocaram seus delicados pezinhos. O desfile de vozes era todo masculino. O Avaí precisava vencer o São Paulo com, pelo menos, dois gols de diferença para se classificar para as semifinais da Copa do Brasil. E realizou a façanha. Como quem anda de montanha russa pela primeira vez, os torcedores do time do Guga não conseguiam conter a própria boca. E nesses momentos, paisano, o espírito do homem transborda e o excesso procura um orifício para ganhar a liberdade. Acha-a pelas cordas vocais. As cadeias que aprisionam as idéias, vontades e desejos se soltam. Liberamos os bichos que moram dentro de nós: preconceito, ódio, desejo de matar...
 
     E quem não tem nada a ver com a pocilga, não consegue fechar as narinas por mais de um minuto. Os tampões nos escutadores de boleros mostram-se ineficientes e as cavidades auriculares dobram-se à torpeza de homens que, àquela hora da noite, bem poderiam estar procurando um marido, uma louça pra lavar ou um pai que a mãe deixou numa zona qualquer. E ainda se acham educados, os tais senhores. No outro dia, como se nada tivesse acontecido, vestem-se com roupas de grifes, perfumam-se e entram em seus possantes. A alma, essa companheira invisível aos olhos de muitos, acompanha-os cabisbaixa. Enrolada em uma túnica escura, com uma echarpe da cor do urubu e descalça, cheira a cadáver de quinze dias. Observo-os, matéria e alma, e as ânsias de vômito me invadem. Com o adiantar das horas, vou me restabelecendo.

Até o próximo jogo.















segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Avaí na segundona

 “O Avaí, meu caro, é como uma tartaruga de costas em cima de um poste. Ninguém sabe como chegou lá, mas todo mundo sabe que um dia vai cair.” Foi o que me respondeu um repórter colega que está no Oriente Médio. Isso porque recebi um email dele, contando como estava sendo a viagem pela chamada Terra Santa, e respondi informando que o Avaí – time de coração do moço – estava na zona de rebaixamento do campeonato brasileiro. Os avaianos doentes pode ser que não gostem da declaração, mas os adversários, com certeza, adorarão.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Sai da frente, idiota!

          Quando Ayrton Senna empunhava a bandeira brasileira, depois de uma corrida de fórmula um, meu patriotismo beirava o céu. A voz esfuziante do narrador não deixava dúvidas: estávamos diante de um mito do automobilismo. E esse semideus era do terceiro mundo. Quando nós, tupiniquins pisoteados, saíamos da frente da telinha e pegávamos o volante das nossas carroças, era um desvario total. Cada cidade, por pior que fosse, era uma Mônaco. Cada rua, por mais buraco que apresentasse, era uma reta dos boxes. Cada pedestre, ainda que involuntariamente, era um torcedor fanático. Cada apitaço de guarda de trânsito, uma bandeirada. Cada Passat de pneus carecas, uma impávida Lótus preta. Cada carro lento, à nossa frente, um retardatário a ser ultrapassado.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Ei, Silas, vai tomar no...

         Foi com palavrões e muita falta de educação que a torcida do Avaí recepcionou o treinador do Grêmio, Silas, na Ressacada, ontem à noite. O técnico havia comandado a equipe catarinense em 2008 e conduzido-a para a primeira divisão do Campeonato Brasileiro, aonde fez memorável campanha em 2009, ainda sob a batuta dele. No início deste ano, Silas recebeu convite da equipe gaúcha e foi se aquerenciar nos pampas. Na noite passada o time do Guga decidiu uma vaga para as quartas de final da Copa do Brasil. Contra quem, contra quem? Pois então. Quem conhece o ex-craque do São Paulo e da Seleção brasileira sabe que ele é um exemplo de atleta. Mais do que isso, de cidadão. Entretanto o futebol não combina com gestos finos.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Cala a boca, rapaz

          “Avaí, meu Avaí, tu já nascestes campeão”. Então tem mais é que ficar quieto. Óbvio, nem o time do Guga, nem os torcedores, devem crucificar a arbitragem do jogo de ontem à noite, no estádio Olímpico em Porto Alegre. A equipe azul e branca de Florianópolis perdeu o jogo e a classe, na província gaúcha. Sem razão, diga-se de passagem. Um amigo meu, o Rafael, chorou a noite toda. Não conseguiu dormir. E hoje cedo abriu o coração no meu ouvido: “O Alicio tinha que ser preso”. Alicio Pena Júnior, se você não sabe, foi o apitador do embate. Entretanto, outro amigo meu tratou as feridas do Rafa: “Cala a boca, rapaz, quem errou foi o bandeirinha. E mesmo assim foi um erro comum”.

terça-feira, 23 de março de 2010

Imbituba é o campeão catarinense de 2010

          O Imbituba é o campeão catarinense de 2010. Ninguém me contou; eu assisti – ao vivo – a festa da conquista. E para você, que não está por dentro do campeonato de futebol Barriga-verde, posso te dar os detalhes do título. Foi domingo passado. O embate realizou-se na cidade de Imbituba, onde o time da casa enfrentou o campeão estadual de 2009. Vai dizer que não sabe quem conquistou o caneco no ano passado?! O time do Guga, jacundá. Digo “time do Guga” porque foi assim que o Avaí ficou conhecido fora de Santa Catarina; pelo menos até o ano passado, quando jogou pela primeira vez na divisão de elite do Brasil. E não venha me dizer que em mil novecentos e antigamente a equipe florianopolitana já esteve na vitrine da CBF. Isso foi no tempo em que Legião Urbana ainda era rural. À época, até o time da minha rua foi convidado para participar do brasileiro. Eu teria que ser muito ignorante, se quisesse defender um passado glamoroso do selecionado azul e branco. Voltemos à peleia.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Caminhada à beira-mar

          Depois de vários finais de semana longe de Floripa, resolvemos ficar este na ilha. Pra ser sincero, ficamos devido ao aniversário do Lui. Ok, você não sabe quem é o Lui – e o filho de um casal amigo nosso. Mas o guri rende uma boa crônica! No entanto esta não é para ele. A verdade é que, estando em Florianópolis num sábado pela manhã, não me furto a uma caminhada pela beira-mar. Descemos do prédio e nos vemos frente à bela paisagem da orla marítima, um ingrediente a mais para o exercício aliado ao prazer. Não podemos deixar de fazer o alongamento preliminar – aquele puxa e repuxa das pernas e braços que todo fazedor de esportes conhece. Aí começo a perceber que uma despretensiosa marcha pode ser riquíssima em descoberta e constatações sobre o ser humano.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Joinvile é o campeão Catarinense do Primeiro Turno

          O Joinvile começou a ganhar o campeonato no dia 06 de junho de 1985. E foi em São Paulo. Naquele dia nasceu Ricardo de Souza Silva. Procure, bonitão, no elenco do Avaí, qual o jogador que nasceu em 06 de junho. Nenhum. Aí está o xis da questão. Ricardo de Souza Silva tem o sobrenome brasileiríssimo e, como você sabe, o Brasil é o país do futebol. Nesse caso Ricardo tinha tudo para ser jogador, e para jogar na equipe do norte do estado catarinense. Digo mais: ele foi predestinado- como foi o profeta Jeremias – a fazer o gol do título. Quero deixar claro que o bíblico citado foi destinado previamente ao vaticínio. Não vamos confundir as coisas. Futebol é uma caixinha de surpresa que precisa, e merece, ser levado a sério. Eu já sabia que o Joinvile seria campeão mesmo antes de começar o campeonato. O Sheid, meu cachorro, acredita que o técnico joinvilense, Sérgio Ramirez, deu um nó tático no comandante avaiano. Tudo bobagem, tudo mesmo. A verdade é que o JEC fez por merecer. Toda equipe está de parabéns. Já o Avaí, precisa levantar a cabeça e pensar no próximo compromisso, onde, com certeza, irá conquistar os três pontos. Ou não foi argumentos desse naipe que você ouviu depois da partida? Vamos ao jogo de ontem.