Utilização do conteúdo

Autorizo o uso do material aqui produzido, desde que seja dado crédito ao autor e não tenha uso comercial
Mostrando postagens com marcador Sexo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sexo. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Neymar fecha camarote em casa noturna de Florianópolis e seleciona gatas para entrar


Pe-la-mor-de-de-u-is.

     Para começar o ano do fim do mundo, fiz questão de copiar e colar o que li no site de um jornal de Florianópolis. A escrevinhadora, que se diz jornalista e tem direito a fazê-lo, teve a honra - como ela mesma deixa claro - de entrar no camarote de Neymar, o boleiro do Santos. Leia e veja que, de fato, é o fim do mundo. Um ditado usado por aqui: "eu quero é que o mundo acabe em barranco que é pra eu morrer escorado". Pelo jeito, esse asteróide pequeno vai acabar em puteiro.

*Por Bárbara Nunes
"Sim, Neymar continua na nossa Ilha da Magia! O jogador-celebridade estava, domingo, na casa noturna El Divino, na Avenida Beira-Mar Norte, em Florianópolis. O gato fechou um camarote só para os amigos e as mais gatas da balada. Os seguranças do jogador escolhiam as meninas e convidavam as mais top's para serem levadas para alegrar o rapazinho. Eu não sou top, mas sou cara de pau e trabalho com fofoca, então, consegui entrar também. Meninas, o Neymar é baixinho e tem o rosto todo marcado das espinhas da adolescência. Mesmo assim é um gato. Carismático demais.

A todo momento ele estava sorrindo. Mas, também não era pra menos. O bofe estava rodeado de muitas gatas e com bebida à vontade. Ressalto aqui que, nas três horas que fiquei no local, o menininho de 19 anos pagou nada mais nada menos do que 12 garrafas da champanhe mais cara que tinha lá, mais cinco vodcas (das boas), uísque e energético, que não consegui contar... Como uma boa jornalista, eu estava com a minha máquina a postos quando o segurança veio no meu ouvido e disse: "Não pode tirar foto. Se desrespeitar, vou ser obrigado a retirar você da casa". Sim, havia muitos, muitos seguranças...

O jogador estava não só para se divertir, mas estava à caça também. Ele olhava nos nossos olhos e depois dava uma espiadela no corpicho. Paquerando mesmo. Enfim, sei que uma das meninas resolveu falar de "seu amor" no ouvido do gato celebridade... Ele não curtiu nadinha e pediu pra que os seguranças a retirassem do camarote. Uiii, que bobinho! E ela? Desesperada! Bom, mas ele estava com a moral toda, e, infelizmente, podia fazer o que quisesse. E todas que estavam ali sabiam dos "riscos" que corriam. Ser tradada como um "pedaço de carne" era moral. Mas, em se tratando do Neymar, até eu que sou tola topei entrar na brincadeira. O bofe foi embora à francesa, antes de a festa acabar. Com quem ou quantas, a gente nunca saberá."


quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Para com isso, rapaz

         O cidadão compra um terreno, contrata um escritório de arquitetura e constrói uma casa de alto padrão. Outro indivíduo, menos endinheirado, adquire uma casa de dois dormitórios financiada em 456 anos. O que as duas residências terão em comum? Até Ana Maria Braga é capaz de acertar a resposta: um lugar para guardar tralhas. E sempre temos coisas sem valor para esconder das visitas. Quando um amigo, ou amiga, combina de aparecer, nos preocupamos logo em limpar a sala, ocultar hábitos cotidianos e simular organização. Lógico, tem gente que faz isso normalmente. Outros, entretanto, precisam de um empurrãozinho. E não adianta o visitador implorar, não vamos mostrar a bagunça. Essas coisas não devem ser compartilhadas, a não ser com os de casa. O interessante é que agimos assim também com nossos valores abstratos. Costumamos expor comportamentos tidos como saudáveis, camuflamos, digamos assim, sentimentos menos toleráveis – cólera, avareza e inveja, por exemplo.

          Quando criança – e lá se vão décadas, meu Deus! – sempre que este incircunciso cometia algum ato falho em família, dona Margarida advertia: “Costume de casa vai à praça”. É a mais pura verdade. Nossos hábitos particulares são levados à coletividade. Nossas, praças, ruas e avenidas são tsunamis de ações individuais que quando somadas causam horror. O que acontece é que acostumamos nosso olhar. Não nos impressionamos quando vemos mendigos dormindo sob marquises de lojas. Fazemos ouvido de mercador quando ouvimos pessoas vendendo pessoas em pequenos panfletos nas vias mais movimentadas. Ignoramos os andrajos humanos que se deterioram pelas sarjetas suplicando uma dose a mais. Não “estamos nem aí” se o miserável não tem banheiro público para fazer suas necessidades básicas de asseio. Ficamos indignados, porém, se um mequetrefe se atreve a retratar essa realidade.

          O jornal“Folha de São Paulo traz hoje uma matéria cujo título é: "Google Street View" gera polêmica com imagens constrangedoras pelo país. Depois relata quais são as tais imagens: “Um homem de olho nos cartazes de um cinema pornô, uma prostituta e um travesti com os seios ao léu, um bêbado caído na sarjeta, um rapaz coçando o sexo, alguém passando mal numa poça de vômito e um pedestre defecando na calçada”. Ora, ora, simpatia, deveríamos ficar revoltados com nosso modo de vida. Injuriados com os homens que elegemos para nos governar. Não, aceitamos passivamente nossas mazelas. E depois achamos ruim quando alguém, por motivos os mais diversos, abre nosso quartinho de tralhas e descobre nossas mazelas. Voltando a minha infância, recordo um locutor que sempre dizia: “Se você não quer que os fatos sejam divulgados, não deixe que os mesmos aconteçam”. Deu.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Sexo e droga na imprensa tupiniquim

          Aos nove anos começou a fumar. Pegava bitucas de cigarro do pai. Aos 12 começou usar maconha. Repetiu a quinta série três vezes e foi expulso. Cheirou cocaína todo dia por quase 10 anos – agora diz que cocaína é de direita e maconha é de esquerda, que a maconha é socializante porque todo mundo fuma o mesmo baseado.  É categórico ao dizer que nunca acreditou em Deus. Foi preso quatro vezes: “todas parecidas, por causa de baganinha no bolso... Na primeira vez, tava com dois amigos no carro, chapados. Um deles gritando pela janela. A polícia civil cercou a gente no Pacaembu, perguntou se tava com alguma coisa. Disse que não, mas encontraram. Aí tiraram minha roupa, bateram, me arrastaram pelo cabelo. Eu tinha cabelo comprido”. Aos dezoito anos se envolveu com bandidagem. No momento da vida que mais ganhou dinheiro, jogou fora com, segundo ele, mulheres e drogas – e com a família também. Afirma que não entende nada de política. Não tem patrimônio.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Xô, monotonia

          Quem nunca foi traido que me envie o primeiro email. Mas, desde já, aviso: só vale pra quem se envolveu com mais de um oponente do sexo oposto; do mesmo sexo também vale, diga-se de passagem. E quando digo, oponente, é porque me parece – e parece tanto que as vezes penso ser real – que os relacionamentos são verdadeiras batalhas pela realização amorosa.  As trincheiras são cavadas nos tórridos terrenos das sensações. Em cada lado do front, um eufórico coração. Muitas vezes, em meio ao fogo cruzado, uma bandeira branca é hasteada e a paz reina. Minto, quem sobe ao trono é o amor. Mas a sensação nasce junto com o homem. Quando você, paisano, chorou pela primeira vez, tenha certeza: a culpa foi dela, da sensação. E essa malvada só te deixará quando desceres à tumba, que, cá entre nós, espero que demore bastante; não é praga.