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sexta-feira, 23 de abril de 2010

"Eu teria vergonha de dizer que sou jornalista"

          Gilmar Mendes não é mais o presidente do Supremo Tribunal Federal. O homem que acabou com a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo, deixou o comando do órgão. O jurista que soltou o banqueiro Daniel Dantas, concedendo dois habeas-corpus em menos de 24 horas, está solto pelas ruas do meu Brasil varonil. O que fará o “maledeto”? Eu soube, através de fontes extraoficiais, que Fernandinho Beira mar pretende contratá-lo. Também fiquei sabendo que o banqueiro, seu apaniguado, chegou a declarar que “Ele é, e vai continuar sendo meu funcionário”. O Sheid, meu cachorro, acha que tudo não passa de conspiração contra o magistrado. O latidor considera improcedentes as críticas ao ex-ministro . Sheid me confidenciou que, se não fosse um cachorro, convidaria Gilmar Mendes para assistir uma partida do Santos Futebol Clube. É que Gilmarzão é torcedor do time da baixada santista.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

41 anos do AI-6

          41 anos se passaram. No dia primeiro de fevereiro de 1969 o, então, presidente Costa e Silva editou o AI-6. Tratava-se de uma medida do governo militar para reduzir o número de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de 16 para 11. A redução perdura até hoje. O ato também desautorizava o STF de julgar crimes contra a segurança nacional. É a ditadura, firme e forte. Não, não, era a ditadura, firme e forte. Não, não, não; a ditadura está mais firme, e mais forte do que nunca. Não sou de copiar frases de outras pessoas; caso fosse eu faria como o presidente Lula e diria: nunca antes, na história desse país, a ditadura foi tão firme e tão forte. Ah, eu estou equivocado?