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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Chuvas causam destruição em Santa Catarina

Chuvas causam destruição em Santa Catarina?!
Paisano, desde que fugi do seco nordeste e caí aqui no sul - consequência da lei da gravidade -, convivo com chuvas torrenciais. Quando o aguaceiro ocorre no inverno a coisa é mais séria, uma vez que o solo não seca. Não adianta pedir para São Pedro aliviar nas torneiras. É preciso que o poder público faça alguma coisa. Muitas cidades estão localizadas em vales, na beira dos rios. E as obras no solo carecem ser monitorados pelos órgão municipais, estaduais e federais. Não é o que acontece. O cidadão contrata uma escavadeira, escarafuncha as barrancas e contrói uma casa. E ninguém fiscaliza. É claro que, quando as chuvas vierem, o problema não será fácil. A prefeitura nao pode cruzar os braços. Mas faz vista grossa para não ofender os eleitores. Barragens precisam ser construídas; uma, duas, dez, se for preciso. Caso contrário, a situação irá se repetir ano após ano.  O dinheiro público é para isso. Se for bem utilizado, sobrará menos para os políticos embolsar. Até o momento, quem causa destruição por aqui não é a chuva, mas a politicagem barata. A sorte de Santa Catarina é a Defesa Civil. É, sem dúvida a mais capacitada do Brasil. Mas o trabalho da Defesa é em cima das consequências. Prefeituras e Governo precisam combater as causas.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Santa Catarina dança na chuva


     Começou a chover aqui em Santa Catarina na segunda à noite. E não parou mais. E as histórias se repetem. Queda de barreiras em Águas Mornas, alagamento em Blumenau... E por aí vai. Os jornais aproveitam para vender notícias. É o tipo de matéria fácil de produzir. O repórter liga para a central de meteorologia e verifica a situação climática. Depois de uma consulta à internet e outra ligação, dá uma passada em um local da cidade invadido pela água. Conversa com um, conversa com outro e pronto. Dois neurônios serão o suficiente para formatar o material. E depois?

     Depois é esperar a chuvarada dar uma trégua e contar que o filho de uma famosa nasceu. Ou que o jogador de futebol Beltrano está “pegando” fulana. Ou ainda, que a câmara está votando projetos importantes – como a mudança do nome de uma rua desconhecida para o de um político que morreu no ano passado. O tempo bom funciona como um narcótico para a população. 

- Finalmente o tempo melhorou, hem, seu Bartolomeu?
- Finalmente, dona Maristela. Eu já não aguentava mais tanta água.
- Boa noite, seu Bartolomeu; preciso chegar a tempo de ver a novela. Quem será que matou Epaminondas? – É que tem sempre alguém matando alguém nas novelas.
- Até amanhã, dona Maristela. E vamos torcer para fazer sol, não é?

     Saia, paisano, pelas cidades e veja o descaso do poder público com o meio ambiente. Na última semana, passando pelo interior de Águas Mornas vi um trator escavando o morro. Parei e fiquei olhando. Em questão de minutos a vegetação estava revolvida. O riacho de águas cristalinas recebeu algumas toneladas de terra vermelha e um tubo – daqueles usado em esgotos. A beleza rural disse adeus e se foi, expulsa pelas garras da máquina. O poder público, preocupado em justificar seus gastos e produzir outros tantos, não deu as caras. Tem mais? Tem.

     O loteamento Frei Damião, em Palhoça, é o maior bolsão de miséria do Estado. A prefeitura, ocupadíssima com projetos que trarão dinheiro para o município, não faz nada. Em Floripa a situação não é diferente. Você olha para os morros que ontem foram cobertos por mata e só vê concreto. E todo mundo entretido. Dança dos famosos, gol de Ronaldinho Gaúcho e reality show – isso é o que importa.

     E depois vem reclamar da chuva? Depois querem encher meus ouvidos e olhos de desgraça? Falemos sério. Falemos de uma galinha minha que começou a pôr.  

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Chove, chuva, chove sem parar

     Águas Mornas fica a 35 quilômetros de Florianópolis.  A cidade foi duramente castigada pelas chuvas que arrasaram municípios catarinenses no fim de 2008. A prefeitura do lugar parece ter esquecido o que aconteceu
     Na foto abaixo, o trecheiro - homem encarregado de cuidar de um pedaço de rodagem da zona rural - colocou veneno na vegetação e, depois que ela secou, tocou fogo. Na primeira chuvarada, houve desmoronamento.
     As construções em áreas de risco continuam. E quando vier a chuvarada de verão, quem vai arcar com as consequências?



quarta-feira, 19 de maio de 2010

Tô de saco cheio com a natureza

          Desculpe-me, amizade, se estou apelando para seu lado religioso, mas a causa é nobre. Um leitor não espiritualizado talvez já tenha sido tentado a parar com a leitura. Não faça isso, por favor, precisamos muito de você. Por outro lado, um ledor com inclinações para assuntos religiosos já deve estar querendo ir direto para o último parágrafo; anseia por saber o desfecho desta crônica. Comportamentos próprios do ser humano. Gostamos de tomar posicionamento. Explico antecipadamente que não me importa tua ideologia, se é que você tem, não me interessa teu credo e menos ainda as cores do teu partido. Precisamos da tua fé, se você é de fé, da tua energia, se és místico, do teu pensamento positivo, se és agnóstico.