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sábado, 3 de setembro de 2011

O quarto poder


Cento e vinte e dois anos de República,
Em novembro o Brasil vai celebrar.
O governo do povo, pelo povo e para o povo,
Na verdade foi um golpe militar.

Como narrou Aristides,
Então cronista do Diário Popular,
O povo assistiu bestializado, atônito e surpreso
O império naufragar.

Trouxe Deodoro a República
Embora ele mesmo se dissesse monarquista.
Menos de um ano depois, o Marechal foi descartado
E Floriano Peixoto se tornou o maquinista.

Princesa Isabel, Conde D’Eu e Pedro Segundo
Foram chutados daqui.
Três poderes logo surgiram
Deixando espaço para um quarto que viria em seguir.

Engana-se quem pensa ser  
A imprensa a quarta força.
Isso foi no tempo de Chatô
No tempo de noiva moça.

Vinte e um advogados
comandaram a nação,
Nesses cento e vinte e dois anos
Passados da proclamação.

Fica claríssimo pra mim
Só não sei se pra você.
O quarto poder, no Brasil
Quem ocupa é a OAB.


sábado, 20 de agosto de 2011

Corrupção começa no judiciário


Não é brincadeira, amigo
Não é brincadeira, nao
Pra todo lado que eu olho
Dou de cara com um ladrão.

O problema é antigo, do tempo de João Terceiro
Que declarou ser de “couto” e “homizio” o território brasileiro.
Todo tipo de bandido que infestava Portugal
Veio morar cá na terrinha, fazendo assim do Brasil
Refúgio de marginal.

Não é brincadeira, amigo
Não é brincadeira, nao
Pra todo lado que eu olho
Dou de cara com um ladrão.

O sangue de nossas veias tá cheio de malinagem
O brasileirinho nasce já pensando em sacanagem.
Quando assume cargo público, é um salve-se quem puder
Mete a mão no cofre alheio, rouba tudo que é possível
E põe no nome da mulher.

Não é brincadeira, amigo
Não é brincadeira, nao
Pra todo lado que eu olho
Dou de cara com um ladrão.

Quando estuda pra ser doutor a desgraceira é total
Entra pra o crime advogando a contravenção penal.
Se através de um padrinho vira dono do Supremo
Quem fica bem é o milionário, mesmo sendo estuprador
Parceiro e amigo do demo.

Não é brincadeira, amigo
Não é brincadeira, nao
Pra todo lado que eu olho
Dou de cara com um ladrão.

Quer levar vantagem em tudo, o esperto tupiniquim
É sempre o outro o errado, é sempre o outro que é ruim.
Mas se a chance de lucrar nas costas do irmão aparece
Pro inferno, ética imunda, Deus lá do céu me desculpe
Que o diabo ouviu minha prece.

Não é brincadeira, amigo
Não é brincadeira, nao
Pra todo lado que eu olho
Dou de cara com um ladrão.

E mesmo levando a vida o tempo todo enganando
Quer exigir do político honestidade no comando.
Sendo o gestor público uma extensão da sociedade
É a lama que ele procura, pois porco não quer perfume
Quer sujeira e leviandade. 

Não é brincadeira, amigo
Não é brincadeira, nao
Pra todo lado que eu olho
Dou de cara com um ladrão.

Se tem jeito meu país, tenho certeza que sim
É preciso arrancar o cancro, livrar-se do sangue ruim.
Pra começar a reforma, sabão no judiciário
Pois ele é sócio do crime, parceiro da ladroagem
E amigo íntimo do salafrário.

Não é brincadeira, amigo
Não é brincadeira, nao
Pra todo lado que eu olho
Dou de cara com um ladrão


sábado, 12 de fevereiro de 2011

O Pânico, a novela e a bunda

Ah, se eu pudesse voar...



Voaria para bem longe.


Fugiria do Brasil.


Fugiria dos deputados, dos prefeitos e do vereador que os traiu.






Daria adeus ao ministro do turismo.


Aquele da orgia no motel.


Iria trabalhar para o Julien Assange.


Mesmo que para isso eu tivesse que fugir das gangues.






Imagino-me livre desse cabaré.


Que graças à gente de bem como o Sarney está em pé.


Vejo-me dando adeus a essa TV imunda.


Que tem como ponto forte o Pânico, a novela e a bunda.






Ruas alagadas, nunca mais.


Ladrão saindo pelo ladrão, jamais.


Passaria uns dias na Itália.


Na Itália, não, pois rima com canalha.


 
 
E Berlusoni se esconde por lá.
 
Pense num rapaz desmoralizado.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Maconha, gay e aborto

Como é que vou resolver o problema do Brasil


Se em quem eu votei ontem, me mandou pra pauta que caiu?

Ora, não sei eleger nem síndico, que administra mixaria

Como escolher um presidente que acabe nossa agonia?



Olho os dois candidatos e penso com meus botões

Como fazer a escolha entre esses dois charlatões?

Uma é filha de um governo envolvido em mensalão

O outro é filho de quem vendeu até o sub-solo da nação.



Eita briga de foice no escuro, me acode, Deus do céu

Um tá tão velhinho, coitado, que pra mandá-lo à lona

Basta uma bolinha de papél.



Tenho pressa, Jesus Cristo, dá uma mãozinha, vai

A mulher fez tanta plástica, meteu botox na cara

Que se é coca ou se é fanta, acho que nem ela sabe mais.



Mas a eleição tá chegando e tenho que decidir

Fui ver o programa eleitoral, aprendi foi a mentir

Aonde é que vamos parar, se pra chefe da nação

Teremos que escolher baseado em religião.



De um lado o padre grita: "nessa eu não voto, não"."

Do outro o pastor esbraveja: "não vote nele, meu irmão.

Maconha, gay e aborto são o fiel da balança

Mas no fim da palhaçada, é mesmo o povo quem dança.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

O único homem do presidente

E aí, beleza?
Estava lembrando do dia em que Barack Obama disse que Lula era "o cara".  Tá lembrando? Na época fiz um cordel, agora resolvi postar. Bon appétit


O fato aconteceu em Londres, no encontro do G-20
Onde os donos do mundo debatiam o dia seguinte.
O momento era de crise, a pindaíba era geral
Foi quando “Yes we can” veio com essa, uma sacada genial.

Apertou a mão de Lula e com um sorriso gentil
Falou olhando nos olhos do presidente do Brasil:
- Lula, você é o cara, de nós é o mais popular,
Te adoro, boa pinta. Isso, sim, é elogiar.

O barbudinho sem graça, não sabia o que dizer
Chamou logo o tradutor pra lhe fazer entender:
- Sérgio Ferreira, meu filho, me dê aqui um bizu,
Esse Obama tá dizendo: Lula, I Love you!

O yanke foi esperto, mais surpresa ainda tinha
Deu o lugar para Lula, na foto, ao lado da rainha.
No tempo das vacas gordas, pensava: a fartura é minha.
Hoje, a conta pra pagar quer dividir com Lulinha.