Utilização do conteúdo

Autorizo o uso do material aqui produzido, desde que seja dado crédito ao autor e não tenha uso comercial
Mostrando postagens com marcador Copa do Brasil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Copa do Brasil. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 9 de junho de 2011

A Cruz de Malta é o meu pendão

     Depois de onze anos sem conquistas no cenário nacional, o Vasco da Gama sagra-se campeão da Copa do Brasil 2011. O grito calado dos torcedores vascaínos só largou a garganta depois da última apitada do árbitro. Iludido, o Coritiba até que tentou - contando inclusive com o os pontapés e os socos do atacante Bil -, mas vai ter que esperar. Infinitamente superior, o time carioca fez um gol logo no primeiro ataque e passou a dominar as ações. Em duas falhas da, até então, irretocável defesa, levou a virada. No segundo tempo, contudo, tratou de igualar o marcador. Mesmo sem jogar bem, querendo vencer na base da força, os paranaenses conseguiram o terceiro gol após um desvio mal feito do capeão. Eder Luiz, melhor jogador em atividade no Brasil ontem à noite, ainda entortou três marcadores do Coxa e presenteou Bernardo, mas o moço parou no goleiro Edson Bastos.

Parabéns, Vasco da Gama. Parabéns torcida cruzmaltina. Agora é só aproveitar o Brasileirão para treinar. A Libertadores 2012 já tem um candidato. Resta comemorar com os vencedores:
  
Vamos todos cantar de coração
A Cruz de Malta é o meu pendão
Tu tens o nome de um heróico português,
Vasco da Gama, a tua fama assim se fez!

Tua imensa torcida é bem feliz
Norte e sul,
Norte e sul deste Brasil
Tua estrela, na terra a brilhar, ilumina o mar!

No atletismo és um braço;
No remo és imortal;
No futebol és o traço de união Brasil-Portugal!

No atletismo és um braço;
No remo és imortal;
No futebol és o traço de união Brasil-Portugal!



 


segunda-feira, 16 de maio de 2011

Campeões estaduais de 2011

No início deste ano eu avisei a um dos meus irmãos, São Paulino roxo, que o Santos seria campeão paulista "com os pés nas costas". Não que eu seja santista, até porque eu nunca morei no litoral paulista, mas é que bastava olhar para o elenco do Peixe, observar os adversários e constatar sem medo de ser feliz.

Em Minas deu Cruzeiro. Deu a lógica. Só uma zebra bem gorda faria os comandados de Cuca perderem o título para o Galo. Dorival Júnior, técnico do Atlético, até que merecia, mas não tem um time forte nas mãos.

Na república gaúcha os colorados cairam na vanera e festejaram o título na casa do adversário. Pobre grêmio, pobre Olímpico. Ah, Renato Gaúcho, mais um vice, hem?!

E em Pernambuco? Deu Santa Cruz, "mô filho". Quero aqui mandar um alô para o Chico, vice-presidente do Sport, que tem apartamento aqui na Ilha da Magia, e dizer-lhe que: "não deu, camarada". A Cobra Coral fez a festa e picou o Leão antes de levantar a taça. Mas eu acredito no Sport e tenho certeza que o time voltará à divisão de elite do Brasileirão.

E no meu Rio Grande do Norte, terra do folclorita Câmara Cascudo? "ABC time do povo, campeão das multidoões...". Deu o óbvio. O Mais Querido, como o alvinegro natalense é conhecido, levantou o caneco mais uma vez. Agora jão são mais de 50 títulos estaduais. É, de fato, o campeão dos campeões. E só não será campeão da Copa do Brasil porque foi eliminado - com a ajuda do apito - pelo Vasco da Gama.

A única, isso mesmo, a única vergonha no futebol brasiileiro ficou por conta dos cariocas. Não é que a urubuzada comemorou o título invicto?! Fala sério, nané! Eu cheguei, no dia depois da conquista flamenguista, e falei para um rubronegro fanático: "O Flamengo envergonhou o futebol carioca". Quase perdi o amigo. O Ceará tratou de sair em minha defesa e despachou o Flamengo da Copa do Brasil.

Santa Catarina também deu seu vexame. A Chapecoense foi campeã. Calma, calma, o time do Oeste mereceu ganhar. Eliminou, inclusive, o Avaí, que está a quatro partidas de ser Campeão da Copa do Brasil. Tem uma coisa, entretanto, que precisa ficar claro: no ano passado a equipe foi rebaixada para a segundona do Catarinense. Forças ocultas fizeram o Atlético de Ibirama desistir de disputar o estadual de 2011 e a vaga foi cedida para a chapecoense. hummmmmmmmmmmm...

Sábado começa o Brasileirão 2011. Aqui vai o meu provavel campeão:
Santos, ou São Paulo, ou Corintians - não esse não - , ou Palmeiras - não depois do vexame contra o Coritiba, não - ou Vasco, ou Fluminense, ou Cruzeiro, ou Internacional, ou...

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Avaí derrota educação na noite de Floripa

– Figueira filho da (…). – Gritou o fanático torcedor azul e branco. - Figueira, a quem ele se refere, é o torcedor do Figueirense, arquirrival do Avaí.

– Vai tomar (…), Avaí de (…). – Respondeu o rapaz do apartamento ao lado.

– É Avaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaí, cara&^%$#*. – Esgoelou-se outro adorador do time que acabava de fazer o terceiro gol no São Paulo.

– Vai pra (...), seu (...). Secador duma (...). – Alguém fez coro às belas vozes que se apresentavam pelas sacadas dos prédios na noite de quarta feira.

– Cala a boca aí, seu (...). – Mandou um camarada de mais idade. Pela voz, não tinha menos do que 60 anos. Podia ter dormido sem escutar:

– Vai dormir, velho, gaúcho de merda. Tu nem é manezinho (apelido dado ao nativo da ilha de Santa Catarina), po*&%$. Te manda daqui. Sai da minha área seu (...). – E as expressões racistas, contra os gaúchos, principalmente, ecoaram por uma das regiões ditas mais “nobres” de Florianópolis.

     Cada um que ia até a sacada, ou à janela, do apartamento onde se empoleira, gritava como quem acaba de perder a mãe vítima de uma facada no peito. A noite da orla marítima de Floripa esfacelou-se em palavrões que o menorzinho tinha três metros de altura. Graças ao meu bom Deus, nenhum grito feminino foi ouvido. Pelo menos nessa fossa transbordante elas não colocaram seus delicados pezinhos. O desfile de vozes era todo masculino. O Avaí precisava vencer o São Paulo com, pelo menos, dois gols de diferença para se classificar para as semifinais da Copa do Brasil. E realizou a façanha. Como quem anda de montanha russa pela primeira vez, os torcedores do time do Guga não conseguiam conter a própria boca. E nesses momentos, paisano, o espírito do homem transborda e o excesso procura um orifício para ganhar a liberdade. Acha-a pelas cordas vocais. As cadeias que aprisionam as idéias, vontades e desejos se soltam. Liberamos os bichos que moram dentro de nós: preconceito, ódio, desejo de matar...
 
     E quem não tem nada a ver com a pocilga, não consegue fechar as narinas por mais de um minuto. Os tampões nos escutadores de boleros mostram-se ineficientes e as cavidades auriculares dobram-se à torpeza de homens que, àquela hora da noite, bem poderiam estar procurando um marido, uma louça pra lavar ou um pai que a mãe deixou numa zona qualquer. E ainda se acham educados, os tais senhores. No outro dia, como se nada tivesse acontecido, vestem-se com roupas de grifes, perfumam-se e entram em seus possantes. A alma, essa companheira invisível aos olhos de muitos, acompanha-os cabisbaixa. Enrolada em uma túnica escura, com uma echarpe da cor do urubu e descalça, cheira a cadáver de quinze dias. Observo-os, matéria e alma, e as ânsias de vômito me invadem. Com o adiantar das horas, vou me restabelecendo.

Até o próximo jogo.