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quarta-feira, 26 de maio de 2010

Negrinha chata

         Apenas quero corrigir a frase preconceituosa da futura jornalista, que citei ontem. Conversei com pessoas que me garantiram que a moça disse o seguinte:

"Tem aquela negrinha chata do Fantástico". Referindo-se a Glória Maria, que apresentou o programa por quase dez anos.

         Segundo um amigo da estudante, que estava ao lado dela na hora do coice, ele não esperava tal atitude, tendo em vista que ela “mal abre a boca”. Daí podemos perceber o preconceito reinante no coração da catarinense. O assunto tocou tanto a jovem que ela explodiu, vomitou o que sobejava em seu interior. E o que é pior: teve apoio de muitos colegas. E vem gente dizer que o preconceito contra os negros é coisa do passado. Negativo, paisano. Ele existe, mas é velado. É dissimulado. É disfarçado. Devemos calar diante de tais posturas? Devemos permitir que grupos marginalizados continuem sob a bota dos dominadores?

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Artilheiro, não!

          Ontem à noite eu estava assistindo aos gols do Fantástico quando o apresentador, Tadeu Schimidt, reclamou da forma como os artilheiros da rodada comemoraram os gols que fizeram. De acordo com Tadeu, os goleadores, ao festejar, faziam gestos semelhantes aos de quem empunha um revólver. O apresentador criticou veementemente. Na hora eu pensei: se ele chama o cara de "artilheiro" o jogador tem todo o direito de fazer o criticado gesto. Afinal de contas o termo, arilheiro, é empregado para designar o militar responsável por manusear armas de fogo. Sendo assim, se alguns jornalistas acham que o gesto dos jogadores incitam à violência, que eles - os jornalistas - arrangem outro adjetivo para qualificar quem faz o gol.