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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Semana Contestada

Para quem quer continuar me acompanhando na Semana Contestada, o link é:
http://herdeirosdocontestado.blogspot.com/

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Osama não morreu

     Que o príncipe da Inglaterra casou, sabemos. As fartíssimas imagens de televisão não deixam dúvida. Embora seja um tanto quanto idiota, um monte de endividados que nunca botaram seus pés cheios de unhas encravadas na terra da rainha celebraram o casório de um cara que eles não têm a menor noção de quem seja. Concordando ou não com os bobalhões de plantão, o matrimônio ocorreu. Que o Flamengo foi campeão carioca invicto, também sabemos. Deu a lógica. Nos pênaltis, ninguém, pelo menos no Rio, ganha do mengão. Coitado dos jogadores do Vasco; de tanto medo, chutaram a bola para longe do gol rubro-negro. Que nenhum ignorante acerca do futebol ache que a equipe da Gávea é a melhor entre os cariocas. Que é a mais forte, entretanto, não se pode negar. E a força, amizade, sempre sai vencedora. Conte-me um caso, na história, em que a força foi derrotada. Faça isso e mudarei meu nome para Apolônio, Godofredo ou Vantuil. Que me perdoem os Vantuís que navegam por este blog, mas acho esse nome meio esquisito. Só conheci um Vantuil em toda a minha vida. Morava perto da casa da minha vó materna. Era um militar da Aeronáutica. Andava em uma moto única na rua e parecia um sumo pontífice em dia de visita aos seus fiéis. A empáfia em pessoa. Outra coisa que sabemos, para finalizar esse parágrafo: Osama Bin Laden está morto.

     Mesmo sem imagens irrefutáveis do assassinato, ou do assassinado, Obama disse e está dito. A bem da verdade, foi divulgada uma “fotinha” do, até então, líder da Al-qaeda. E o povo, como todo bom telespectador, precisa de imagem. Somos igual São Tomé, precisamos ver para crer. Por isso, enquanto os EUA não apresentarem imagens indiscutíveis do Barbudo morto, as teorias sobre a morte, ou não morte, do bonitão vão crescer mais do que conta bancária de político. Político eleito e em pleno exercício de mandato, ressalte-se. Ora, ora, se até hoje há quem jure de pés juntos que Elvis Presley está vivo! Mesmo empanturrado de drogas e quase estourando de tanta química no organismo, conforme imagens da época, tem gente certa de que o cantor não “fechou o paletó”! Imagine, paisano, o que não vão dizer de Osama. Na real os americanos entraram numa roubada. Lutar contra Bin Laden foi como brigar com bêbado. Se você bate no bebum, não fez mais do que o esperado. Se apanha, ta ferrado. Onde já se viu apanhar de um “pé de cana”? Por isso, todo mundo na face da terra sabia que uma hora ou outra Osama “entraria na boquinha da garrafa”. Entrou. Entrou ou foi para o céu?

 
     É aí que mora o perigo, jacaré. Para uma penca de seguidores de Osama, nesse momento ele está no paraíso. Virou mártir. E como tal, precisa ser reverenciado, idolatrado e vingado. Nem mesmo a matança indiscriminada feita pelos norte-americanos no Iraque e no Afeganistão será capaz de deter os correligionários do assassinado. Príncipe Wiliam é passado, como passado é o título do Flamengo. Osama, por outro lado, é futuro. Um futuro de bombas, assassinatos e medo. O medo se espalhará mundo a fora ao primeiro atentado cometido pelos remanescentes da Al-qaeda. Americanos e aliados dormirão abraçados com o temor de uma explosão. Obama matou Osama. Não bastava assassinar o bêbado, “we can”. Precisaria ter eliminado a cachaça. E essa, meu caro, não se extingue.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Flamengo vence com ajuda da força

Um médico passa apressado.
- Disseram que não iam matar civis – grita.

Hassan está sozinho junto de uma cama onde se encontra o seu irmão mais novo, com estilhaços no estômago, a cara amarela em delírio.

- Tem que viver, tem que viver – chora Hassan e, entre soluços, conta: - Estávamos em frente à nossa casa, Ali, Jamil e eu. Eu não fui atingido, mas os meus dois irmãos mais novos caíram no chão numa poça de sangue. Este é o Ali, o Jamil morreu na hora. Tinha acabado de fazer 6 anos.

O trecho acima foi retirado do livro 101 Dias em Bagdá. E mostra a crueldade dos ataques americanos sobre a capital Iraquiana. O presidente dos Estados Unidos, numa guerra pessoal, atacou o país com o pretexto de que lá havia armas químicas de destruição em massa. Destruiu a infra-estrutural do lugar, matou inocentes e enforcou Sadan Hussein. Ora, ora, o mais ignorante dos leitores sabe que aquilo foi uma carnificina. Um jornalista francês que havia coberto guerras durante 20 anos, declarou, à época: “Nunca tinha visto na vida soldados com tanta vontade de matar”. Pergunto: George Bush foi julgado pelos crimes de guerra cometidos no Iraque? Claro que não. Quem tem o poder nas mãos aproveita-se da glória que ele lhe traz. E por mais que uns e outros questionem, os tiranos saem impunes. E ainda tem que os defenda.

Ontem, no jogo entre Flamengo e Boa Vista, valendo o título do primeiro turno do Campeonato Carioca, o jogador rubro-negro Renato entrou decidido a bater em quem lhe cruzasse o caminho. O máximo que recebeu como punição foi um amarelo cartão amarelo. No segundo tempo da partida, agrediu um adversário com uma joelhada no peito. O árbitro, para não entristecer a maior torcida do país, fez vista grossa. Vamos combinar: os times se equivaliam em ruindade. Quem tivesse com um jogador a mais, certamente tiraria proveito da situação. Não adiantou a reclamação dos atletas do Boa Vista. Mal da vista, ou da consciência, o árbitro amputou o time de menor poder. E assim a força mostra a sua força em qualquer lugar. No Iraque, no Afeganistão ou no campo de futebol carioca, quem é mais forte mata o mais fraco. E viva a força.