Utilização do conteúdo

Autorizo o uso do material aqui produzido, desde que seja dado crédito ao autor e não tenha uso comercial
Mostrando postagens com marcador Dia de Natal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dia de Natal. Mostrar todas as postagens

sábado, 10 de dezembro de 2011

Os filhos de Papai Noel


     Tem músicas que ficam para sempre no nosso depósito de pensar bobagens. Foi assim quando ouvi pela primeira vez o hit Florentina, do atual deputado Tiririca. Passei numa rua da Capital Espacial do Brasil e escutei o cearense dizendo “qual é, qual foi, por que que tu ta nessa?”. O refrão grudou na minha cachola feito super bonder. Eu estava condenado a nunca mais esquecer aqueles camonianos versos. Você, sem precisar envidar esforço algum, já está lembrando-se das letras de canções tatuadas no teu porta cabelos. Eu tenho as minhas, você tem as suas. Essa ou aquela pode até ser comum a nos dois. Tem uma, no entanto, que tenho absoluta certeza que você carrega, mesmo que a contragosto, na cabeça. “Eu pensei que todo mundo fosse filho de Papai Noel”, lembra? Claro que sim, hem.

     O tempo, esse estraga prazeres de inocentes, tratou de provar por A mais B que, de fato, nem todos nós somos filhos do velhinho colorado. Um portal de notícias de Florianópolis alardeou que “A Assembleia, o Tribunal de Justiça, o TCE e o Ministério Público vão conceder gratificações de Natal aos servidores sob o argumento de que é tradição e de que sobrou dinheiro”. Fiquei de fora dessa mega/hiper/super teta. Elementar, paisano, não sou filho de Papai Noel. Começo a achar que esse octogenário alvirrubro nasceu com a mãe na zona. E no cabaré chamado Santa Catarina, só os brothers dele tem direito a presentes. Certamente os beréus de todo o Brasil estão em festa, não apenas o daqui. Seria nosso país uma espécie de Pânico na TV, onde só a sacanagem tem vez? Bem, se serve de consolo, pelo menos o velho embusteiro não é flamenguista.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Polícia Rodoviária Federal, que mal exemplo

     Depois de um dia de lazer em um parque aquático no Litoral Norte de Natal, pegamos a BR-101 de volta. Estávamos retornando de um passeio em família. De repente, um bloqueio policial. Vou te contar: que coisinha mais mal sinalizada. Um servidor público da Polícia Rodoviária Federal estava no meio da rodovia. De costas para nós, o imaturo. Apesar da idade, não tinha menos de 50 anos, o homem não aprendeu que não se deve postar-se no meio de uma pista de rolamento; principalmente de costas. A posição dos cones era confusa. O motorista, Bruno, diminuiu a velocidade do veículo e esperou que o guarda se manifestasse. E não é que o danado se manifestou, mesmo. O fardado, que se fosse guri eu diria que era parecido com Robinho do Milan, ficou possesso. Brabo feito um siri dentro de uma lata, vomitou prepotência. Daquelas típicas de quem não sabe a diferença entre autoridade e esquizofrenia. Pensei, juro por deus, que o louco iria sair algemando todo mundo. Preparei-me para intervir e, com a filmadora em punho, registrar como era ridícula a sinalização que o inapto policial colocara na via.

     Nosso motorista foi paciente e disse ter ficado embaraçado com os cones. Para minha surpresa, o federal amainou e pediu que seguíssemos. Ouvi uma policial rosnando alto: “multa, multa”. Eu disse “rosnando” referindo-me ao leão, não ao cachorro. Percebi na voz da mulher uma raiva enrustida. A dupla não lembrava, nem de longe, dois “homens da lei” a serviço do povo. Como eu queria que eles tivessem parado o carro para aplicar uma multa. Deixamos os ensandecidos para trás e continuamos a 20km/h pelo trânsito lento do fim de domingo.

     Dois meses depois, recebo um email do nosso motorista em Natal, o Bruno. Indignado, o chefe de enfermagem conta-me que recebeu uma multa referente a uma suposta infração cometida na BR-101, Km 66 UF RN, às 16h50. O crime? Artigo 209 do CTB: “Transpor, sem autorização, bloqueio viário com ou sem sinalização ou dispositivos auxiliares, deixar de adentrar às áreas destinadas à pesagem de veículos ou evadir-se para não efetuar o pagamento do pedágio”. “Robinho, desgraçado”, indignei-me, “você tinha que ser preso, mal-intencionado”.

     Aonde já se viu, senhoras e senhores, um camarada que é pago para proteger o cidadão, que deveria estar ali para orientar os motoristas, esperou o brasileiro dar as costas e atirou. Sim, paisano, o que ele fez foi muito mais que dar um tiro; foi esfaquear pelas costas e depois escalpelar. Além do mais, caluniou. Sim, ele acusou o motorista de um crime que o rapaz não cometeu. Ora, ora, Bruno passou porque o carcará sanguinolento autorizou que ele assim procedesse. Claro que a vítima vai se defender, afinal, se a vítima não tiver vez nenhuma contra o carrasco, não há justiça.

     Eh, Polícia Rodoviária Federal, que situação, hem. Ontem, a Rede Globo exibiu uma reportagem mostrando as mazelas que envolvem nossa querida Força. Sei que a maioria dos que ali estão são pessoas de boa índole, gente honesta e respeitada. Cruzo esse Brasil de ponta a ponta e raramente encontro policiais rodoviários federais despreparados. Um ou outro são as nódoas que insistem em manchar o orgulho de nossas estradas. Policiais como o “Robinho”, que aviltou Bruno, é minoria, graças a Deus. Vou ficar aqui esperando o resultado do processo de defesa. Até lá, quem sabe, “Robinho” terá ido para o banco de reservas e deixará de pedalar com a bicicleta alheia.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Fora, filho de Deus

Hoje é Natal. E com a data, vieram os presentes. Comércio em alta. O povo nas ruas. Mas acima de tudo, felicidade. Eu, por exemplo, ganhei um binóculo potentíssimo, um vinho do Porto e um violão de 12 cordas. Saí no lucro. Por mim, podemos comemorar a festa de Noel de dois em dois meses. Meu sobrinho Tiago foi quem trouxe o instrumento musical. “Achei que combinava com o sítio e comprei para o senhor”, disse-me. Ganhei, certamente, uns quilinhos a mais, depois da comilança que a festa pede. As comemorações pelo aniversário do bom velhinho estão a cada ano mais animadas. Salve o dia 25 de dezembro. O abençoado dia em que na Groelândia, na Polônia ou em outra geladeira qualquer, nasceu Papai Noel.


É bem verdade que alguns religiosos tentaram, mas não conseguiram, colocar o menino Jesus no meio dessa parada. O tempo mostrou que a data era, de fato, do colorado barbudo. Cristo é, sabidamente, carta fora do baralho. Também não tinha como ser diferente. Aquele discurso que o Jovem Galileu apregoou, de fé, amor e simplicidade, não tem nada a ver com o espírito natalino. Ora, ora, o Natal exige dinheiro, dívida e diversão. Jantares com mesas fartas, bebidas e, mais tarde, uma balada. Se der, depois um motelzinho. Fora, filho de Deus, na festa de Noel você não tem lugar.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Noel e o Fluminense

O Natal está aí. Não tenho como fugir do velhinho. O sacudo mascote do Internacional chegou com força. Ressurgiu do escritório publicitário onde passa o ano inteiro criando estratégias para fazer os mortais se endividarem. E nisso o malfado é fera. Ora, muito antes - e bota antes nisso – dos cientistas clonarem a ovelha Dolly, o aposentado já fazia suas aparições simultâneas nos continentes. E qual era a técnica usada por ele? A clonagem. Na áfrica, onde a população é sabidamente negra, ele aparece com a brancura dos povos “superiores”. Na América Latina não importa se os moradores são desdentados ou moram em favelas, Noel se apresenta com um sorriso de quem acabou de utilizar a mais moderna técnica de clareamento dental. Até no Oriente Médioo danado do velhinho tem a audácia de marcar presença. Tenho certeza que foi o safado do Noel quem inspirou os cientistas a entrarem pelo caminho da clonagem.

Eu disse que Noel foi audacioso em dar as caras no Oriente Médio porque até um estudante universitário brasileiro sabe que foi lá que Jesus Cristo nasceu. E, venhamos e convenhamos, se o Natal é para comemorarmos o nascimento do menino-Deus, pelo menos no Médio Oriente Noel tinha que ser desmascarado. Não, ninguém ousa enfrentar o alvirrubro. Desconfio que ele tem parceria com a CIA, com a KGB – se é que ela ainda existe – e com os principais serviços de espionagem do mundo. Sem falar na relação comercial que o safado mantém com federação mundial do comércio. Há quem diga, embora eu tenha sérias dúvidas, que o Vaticano não abre o jogo e conta a verdade sobre Noel porque recebe uma comissão por cada milhão de dólares comercializados nas festas natalinas.

Eu, na minha insignificância, fiz, e faço, alguns protestos. Insisto em berrar que Papai Noel é uma artimanha capitalista para fazer os bobões gastarem o dinheiro que têm e o que ainda vão ganhar. Pouco adianta. Meu discurso formiguinha não vai um metro a diante. Hoje cedo, parei em um semáforo e se aproximou de mim um mendigo travestido de Papai Noel. Fiquei na dúvida. Será que era ele mesmo? Bem, depois que o Fluminense foi campeão brasileiro, tudo pode acontecer, até Noel pedir moedas.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Atenção, senhores passageiros

          Interessante como o ser humano lida com o tempo. Com a idade. Com as mudanças que são inevitáveis na graaaaaaaaande maioria das vezes. Com as sensações e, mais ainda, com as emoções. Coisas que pareciam banais assumem, no decorrer dos anos, valores grandes demais para corações que teimam em minguar, em se fazer pequeno. E diminuindo aperta o que guardou em seu interior. E apertando abraça. E abraçando ama efusivamente. Sinto isso quando volto ao Rio Grande do Norte. Quando regresso à minha gente. Quando retorno ao meu lugar. E hoje estou escrevendo, no avançado das horas, da casa dos meus pais – neste pedaço de Brasil chamado Nordeste.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Coitada da tua mãe!

          Como vai tua mãe, está melhor? Caramba, que surra ela levou, hem!? Fiquei com dó. Dois seguranças batendo na coitada, foi uma barbárie. Vê-la no chão da prefeitura, feito um cão sem dono sendo espancada por dois guardas me deixou injuriado. Você vai mover um baita processo contra o poder público? Vai fazer manifestação nas ruas da cidade exigindo capacitação da segurança pública? Simpatia, tua mãe merece respeito. Ela paga impostos, trabalha honestamente e, acima de tudo, é uma professora. Tua genitora, como muitos outros professores, estão na linha de frente da educação dos nossos patrícios. Estamos cansados de saber que educação é a base de qualquer país desenvolvido. Não podemos tolerar que uma educadora seja agredida por selvagens travestidos de guardas.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

"Meu filho é homossexual"

          Tenho uma amiga que nasceu em Mossoró, interior do Rio Grande do Norte. Entretanto, antes que um mossoroense fique irritado e me insulte, o lugar não é um interior qualquer. É a segunda maior cidade do estado, e fica mais próxima de Fortaleza – 260 km -, do que de natal – 270. Fiz a ressalva porque existe uma rivalidade danada entre Natal e Mossoró, e sendo eu natalense... Mas o que interessa, nesta crônica, é a minha amiga. Pois bem, ela era funcionária do Banco do Brasil e trabalhava em uma agência aqui, em Florianópolis. O fato que vou relatar se passou há uns quinze anos.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal, com muitas mentiras

          Minta, minta bastante para seu filho. Ele vai crescer e se tornar um adulto que não mente. Eu acho muito legal a forma que a graaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaande maioria dos pais educa seus pimpolhos. Uma coisa que me chama atenção é o dia de natal. As crianças, que estão em formação, escutam o tempo todo que Papai Noel vai trazer presentes. Que o bom velhinho está vindo do Pólo Norte com um saco cheio de brinquedos para dá-los aos pequeninos. E tem mais: vem num trenó puxado por renas que voam.