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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Felipe Massa e Rubens Barrichello, tudo a ver

          “Porque a sabedoria serve de sombra, como de sombra serve o dinheiro; mas a excelência da sabedoria é que ela dá vida ao seu possuidor”.
          Amigos e amigas, a verdade acima foi dita há quase três mil anos. Pasme, gente boa, quase três mil anos. Ou seja, não é de hoje que o dinheiro acoberta seus donos. Talvez em nossos dias, com tantos discursos politicamente corretos, as verdades são mais escamoteadas. Desde que o homem vivia na caverna, quem mandava era quem tinha a força. Depois que criaram o dinheiro, a força tornou-se esposa dele. E andam de mãos dadas. Nunca vi união tão sólida. Onde está um, o outro tá colado. Feito zagueiro marcando Romário. Não dá folga. E as pessoas seguem a tresloucada busca pelo “faz-me rir”. E vale ressaltar que nessa caçada muitos perdem a visão. Alguns perdem a cabeça. Outros perdem a dignidade. Nesse ponto o dinheiro difere da sabedoria.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Sai da frente, idiota!

          Quando Ayrton Senna empunhava a bandeira brasileira, depois de uma corrida de fórmula um, meu patriotismo beirava o céu. A voz esfuziante do narrador não deixava dúvidas: estávamos diante de um mito do automobilismo. E esse semideus era do terceiro mundo. Quando nós, tupiniquins pisoteados, saíamos da frente da telinha e pegávamos o volante das nossas carroças, era um desvario total. Cada cidade, por pior que fosse, era uma Mônaco. Cada rua, por mais buraco que apresentasse, era uma reta dos boxes. Cada pedestre, ainda que involuntariamente, era um torcedor fanático. Cada apitaço de guarda de trânsito, uma bandeirada. Cada Passat de pneus carecas, uma impávida Lótus preta. Cada carro lento, à nossa frente, um retardatário a ser ultrapassado.