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terça-feira, 20 de abril de 2010

Professor ganha pra isso

         Ludovico é um amigo meu. Ontem ele me contou uma história que se passou com o filho dele, Libório. O rapaz está fazendo faculdade de Ciência Política, aqui, em Floripa.

- Bem, gente, é o seguinte: eu trouxe as provas de vocês.
- Então, professor, já corrigiu?
- Não; na verdade vocês vão corrigir as provas uns dos outros.
- Como assim?
- Pra cada um de vocês eu entrego uma prova pra ser corrigida.
- Mas as questões são discursivas; como é que eu faço?
- Eu vou dizer o que tem que ter nas respostas e vocês avaliam.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Botafogo humilha Flamengo, e é campeão carioca

          O Botafogo é o dono do Rio. E com muita justiça. Provou, para os incréus, que o pior pode ser o melhor. Quem, no Brasil varonil, apostava na Estrela Solitária antes do campeonato começar? O Fogão era o patinho feio entre os grandes cariocas. Chegou a ser achincalhado quando perdeu para o Vasco da Gama por seis a zero. Entretanto é na derrota que se forja o vencedor. E o time dirigido por Joel Santana nasceu depois de ser chacinado pelos inimigos – horda cruel abençoada por São Januário. O torcedor botafoguense foi humilhado por todos, e em todo lugar. Por mais vagabundo que fosse o campinho de pelada, não aceitava ser pisado por um sofredor usando camisa com listras verticais pretas e brancas. Mas o selecionado herdeiro de Garrincha tinha brios, e, como uma fênix, ressurgiu para conquistar o título de campeão e fazer a torcida alvinegra cantar: “Botafogo, Botafogo, campeão desde 1910”.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Xô, monotonia

          Quem nunca foi traido que me envie o primeiro email. Mas, desde já, aviso: só vale pra quem se envolveu com mais de um oponente do sexo oposto; do mesmo sexo também vale, diga-se de passagem. E quando digo, oponente, é porque me parece – e parece tanto que as vezes penso ser real – que os relacionamentos são verdadeiras batalhas pela realização amorosa.  As trincheiras são cavadas nos tórridos terrenos das sensações. Em cada lado do front, um eufórico coração. Muitas vezes, em meio ao fogo cruzado, uma bandeira branca é hasteada e a paz reina. Minto, quem sobe ao trono é o amor. Mas a sensação nasce junto com o homem. Quando você, paisano, chorou pela primeira vez, tenha certeza: a culpa foi dela, da sensação. E essa malvada só te deixará quando desceres à tumba, que, cá entre nós, espero que demore bastante; não é praga.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Cala a boca, rapaz

          “Avaí, meu Avaí, tu já nascestes campeão”. Então tem mais é que ficar quieto. Óbvio, nem o time do Guga, nem os torcedores, devem crucificar a arbitragem do jogo de ontem à noite, no estádio Olímpico em Porto Alegre. A equipe azul e branca de Florianópolis perdeu o jogo e a classe, na província gaúcha. Sem razão, diga-se de passagem. Um amigo meu, o Rafael, chorou a noite toda. Não conseguiu dormir. E hoje cedo abriu o coração no meu ouvido: “O Alicio tinha que ser preso”. Alicio Pena Júnior, se você não sabe, foi o apitador do embate. Entretanto, outro amigo meu tratou as feridas do Rafa: “Cala a boca, rapaz, quem errou foi o bandeirinha. E mesmo assim foi um erro comum”.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

"Meu filho é homossexual"

          Tenho uma amiga que nasceu em Mossoró, interior do Rio Grande do Norte. Entretanto, antes que um mossoroense fique irritado e me insulte, o lugar não é um interior qualquer. É a segunda maior cidade do estado, e fica mais próxima de Fortaleza – 260 km -, do que de natal – 270. Fiz a ressalva porque existe uma rivalidade danada entre Natal e Mossoró, e sendo eu natalense... Mas o que interessa, nesta crônica, é a minha amiga. Pois bem, ela era funcionária do Banco do Brasil e trabalhava em uma agência aqui, em Florianópolis. O fato que vou relatar se passou há uns quinze anos.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Vasco 0X0 Adversários

          O Vasco da Gama está eliminado do Campeonato carioca de 2010. E, venhamos e convenhamos, não poderia ter sido diferente. No primeiro tempo do embate o time cruzmaltino teve 65% de posse de bola. Uma superioridade homérica. A sorte dos rubronegros era que o campeão da Série B de 2009 tinha um calcanhar de Aquiles – a zaga. E quando falo em zaga não me refiro ao sistema defensivo; não. Estou falando, mais precisamente, de Tite. Não quero faltar com respeito ao rapaz, mas ele precisa melhorar muito. Thiago Martinelli até que joga bem, todavia pode aprender a marcar o atacante ao invés de ficar olhando a bola. Entretanto a sorte maior da equipe dirigida por Andrade foi o destino previamente traçado do clássico.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

É mole ou quer milho?

          Quem nunca ouviu a frase “o cliente é o rei, é ele quem manda”? É, simpatia, quem ouviu, ouviu, quem não ouviu não ouvirá mais. Tudo bem, vai que você ainda ouça. Mas será uma falácia. Espera aí - você pode estar dizendo -, antes já não era um papo para engabelar o cliente? Não, não era. Era moda. E a moda, você sabe, pega. E pegou. O foco era o cliente, o cara que estava pagando. Funcionários eram treinados para auxiliá-lo. Foi uma onda que se espalhou pelas empresas brasileiras. E como toda onda, vem e volta. O único lugar onde ela permaneceu foi no camelô. Pode ir conferir, se quer voltar à majestade. Nos demais estabelecimentos a coisa voltou ao normal. O cliente é tratado – com raras exceções – como se fosse um reles súdito. Sabes o porquê?

quinta-feira, 8 de abril de 2010

É uma questão de estética, Gilead

- Fala com aquele menino dentuço; ele sabe o que houve.
- Mas o narigudo também presenciou a briga; ele viu quem começou.
- Então pergunte para a professora, aquela do cabelo grisalho.

          Casos da infância, que não voltam mais. Ótimo, saber que não voltarei a ser um menino sambudo. Péssimo saber que os casos também não darão mais o ar da graça. Talvez, pra ser sincero, ainda retorne em algum colégio de pequenas cidades interioranas. Mas serão tão raros que, provavelmente, serão transformados em espetáculos de programas sensacionalistas. Calma, simpatia, não me refiro a arengas entre crianças no pátio da escola; isso não acabará nunca. Muito menos a professoras amadurecidas pelo tempo; sempre haverá uma ou outra tiazona. Também não me reporto à mania que alguns pirralhos têm de apelidar os colegas. Oxalá fosse. Mas não é.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Professores britânicos podem usar a força contra alunos

          O Secretário de Estado para as Crianças, Escolas e Famílias britânico, Ed Balls, deu uma notícia que agradou, e bastante, os professores súditos da rainha. O comunicado foi feito domingo, 05/03, durante a conferência anual da NASUWT – Sindicato dos professores do Reino Unido. “Os professores devem utilizar a força física para retirar as crianças rebeldes (da sala de aula) e terão, para isso, uma formação em técnicas de imobilização”, disse Balls. Segundo ele os professores terão todo apoio por parte do Estado para disciplinar alunos violentos. Mas será preciso avisar a direção da escola sempre que fizerem isto. É, vivente, não pense que o aluno inglês vai bater no professor e ficar “por isso mesmo”. É interessante a maneira que o sindicato viu a proposta do governo. Entendeu que os professores precisam ter a integridade física preservada, e que do jeito que estava – apanhando de estudantes – não conseguiam educar. E aqui no Brasil?

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Padres pedófilos

          Os noticiários da Rede Globo estão cada vez mais apinhados de informações importantes. Tanto é que a emissora não conseguiu abordar, ontem, um crime que grassa o planeta e destrói famílias, inclusive no Brasil: a pedofilia praticada por padres católicos. Sim, porque só quem tem muita notícia para dar, deixa passar em branco algo tão gritante, e de tanto interesse do público. E a globo emudeceu. Como tenho percebido que a emissora costuma facultar longo tempo a reportagens envolvendo religiosos, achei que o Fantástico bombardearia o clero romano. Um maldoso pode dizer que, se os crimes de pedofilia envolvessem pastores evangélicos, o programa de domingo à noite da emissora disponibilizaria dois blocos; com direito a trilha sonora de filme de terror. Quero crer que não foi isso. Prefiro acreditar que faltou tempo.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Buscando uma canção

Eu olho para o céu
Procuro uma canção
Que cante o amor
Que ao coração do homem fale de perdão.

Olhando em minha volta vejo o desamor
Desonestidade, falta de pudor
Solidão, tristeza, incompreensão
Falta um amigo, falta um irmão.
Mesmo assim, sigo meu caminho
Não desisto, não
Sei que ainda existe gente a estender a mão
Alguém que tem valores dentro do coração
Que faz o sol brilhar
Em forma de canção.

quarta-feira, 31 de março de 2010

O Brasil está livre da injustiça

          Gente do céu, depois do julgamento do Caso Isabela, eu acho que a impunidade foi varrida desse país. Escafedeu-se, picou a mula, virou gás, deitou o cabelo e foi morar, de vez, em um lugar bem distante do paraíso verde e amarelo. Claro, quando vi – pasme jacaré – homens e mulheres na porta do fórum onde se passava o julgamento dos Nardonis, em plana madrugada de sábado, cheguei a conclusão que a coisa era séria: o Brasil nunca mais será o mesmo.

terça-feira, 30 de março de 2010

Anúncio de jornal

Olha a pipoca! Olha a pipoca!
É barata e espanta a fome.
Olha a cachaça! Olha a cachaça! Um trago pra cada homem.
Olha o repórter! Olha o repórter!Cala a boca ou muda o nome.

- Não calo!
- Vai calar sim!
- Vou falar!
- Ah, não vai não!
- Vou gritar!
- Cerro teus lábios!
- E se eu me dobrar?
- Tens o pão.
- Mas, preciso de holofotes!
- Corta essa; és mais um João.

Tô comprando jornalista,
Cada um diga sua valia.
De ante mão já aviso,
Pago pouco, uma ninharia.
Mas prometo uma mordaça,
Dois tapa-olhos e uma guia.

Se eu não achar jornalista,
Me contento com fantoche.
Me custa uma mixaria,
Faz o que eu mando, num trote.
O mercado tá em baixa,
Cinquenta pila no lote.

Ponte Hercílio Luz vista por baixo

Você sabe como é, por baixo, a ponte Hercílio Luz, cartão postal de Florianópolis?












segunda-feira, 29 de março de 2010

Maldita agulha

Estou revoltado. Acabei de ser submetido a torturas físicas. Tudo bem, exagerei um pouco; digamos que foi uma tortura limitada a região bucal. Calma, calma! Tive um dente obturado. Ué, não é pra ficar indignado? Ontem vi uma reportagem mostrando que o homem já é capaz de ler o pensamento! Pois então!? Cria uma máquina para ler pensamentos, mas não é capaz de fazer com que nos sentemos na cadeira do dentista sem sentir frio na barriga! Agulha desgraçada!






sexta-feira, 26 de março de 2010

Me engana que eu gosto

          Estava este escriba fazendo um lanche, hoje, em um supermercado daqui, de Florianópolis, quando percebeu, ao lado dele, uma senhora acompanhada do pequeno herdeiro. O piá não tinha mais que sete anos e pesava não menos que sessenta quilos. Comia alucinadamente. Mordia com avidez os salgadinhos que recebia da mãe; não sem antes lambuzar a iguaria com ketchup e maionese. E repetia a melaceira cada vez que dava uma bocada na guloseima. Foi quando a mãe, sempre a mãe, ofereceu-lhe um chocolate para ele tomar. A resposta do guri foi muito inteligente, mas soou como uma desculpa esfarrapada, ou inocente:
- Não; chocolate engorda. Eu quero é ficar forte.
Hum, sei... Engorda.

quinta-feira, 25 de março de 2010

O kit do brasileiro

          Como você sabe, neste blog só coloco conteúdo produzido por mim, seja texto, foto ou vídeo. Mas recebi, hoje, um email que vou reproduzir para depois comentar.

KIT DO BRASILEIRO:

*Vai transar?*
O governo dá camisinha.

*Já transou?*
O governo dá a pílula do dia seguinte.

*Teve filho?*
O governo dá o Bolsa Família.
 

*Tá desempregado?*
O governo dá Bolsa Desemprego.

*Vai prestar vestibular?*
O governo dá o Bolsa Cota.

*Não tem terra?*
O governo dá o Bolsa Invasão e ainda te aposenta.
 

*RESOLVEU VIRAR BANDIDO E FOI PRESO?*
a partir de 1º/1/2010 O GOVERNO DÁ O AUXÍLIO RECLUSÃO?

*esse é novo* >> Todo presidiário com filhos tem direito a uma bolsa que, é de R$798,30 "por filho" para sustentar a família, já que o coitadinho não pode trabalhar para sustentar os filhos por estar preso. Não acredita? Confira no site da Previdência Social.

*Mas experimenta estudar e andar na linha pra ver o que é que te acontece!* 

"Trabalhe duro, pois milhões de pessoas que vivem do Fome-Zero e do Bolsa-Família,  sem trabalhar, dependem de você"
Se vc é brasileiro passe adiante.


         Juro por Deus, quem me enviou esta pérola foi uma jornalista, daqui de Florianópolis. Como você leu, ao término do texto o escrevinhador lança um desafio para quem recebe: passar a mensagem adiante. Quero crer que a moça fez isso sem ler o conteúdo, mas duvido muito. O certo é que, em ano eleitoral, esse tipo de panfleto costuma invadir nossas caixas de emails. Mas vamos combinar, a pessoa que deu cria a essa confusão de letras e ideias é muito mal intencionada, ou então, é um poço de ignorância. Quando ela fala em governo, remete automaticamente ao atual comando da nação – Lula, em suma. É exatamente aí que ela assina o próprio atestado de insensatez política e histórica.

 Analisemos alguns elementos do Kit:

Seguro desemprego: Foi instituído em 1986.
Auxílio reclusão: Criado em 1991 – ela diz que é novo.
Bolsa invasão: Talvez ela esteja se referindo a reforma agrária, iniciada no Brasil em 1964 e ansiada pela grande maioria da população. Só quem é contra é o grande latifundiário – acho que é o caso do redator em questão.
Bolsa cota: De fato, criada no atual governo com o intuito de levar o menos favorecido à universidade. É uma medida polêmica, não tenho dúvida. Mas há argumentos fortes, tanto contra como a favor.
Fome Zero: Projeto que está sendo visto com bons olhos pelos principais chefes de governos do mundo.

Eu pergunto: a quem interessa a divulgação dessas asneiras? Que me desculpe os quadrúpedes.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Vou virar bandido; porque agora eu sou apenas um viciado!

Entrevista com um viciado em crack encaminhado ao presídio de São Pedro de Alcântara (grande Florianópolis) depois de ter ficado três meses preso na Central de Polícia da Capital.

1-Por que você foi preso?
Eu fui pego com 12 pedras de crak.

2-Você, então, é traficante?
Não eu sou usuário; as pedras eram para consumo próprio.

terça-feira, 23 de março de 2010

Imbituba é o campeão catarinense de 2010

          O Imbituba é o campeão catarinense de 2010. Ninguém me contou; eu assisti – ao vivo – a festa da conquista. E para você, que não está por dentro do campeonato de futebol Barriga-verde, posso te dar os detalhes do título. Foi domingo passado. O embate realizou-se na cidade de Imbituba, onde o time da casa enfrentou o campeão estadual de 2009. Vai dizer que não sabe quem conquistou o caneco no ano passado?! O time do Guga, jacundá. Digo “time do Guga” porque foi assim que o Avaí ficou conhecido fora de Santa Catarina; pelo menos até o ano passado, quando jogou pela primeira vez na divisão de elite do Brasil. E não venha me dizer que em mil novecentos e antigamente a equipe florianopolitana já esteve na vitrine da CBF. Isso foi no tempo em que Legião Urbana ainda era rural. À época, até o time da minha rua foi convidado para participar do brasileiro. Eu teria que ser muito ignorante, se quisesse defender um passado glamoroso do selecionado azul e branco. Voltemos à peleia.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Chegou mais meio!

Que o Brasil é o país do futebol, embora não o tenha inventado, ninguém duvida. Que todo brasileiro adora uma partidinha do esporte que consagrou Diego Maradona, quase ninguém duvida. Que eu bato uma bola redondinha, todo mundo duvida. Mas digo de antemão: duvida porque nunca viu minha canhota em efervescência. Quero alertar, por sinal, que estou regressando aos gramados. Aproveito para sugerir aos comentaristas esportivos de Floripa que apareçam na AABB de Coqueiros nesta semana. Não esqueça, gente honesta, que ao escrever “comentaristas esportivos” refiro-me aos jornalistas que dão opinião sobre futebol. E estes carecem de acompanhar minha volta às quatro linhas, que ocorrerá hoje. Quase que eu escrevia “acontecerá hoje”, mas como aprendi que o que tem data e hora marcada não acontece, usei a palavra “ocorrerá”. Pois então, depois de dois meses entregue ao departamento médico, fui liberado pelo meu fisioterapeuta, Rodrigo, para uma partidinha leve.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Fala sério, Valério

          Ontem à noite fui jantar em um restaurante na Avenida Beira-Mar, aqui em Floripa. O estabelecimento estava lotado. Percebi que pairava uma euforia sobre – pasme, brasiliano - quase todas as mesas. As pessoas estavam agitadas, os olhos querendo saltar das órbitas que, aquelas alturas, eram grilhões aprisionando a busca por algo sobre-humano. O zum-zum-zum era intenso. A comida nas mesas era algo de somenos importância. Os presentes estavam tão extasiados que não notariam, tenho certeza, se o Homem Aranha adentrasse o recinto para resolver uma desavença com o chefe dos garçons. Se Paulo Maluf chegasse, não levaria uma mísera vaia! Pra ser sincero, acho que até José Sarney passaria despercebido no ambiente. A não ser que ele se posicionasse entre as pessoas e a parede. Aí alguém, não tenho dúvidas, diria: “ô, de bigode, sai da frente da televisão que eu quero ver o Big Brother”.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Zenete, querida, pega leve

         Encontrava-se vosso escriba – eu, no caso - dirigindo pela BR-282, acesso a Florianópolis, quando foi ultrapassado por um caminhão-baú. O monstrengo fez a ultrapassagem e seguiu pela faixa da esquerda passando por tudo e por todos. Fiquei prestando atenção naquele Nigel Mansell versão verde e amarela e percebi que o bonitão começou a ziguezaguear feito cobra na areia quente. Ele balançava de um lado para o outro como se fosse jogar o trambolho motorizado para cima do veículo ao lado. Ninguém sabia o que o mequetrefe intencionava. A fila da direita estava coesa, com os carros quase colados uns nos outros. Só então percebi uma saída para a marginal. Os motoristas que estavam na minha frente frearam bruscamente e o maledeto deu uma guinada para a direita. O desmiolado fez uma mágica no asfalto e conseguiu sair da BR, acessando a via lateral. Dei uma última olhada no baú e li: Zenete.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Eles sabem tudo de Big brother

         Um dia desses eu estava conversando com alguns colegas - moças e rapazes -, quando a prosa rumou para o lado do Big Brother. Meu Deus! Como diz a gurizada: fiquei de cara! Eles falavam a respeito dos personagens do reality show como se fossem velhos amigos. Sabiam “tudo” sobre a personalidade dos quase-famosos. Discutiam com vívido prazer a respeito de tudo que concernia aos globais. Eu, semi-analfabeto em besteirol, averso a futilidades e repulsivo quanto aos esgotos advindos da televisão, caí fora. Depois fiquei pensando: será que esses meus amigos conhecem os próprios pais tanto quanto conhecem os famosos? Tomara que sim, mas creio que não.

terça-feira, 16 de março de 2010

Um tapinha não dói

         “Um tapinha não dói, um tapinha não dói”. Qual o brasileiro que, querendo ou não, deixou de escutar esse clássico da música erudita? E então, gente boa, um tapinha dói, ou não dói? A começar pela construção da frase, dói. Óbvio, não é “um tapinha”, e sim, uma tapinha. Levando em conta a letra da canção, até que essa é a parte menos doída. Entretanto, doendo ou não, concordando ou não, quase todos nós ouvimos. Mais do que escutar, nós aceitamos o que foi cantado. Na semana passada um jogador de futebol saiu na tapa com a namorada na frente dos amigos. No outro dia a imprensa, de modo geral, caiu de pau no atleta estapeador. Um dos amigos resolveu defendê-lo e argumentou que “todo mundo” já deu uns tabefes na mulher. Ah, os boleiros, aqui lembrados, pertencem ao clube de Regatas Flamengo.

         Domingo passado uma emissora de televisão brasileira divulgou imagens de uma baile na favela da Chatuba, no Rio de Janeiro. No meio da muvuca alguns traficantes exibiam armas de fogo e protegiam um jogador de futebol. O boleiro também joga no Flamengo. Ao ser entrevistado, dias depois, o boêmio achou natural o que fizera. E mais, declarou que não foi um ato isolado, mas costumeiro. Ou seja, andar ladeado por criminosos não é nada demais.

         Primeiro um bate na namorada, depois outro aparece com bandidos. E a vida segue, como se o homem já estivesse totalmente bestializado. Como se nós não estranhássemos mais nada. Como se os valores morais e o respeito ao próximo fossem coisas do passado. É, boa vida, vendo desse modo, um tapinha, de fato, não dói.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Desculpa aí

         Quando pequeno ouvi uma pessoa, irritada, dizer: “Depois que inventaram desculpa, nunca mais alguém perdeu os dentes”. Apesar da tenra idade, à época, refleti sobre o que escutara e guardo até hoje a assertiva. Uma vez, jogando futebol, um colega falou um monte de bobagens que eram perfeitamente desnecessárias. Vale salientar que as bobagens nem sempre são supérfluas; às vezes são totalmente oportunas. Depois que o zangado percebeu o erro cometido, dirigiu-se a mim e, estendendo a mão, ordenou-me: “Desculpe”. Eu fiquei quieto, pois entendi que ele estava dando uma ordem, quando a situação exigia, da parte dele, um pedido. O cidadão notou que a entonação que usara não era das mais propícias e consertou: “Eu estou pedindo, desculpa”. Aí sim, estirei o braço e apertei-lhe a mão concedendo desculpa. Mas nem sempre as coisas são assim.
          

sexta-feira, 12 de março de 2010

Olha a bateria aí, gente!

         Estão de brincadeira com a Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Primeiro, conforme já publiquei neste modesto espaço, alguém apresentou um projeto de lei concedendo aumento de até nove mil reais para alguns servidores. Gente do céu, quando os deputados descobriram já era tarde demais! Votaram sem saber e deu o maior bafafá. Coitados, foram ludibriados por um ser não identificado que frequenta, na surdina, a casa onde as leis catarinenses são criadas. Tudo bem, tudo bem, depois que um dedo duro delatou o caso, os parlamentares revogaram a lei. Mas aí, os privilegiados já haviam embolsado dois meses de salários polpudos. E ficou por isso mesmo, afinal, não foi culpa dos deputados. A culpa foi do criminoso anônimo que entregou um projeto desconhecido para que os ingênuos deputados aprovassem. Entretanto o ser misterioso voltou a atacar.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Médicos, pacientes e vítimas

         Todos nós temos direito a saúde. Todos nós temos direito a um atendimento médico de qualidade. E quando digo nós, leitor, refiro-me aos mais de 190 milhões de brasileiros que moram, abrigam-se e se escondem pelos mais diferentes rincões de nossa pátria – amada e idolatrada. Dentro da minha ignorância médica, mas do alto de meu altruísmo não posso emudecer frente ao debate que assisti, ontem , no programa Conversas Cruzadas da TV COM/SC. A discussão girou em torno do Ato Médico – Projeto de Lei que limita aos médicos algumas ações que, hoje em dia, estão sendo feitas, também, por profissionais de áreas afins. Ora, ora, caríssimo, o que os médicos exigem é ter a exclusividade no atendimento ao paciente. Muito bem; se é isso...

quarta-feira, 10 de março de 2010

Só de pensar eu lacrimejo

          Você, assim como eu, que é chegado a uma leitura, deve ter pulado de contentamento quando soube que haveria uma reforma ortográfica no idioma que consagrou Machado de Assis. Confessa, vai. Agora, que ninguém nos escute, nós pensamos que a mudança iria facilitar nossa vidinha, não pensamos? Encosta o teu ouvido aqui pertinho que vou te contar um segredo: a primeira coisa que imaginei, quando soube da reforma, foi que aquelas regras de acentuação – que maltratavam meus neurônios no tempo de escola – iriam para o espaço. Por favor, não espalha, mas a verdade é que fiquei frustrado. O quê, você também ficou!? Pra ser sincero, considero que a reforma complicou mais a minha vida. Exagerei; não complicou a minha vida – digamos que dificultou meus momentos de Euclides da Cunha.

PM é mau exemplo em Florianópolis

         Vamos continuar falando sobre trânsito em Floripa? Quando criança eu tinha em mente qual carreira abraçaria quando me tornasse adulto. Se alguém perguntava o que eu queria ser quando crescesse, eu logo respondia: policial. É bem verdade que desisti, e cedo, do nobre ofício; mas de uns dias para cá ando meio arrependido. Como disse ontem,  locomover-se pelas ruas da cidade está cada dia mais difícil. É aí que meus sonhos de infância me atormentam. Enquanto os motoristas peleiam para estacionar seus possantes, policiais militares provam que estão acima da lei. Em plena Praça da Figueira (Praça XV), ao lado de um posto de polícia, tem um estacionamento reservado para motos. Pois não é que os policiais chegam com os autos deles – particulares – e estacionam lá!? Na cara dura. Cheguei a mostrar os veículos para um guarda municipal, mas ele disse que não podia fazer nada. Apesar de se encontrar a 50 metros dos automóveis o guarda avisou-me que – pasmem -  não podia sair do posto onde estava.

Tente, amigo, estacionar neste local para ver a multa que levará!
É mole ou quer milho?

terça-feira, 9 de março de 2010

Assim é que se estaciona!

          Estive, na semana passada, entrevistando o Diretor Presidente do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF), Átila Rocha dos Santos. Conversamos sobre o futuro da cidade, que, para ele, só terá os problemas de mobilidade urbana resolvido se implementar um Plano Diretor Participativo (PDP). Em breve postarei uma parte da entrevista. Quem anda no centro da cidade – a pé, motorizado ou de bicicleta – sabe que não é tarefa das mais fáceis. As calçadas não têm continuidade e apresentam buracos, os motoristas não respeitam a faixa de pedestre, as ruas são estreitas. Todavia, amizade, não podemos esquecer que nós, cidadãos, também relaxamos em nossos deveres. A prefeitura está tomando providências, a partir do PDP que está lançando ainda este mês, para melhorar a situação – tá fazendo a parte dela. Agora veja só o que alguns motoristas fazem pelas vias da Capital:

 
 
 
Tô trabalhando, meu amigo... Calma!

Não enche o saco, rapaz! Tô tentando estacionar, não tá vendo? Imbecil.

 
Quem teve a brilhante ideia de criar estacionamento aqui?

 É mole ou quer milho?

segunda-feira, 8 de março de 2010

Uma toalha, pelo amor de Deus!

          Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, vou relatar o diálogo que ouvi hoje cedo. Na verdade eu peguei o bonde no meio do caminho e o que escutei foi:

- Essas empregadas são folgadas.

- Ah, são. Eu não agüento mais a minha.
 
- Eu não dou moleza, não. E a senhora tem que entender que a sua relação com ela tem que ser a de patrão e empregado. Nada de intimidades. A senhora paga e ela trabalha; é assim que tem que ser.

- Pois é. Veja só o que a minha anda fazendo: eu tenho umas toalhas lá em casa que são novas. Pois ela toma banho e se enxuga com elas. Ora, nem eu, que sou dona, uso, ela vai usar! É um desaforo.
 
- Faça o seguinte, cada vez que ela usar uma toalha nova a senhora manda ela levar pra casa e cobre dela uma toalha nova. Quero ver se ela vai fazer outra vez. Eu fiz isso. A minha empregada abria uma lata de pêssego e comia, parecia que estava na casa dela. Aí eu falei pra ela: antes de você comer alguma coisa, na minha casa, verifique o valor na etiqueta que eu vou cobrar. E cobrei! Nunca mais ela fez isso. Faça o mesmo.
 
- Só se eu fizer isso.
 
- Não dê moleza não.

          Nesse momento acabou minha seção de fisioterapia e tive que me retirar da sala. A dona das toalhas, que não as usava, não tinha menos que setenta anos. A conselheira beirava os quarenta e cinco. Fiquei com vontade de perguntar se elas pagavam todos os direitos que as “empregadas” tinham. Estava curioso para saber se as “mucamas” recebiam hora extra e outros benefícios. Mas, como hoje é o dia da mulher, fiquei bem quietinho. As escravas que me desculpem a covardia. agora, cá pra nós: quase oitenta anos e ainda guardando toalhas! Eu também teria usado, uma por uma. Prá lá, jacaré. Vai querer levar as toalhas pro inferno? Lá só tem fogo, os panos queimarão em um segundinho.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Teu amor

Procurei por tantos cantos o amor
Me iludi, lutei, mas, erro não faltou
Já cansado de viver na solidão
Você veio e me estendeu a sua mão.

Então eu quis
Quis o teu amor
Então eu vi
Que tudo mudou.

Teu olhar carinho logo transmitiu
Sensação de bem estar me invadiu
Desde então toda tristeza se mandou
Paz e amor a minha vida inundou.


Foi quando eu quis
Quis o teu amor
Foi quando eu vi
Que tudo mudou.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Terremoto em Taiwan

          Quando abri a página do Diário Catarinense de hoje deparei-me com a seguinte manchete: Terremoto em Taiwan destrói pelo menos cem escolas no país. Abaixo havia, e há, uma foto que não quer dizer muita coisa. Mas ao lado dela estava, e está, escrito:  Embora não haja notícias sobre mortes, danos materiais são grandes no país. Ora, amizade, fui tomado imediatamente por um pavor, eu diria até... um pânico. Depois li a matéria e confesso que fiquei, apenas, aterrorizado. Mentira, fiquei levemente irritado. Aos poucos fui ficando chateado e agora estou calminho, calminho. Como só escrevo quando estou desprovido de ira, neste instante passo a colocar a mão na massa – quero dizer, nas teclas.

terça-feira, 2 de março de 2010

Ligue, mas não se desligue

          Faça-se desgraça; e a desgraça se fez. Parece que tem gente que se alimenta da miséria alheia. É bem verdade que nós paramos para olhar um acidente, lemos sobre tragédias e assistimos telejornais sangrentos. Inconscientemente ficamos satisfeitos em saber que aquilo não está acontecendo conosco, é ou não é? O problema é quando não temos outra coisa a fazer senão nos deleitar-mos com o sofrimento do próximo. Falando nisso, você lembra do Haiti? Sabe onde fica? Conhece alguém que mora lá? Quantos noticiários você viu sobre o Haití, nos últimos dois dias?

segunda-feira, 1 de março de 2010

Caminhada à beira-mar

          Depois de vários finais de semana longe de Floripa, resolvemos ficar este na ilha. Pra ser sincero, ficamos devido ao aniversário do Lui. Ok, você não sabe quem é o Lui – e o filho de um casal amigo nosso. Mas o guri rende uma boa crônica! No entanto esta não é para ele. A verdade é que, estando em Florianópolis num sábado pela manhã, não me furto a uma caminhada pela beira-mar. Descemos do prédio e nos vemos frente à bela paisagem da orla marítima, um ingrediente a mais para o exercício aliado ao prazer. Não podemos deixar de fazer o alongamento preliminar – aquele puxa e repuxa das pernas e braços que todo fazedor de esportes conhece. Aí começo a perceber que uma despretensiosa marcha pode ser riquíssima em descoberta e constatações sobre o ser humano.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Orca, a baleia assassina!

          Imagine que nós, eu e você, estamos andando pelo centro da cidade onde moramos. Agora observe um objeto não identificado se aproximando em vôo rasante - um disco voador. Você é um ser humano da melhor espécie; eu, sem falsa modéstia, também sou. Você acena para os tripulantes da nave, eu faço o mesmo e acrescento um sorriso de bem-vindos. Eles sobrevoam nossas cabeças e ficamos empolgados. Pelo jeito os visitantes estão querendo amizade conosco. De repente, vuch! Uma rede de captura é lançada sobre nós e somos levados a bordo. Você, forte como é, luta braviamente para não entrar no veículo desconhecido. Eu, curioso por natureza, quero saber como são os viajantes planetários; mas não quero fazer parte da tripulação, vale salientar. Não tem jeito, uma força muito maior do que a nossa nos suga para o OVNI. Viagem interplanetária.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A erva e o porre

Droga se não fosse tão nociva não teria esse nome
Fruto da morte em papel de seda a fim de iludir o homem
Prometendo uma viagem para um mundo abstrato
Onde tudo é permitido
Onde quimera é fato.

Na realidade essa viagem
É uma volta pro passado
Onde você vai ser vendido
Numa arena como escravo
Escravo sim, escravo do vício
Escravo sim, escravo do vício.

Tanta gente vivendo iludida
Não sabe o risco que corre
Degrada a alma e corrompe o homem
Tanto a erva como o porre
Quando passa o efeito
A realidade aí está
Tua fulga foi frustrada
E o pesadelo volta já.

Na realidade essa viagem
É uma volta pro passado
Onde você vai ser vendido
Numa arena como escravo
Escravo sim, escravo do vício
Escravo sim, escravo do vício.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Inter é heróico e vence Emeleque

          “Heróica”. Foi assim que o apresentador do Bom Dia Brasil, Renato Machado, chamou a vitória do Internacional de Porto Alegre sobre o Emeleque do Equador. Desculpe-me, amizade, mas eu vi o segundo tempo do jogo inteiro e não percebi nada de heroísmo na partida. Respeito, e muito, o trabalho do âncora global, mas o cara exagerou. O inter jogou dentro de casa, não teve nem um jogador expulso e não foi prejudicado pelo árbitro; onde está o heroísmo? Renato tem 39 anos de profissão, foi correspondente internacional e cobriu várias guerras – inclusive no Golfo Pérsico. Mas afirmou, hoje, que o inter foi heróico, e este adjetivo não me largou depois que ouvi a manchete do apresentador.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Bateu, levou

          Domingo à tarde estou voltando para Florianópolis. De carro, venho pela BR-282. Na localidade de Santa Cruz da Figueira, município de Águas Mornas, resolvo abastecer o veículo e estaciono no posto de combustível às margens da rodovia. Após ser atendido pelo frentista dirijo-me ao escritório do estabelecimento para pagar a conta. Enquanto espero a minha vez de ser atendido pelo caixa, observo o cliente que está efetuando um pagamento. O homem tem aproximadamente 1,80m, uns 100 kg. Os cabelos são rareados e um pouco grisalhos. O bigode é farto e o semblante é taciturno. Um cigarro pende do canto da boca, aceso, diga-se de passagem. Apesar do ambiente servir, também, de restaurante, o cidadão pouco se importa se as baforadas estão incomodando alguém.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Joinvile é o campeão Catarinense do Primeiro Turno

          O Joinvile começou a ganhar o campeonato no dia 06 de junho de 1985. E foi em São Paulo. Naquele dia nasceu Ricardo de Souza Silva. Procure, bonitão, no elenco do Avaí, qual o jogador que nasceu em 06 de junho. Nenhum. Aí está o xis da questão. Ricardo de Souza Silva tem o sobrenome brasileiríssimo e, como você sabe, o Brasil é o país do futebol. Nesse caso Ricardo tinha tudo para ser jogador, e para jogar na equipe do norte do estado catarinense. Digo mais: ele foi predestinado- como foi o profeta Jeremias – a fazer o gol do título. Quero deixar claro que o bíblico citado foi destinado previamente ao vaticínio. Não vamos confundir as coisas. Futebol é uma caixinha de surpresa que precisa, e merece, ser levado a sério. Eu já sabia que o Joinvile seria campeão mesmo antes de começar o campeonato. O Sheid, meu cachorro, acredita que o técnico joinvilense, Sérgio Ramirez, deu um nó tático no comandante avaiano. Tudo bobagem, tudo mesmo. A verdade é que o JEC fez por merecer. Toda equipe está de parabéns. Já o Avaí, precisa levantar a cabeça e pensar no próximo compromisso, onde, com certeza, irá conquistar os três pontos. Ou não foi argumentos desse naipe que você ouviu depois da partida? Vamos ao jogo de ontem.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Trabalho escravo em Santa catarina

          Caro leitor, estou escrevendo para convidá-lo a participar de uma corrente. Calma, calma, não é aquele tipo de corrente chata onde você tem que repassar uma mensagem para trocentas pessoas. Não é isso. Se você, querido, está estressado, já deve ter dito: “então fala logo que corrente é essa”. Mas se és daqueles apressados, já estás querendo ir para a última frase do post, não é? Não precisa xingar. Quero fazer uma corrente de apoio aos deputados estaduais de Santa Catarina; probrezinhos. Esses homens e mulheres que dão o tempo, a saúde e o sangue pelos conterrâneos precisam de ajuda. O quê, tem uns que dão mais alguma coisa, além disso? Pura maledicência. Voltemos à corrente.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Deputados catarinenses; ignorantes ou descuidados?

          A manchete do Diário Catarinense de hoje, 18/02: “Sem saber, deputados aprovam gratificação para 37 servidores”. O “sem saber” gritou no meu escutador de jogo. As perguntas foram inevitáveis: os deputados não sabiam o que estavam assinando? Não saber, e assinar, evidencia que os legisladores são descuidados? Ou reflete ignorância e descaso com o erário? Ou são ingênuos? César Souza, líder do DEM, deu um chutão: “O projeto tinha uma linguagem técnica... os deputados votaram pela boa-fé”. Opa; ingenuidade? O petista Jailson Lima matou no peito e bateu em gol: “Eu estava ligado nos meus projetos”. Bola na arquibancada. Ignorância e descaso? 

 

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Farinha pouca, meu pirão primeiro

          Quero parabenizar dom Dimas Lara Barbosa. O cara merece. Permita-me, leitor, chamar dom Dimas de cara. Até porque ele é ninguém menos que o secretário-geral da Confederação dos Bispos do Brasil (CNBB). Perfumarias à parte, o religioso caneteou o abaixo-assinado dos bispos contra a restrição à exibição de símbolos religiosos, presente no 3º Programa de Direitos Humanos. Justificando a posição assumida o clérigo ponderou: “Há um secularismo danoso que quer apagar a religião da vida das pessoas”. Que legal a atitude do sacerdote. Evidente que um homem letrado e inteligente, como ele é, não acha que o termo religião limita-se ao catolicismo; ou acha? Não; teria que ser muito ignaro, e isso ele não é. Ou teria, também, que ser muito sectário; claro que o batinado também não é. Ou, em última instância, ser preconceituoso; duvido que ele seja.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Você fede ou é cheiroso?

          Em 1998 o delegado Protógenes Queiroz - aquele que prendeu o banqueiro Daniel Dantas -  foi para o Acre. Quando chegou lá, deparou-se com uma tenebrosa realidade: "Autoridades ligadas ao narcotráfico. Rio Branco tinha 980 pontos de distribuição de cocaína. Uma coisa assustadora. Polícia Militar, civil, Ministério Público, Justiça estadual, prefeitura, governador, Assembléia, Câmara Municipal. Um juiz com ponto de drogas, desembargador viciado". Meu povo, aonde vamos parar? Olhe que quem fala isso conhece, como pouquíssimos, os quartos escuros dos donos do Brasil.  A pergunta que não quer calar é: esse câncer é exclusividade acreana?

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Futebol para quem entende

          No último domingo eu estava assistindo o programa esportivo da TVCOM, aqui de floripa. Em determinado momento foram mostradas imagens de Robinho comemorando o gol que fez no jogo Santos e São Paulo. Quando o jogador Marquinhos, ex-Avaí, apareceu vestindo o colete amarelo - de quem está no banco - virou atração no debate. Os apresentadores do programa não estavam informado sobre o jogo, nem se Marquinhos tinha jogado. Um deles, comentarista da RBS, chegou a dizer que Marquinhos não jogara. Outro, disse que o atleta tinha sido substituído no decorrer da partida. Foi quando o analista de futebol da filial da Globo - pasmem peladeiros - afirmou que, se marquinho estava no banco de reservas era porque não havia jogado. E completou o raciocínio esbanjando conhecimento futebolísticos. Segundo ele, um jogador, substituído não pode permanecer no banco de reservas. É mole ou quer mais!?

          Achei absurdo o desconhecimento das regras do futebol, por parte de um comentarista da RBS TV. Mas, pensando bem, não é pelo fato de ser comentarista que o cidadão precisa saber todas, eu disse todas, dezessete regras do esporte bretão, bem como suas variantes.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Pênalti com paradinha

          Domingo, no jogo Santos e São Paulo, Neimar, atacante do Santos, bateu um pênalti com direito a paradinha. Rogério Ceni, goleiro sao-paulino, achou ruim. Mais uma vez a polêmica parada, na hora da cobrança, foi assunto em tudo que roda de amigos. Na minha opinião a tal "paradinha" não deve ser proibida. Pra dizer a verdade acho que é para permitir paradinha, estacionadinha e até direito a água de côco. Amigão, você sabe o que o torcedor vai ver em um campo de futebol? Se respondeu, pancadaria, eu te denuncio à polícia. Pois então, ninguém, em sã consciência, paga um ingresso pra ver jogador fazendo falta no adversário. E quando a infração é dentro da área, na hora em que o avante vai fazer o gol?

          Dileto, o momento máximo do futebol é o gol. Nenhum troglodita deveria impedir esse instante, mas, já que tentam fazê-lo, merecem a punição suprema. quando eu digo, impedir, eu me refiro às vias ilegais. O goleiro, na hora do pênalti, deveria ficar de costas para o batedor, de mãos amarradas e com uma venda nos olhos. Lógico, para não pegar. Não, não quero que o arqueiro se ferre; quero que o gol aconteça. Já pensei que o certo era a cobrança ser feita sem a incômoda presença do camisa um, mas aí já seria meio axagerado. Caríssimo, eu assisto futebol pra ver gol. Fico indignado quando um caneludo faz pênalti. Ou você trocaria um gol por uma cobrança de penalidade? Portanto, eu quero é gol.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Ai que inveja! (Continuação)

          Pois bem, voltemos à “marvada” inveja. Ontem eu cheguei em casa e liguei a televisão em um canal de esporte. Tudo bem, eu digo qual: ESPN. Mas não insista,ocultarei o nome do programa. Apenas, era sobre esporte. E, venhamos e convenhamos, a televisão brasileira confunde programa esportivo com programa sobre futebol. Os apresentadores estavam falando sobre Robinho. A volta dele ao Santos. E aí mostraram umas imagens do jogador na Europa, dirigindo uma potentíssima Lamborguinni. Enquanto isso, o âncora ia discorrendo sobre o carro, o motor, o luxo e o preço. Aos poucos sua voz foi ficando sem entusiasmo, arrastada, gelada, magra. Eu, que estava lendo e assistindo ao mesmo tempo, fiquei curioso com a entonação do homem. Quando ele reapareceu na tela estava com uma expressão que é difícil descrever. O companheiro de profissão embarcara no mesmo barco, o da inveja. Filho de Deus, era de chorar em alemão! Eles ficaram trocando ranços acerca do salário do atleta. Dava pena vê-los tão triste. Se tem uma coisa que a inveja não sabe fazer, é teatro. Neste caso o melhor é agir como Gilberto Freyre, e admitir que sente inveja. Sem culpa. A culpa é outro sentimento que já devia ter sido queimada nas fogueiras da idade média. Mas o assunto, aqui, é inveja.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Ai que inveja!

          A inveja não é fácil. Não é fácil de não sentir, não é fácil de esconder e não é fácil de ser admitida. Só pra nós dois: como está o teu invejômetro? Vai dizer que não tem um! Pois então vou te dar um conselho: vá até a loja de R$ 1,99 mais próxima e compre o seu. É exatamente o que leu. Adquira depressa seu invejômetro. Não adianta controlar seu peso; não adianta controlar sua conta bancária; não adianta controlar seu parceiro. Aliás, não adianta controlar um monte de coisas e descuidar da inveja. Ela vai acabar contigo, na primeira oportunidade que tiver. Como disse Drummond: “e agora, José”?

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

A televisão me deixou burro? Cuidado, senão te dou um coice

         Sei que aqui não é um confessionário, mas quero confessar uma coisa para você: criticar é muito fácil; e como criticamos! Eu mesmo sou extremamente crítico. Você também deve dar suas cutucadas em alguém, é ou não é? Tudo bem, não é nenhum pecado criticar. Mas quando a crítica é infundada, malvada ou fruto da ignorância, o buraco é mais embaixo. Falo isso devido aos constantes comentários que ouço a respeito da televisão. Gente do céu, precisamos entender o papel de cada pessoa, cada entidade e, inclusive, cada veículo de comunicação na sociedade. É esta a ferida que vou tocar.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Mãos ao alto!

          Cada dia me convenço que é preciso ser esperto, para ganhar dinheiro. Mas também fico persuadido a crer que o esperto, para ter sucesso, carece de um trouxa que lhe facilite a tarefa. Muitos empresários acreditam piamente que as pessoas, de um modo geral, são palermas fáceis de serem surrupiadas. E, venhamos e convenhamos, a prática mostra que os tais empresários têm razão. Assim sendo, muitos comerciantes "honrados" acham ótimas, e facílimas, maneiras de encher o bolso. Ilustrando, conto pra você, leitor, o que vi e vivi no estacionamento de um shopping de Florianópolis.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Artilheiro, não!

          Ontem à noite eu estava assistindo aos gols do Fantástico quando o apresentador, Tadeu Schimidt, reclamou da forma como os artilheiros da rodada comemoraram os gols que fizeram. De acordo com Tadeu, os goleadores, ao festejar, faziam gestos semelhantes aos de quem empunha um revólver. O apresentador criticou veementemente. Na hora eu pensei: se ele chama o cara de "artilheiro" o jogador tem todo o direito de fazer o criticado gesto. Afinal de contas o termo, arilheiro, é empregado para designar o militar responsável por manusear armas de fogo. Sendo assim, se alguns jornalistas acham que o gesto dos jogadores incitam à violência, que eles - os jornalistas - arrangem outro adjetivo para qualificar quem faz o gol.

41 anos do AI-6

          41 anos se passaram. No dia primeiro de fevereiro de 1969 o, então, presidente Costa e Silva editou o AI-6. Tratava-se de uma medida do governo militar para reduzir o número de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de 16 para 11. A redução perdura até hoje. O ato também desautorizava o STF de julgar crimes contra a segurança nacional. É a ditadura, firme e forte. Não, não, era a ditadura, firme e forte. Não, não, não; a ditadura está mais firme, e mais forte do que nunca. Não sou de copiar frases de outras pessoas; caso fosse eu faria como o presidente Lula e diria: nunca antes, na história desse país, a ditadura foi tão firme e tão forte. Ah, eu estou equivocado?

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Um homemde coração mau

- Não, você não tem um coração bom; você tem um coração mau.
- Como mau, se eu deixei pra lá?
- Exatamente por isso. Se o seu coração fosse bom você não teria deixado, pra lá.
- Como assim?

O diálogo acima foi parte de uma conversa que tive com um cidadão no final de 2009; bem no finalzinho. No apagar das luzes, como diria o locutor de outrora. E vou explicar pra você, leitor, o que aconteceu. De coração, paisano, não pretendo que concordes comigo. O intuito, hoje, é levantar uma discussão. Faça um comentário, ao final, não permita que eu fique enjaulado na minha própria ignorância, caso percebas que estou equivocado. Agora, vamos ao que interessa.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

O cartório e o prego. Ou será o cartório prego?

- Ai, alguma coisa furou meu joelho.
- O que pode ter sido?
- Acho que foi um prego.
- Mas como, um prego? Aí não tem prego.
- Foi um prego, sim, inclusive está sangrando; pouco, mas está. Deixa eu me abaixar aqui pra ver o que foi. Realmente, tem vários pregos enferrujados sob o balcão de atendimento.
- Mas eu nunca vi! Então foram deixados durante a reforma.
- E quando foi a reforma?
- Em 2000.
- E durante todo esse tempo você não viu os pregos sob o balcão no qual trabalha?

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Nem tudo que reluz é ouro

         Olha o título da matéria que li, há pouco, no clicrbs: “Maconha é encontrada dentro de papel higiênico no Presídio de Blumenau”. Como dizia o narrador de futebol, Sílvio Luiz: “pelas barbas do profeta”. Isso é o que eu chamo de incrível. Merece, realmente, um título. Um supertítulo, eu diria. O autor da chamada procura atrair a atenção do leitor com algo que deveria, eu disse deveria, ser interessante. Uma nova maneira de traficar, algo inusitado, que o leitor não sabia que existe. Entretanto, lendo a matéria completa, constatei o óbvio.


segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Cem noites de solidão

          Gerineldo, Arcádio e Aureliano; bando de chupins! Calma, calma, não estou me referindo aos personagens do segundo livro hispânico mais lido no mundo. Você, leitor, sabe a qual obra literária me refiro, não? Isso mesmo, Cem Anos de Solidão, do jornalista colombiano Gabriel García Márquez. Pois bem, os personagens que citei não são, nem de longe, os honoráveis habitantes de Macondo, a fictícia aldeia do Nobel de literatura. Quem são eles, então?

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O palavrão - Parte II

          Fiquei pensando, pensando, e quanto mais eu pensava mais certeza fui tendo: o palavrão, assim como a cerveja, dá status. Exatamente, teve uma época em que usar palavras de “baixo calão” era coisa para confrontadores da ordem social, fosse essa ordem uma beleza ou uma porcaria. O “nome feio” era símbolo, também, de falta de vocabulário. O cidadão não conhecia mais do que cinquenta palavras do idioma que consagrou José Saramago. Era imprescindível decorar umas três ou quatro bem vagabundas para poder xingar quem lhe incomodasse. Contudo, quarenta milhões de analfabetos é coisa do passado.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O palavrão - Parte I

          Ei, fila da puta, atende essa porra! Calma, calma. Não aderi, de vez, a pornofonia. Também era o que faltava, começar 2010 enchendo os teus ouvidos de impropérios. Por isso explico o motivo da religiosa frase inicial: eu estava em um determinado lugar passando o final de semana chuvoso. Desculpe-me, mas não direi onde. Porem dei a dica; estava chovendo. Verão com chuva,e muita, só pode ser em Florian... De repente ouvi o pedido supracitado. Se bem que isso não é mais um pedido. É uma ordem. Pois então, passado o susto e com os cabelos no devido lugar entendi do que se tratava.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

2010

Olá,
até o dia 18 de janeiro de 2010 eu terei dificuldades em fazer postagens. É que o modem que tenho não funciona em alguns lugares que estarei nesse período. Sempre que puder eu postarei algum material. A partir de 18 de janeiro voltarei com as postagens diárias.

E não esqueça: esperto é quem consegue atingir os objetivos com o menor esforço possível. Menor esforço dele, claro. E dentro da lei, vale salientar.

Que em 2010 você fique esperto.
Eu e o Sheid estaremos te esperando.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal, com muitas mentiras

          Minta, minta bastante para seu filho. Ele vai crescer e se tornar um adulto que não mente. Eu acho muito legal a forma que a graaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaande maioria dos pais educa seus pimpolhos. Uma coisa que me chama atenção é o dia de natal. As crianças, que estão em formação, escutam o tempo todo que Papai Noel vai trazer presentes. Que o bom velhinho está vindo do Pólo Norte com um saco cheio de brinquedos para dá-los aos pequeninos. E tem mais: vem num trenó puxado por renas que voam.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Licença para matar

           Guarde bem estes nomes: José Álvaro Machado, Adriana Lisboa e Rubens Spernau. O que fazem: o primeiro é advogado, a segunda é juíza e o terceiro é político. O que são: tire suas conclusões enquanto lê. O que une os três? Um assassinato. Um não; três. Isso mesmo. O senhor Rubens, ex-prefeito de Balneário Camboriú/SC, tem um filho: Lucas Spernau, 19 anos, estudante. Pois bem, o rapazola estava saindo de uma noitada em Camboriú a bordo de uma caminhonete e, em alta velocidade, bateu contra um taxi. O taxista e dois passageiros morreram. Uma quarta passageira está na UTI.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Hoje tem futebol? Tem, sim senhor!

Pelada de domingo é uma festa, no interior do Rio Grande do Norte.


           Baimba, Caçote, Ôi de Fusca, Nêgo Chimba e outros amigos estão reunidos para mais uma partida de futebol. Na verdade, não é mais uma. Hoje será a confraternização de fim de ano da patota. Uma mangueira frondosa serve de ponto de encontro para quem vai chegando. A maioria vem de bicicleta e a sombra da árvore é o estacionamento perfeito para as magrelas. Em Nízia Floresta, onde estou, tem um sol pra cada jogador, como dizem por aqui. Quem vem, só para assistir também recebe um. São 9h. Uma caminhada de cem metros é o suficiente para me avisar que é melhor ficar bem abrigado. Para quem não conhece, Nízia é uma cidade de  aproximadamente 22 mil habitantes, situada a 43 km de Natal, Rio Grande do Norte.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Natal; verdade ou mito?

          Nesta semana sobrevoei o sertão nordestino. A caatinga amarronzada, o sol impiedoso e a falta de chuva deixam claro: Papai Noel não esteve ali. Mesmo assim o telejornal insiste em mostrar que o bom velhinho está vivo e solto no planeta terra. O aparelho de tv apresenta ruas, distantes da seca, movimentadas pelo frenético vai e vem das pessoas. São homens e mulheres que gastam parte do salário, ou todo ele, comprando presentes para os parentes mais próximos. Estou me aproximando de Natal, capital do Rio Grande do Norte, e o Natal dos cristãos parece cada vez mais perto.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Sabrina Sato: Personalidade do Ano na TV

          Há dez anos a Editora Três premia os brasileiros do ano. Segundo o olho da Editora, óbvio. Pois bem, 2009 teve seus 16 laureados no último dia sete. Entre empresários, artistas e políticos uma sumidade me chamou atenção: Sabrina Sato. A “Japa” ganhou o troféu de apresentadora e personalidade do ano na televisão. Calma, tome um copo de água com açúcar. Relaxe, respire e conte até dez. Peço desculpas, leitor, por ter sido tão direto. Mas, cá entre nós, personalidade do ano... Sabrina Sato...

sábado, 12 de dezembro de 2009

Mário Cavalazzi, o matemático

  R$ 2.000.000,00 daria para comprar todo o estoque de panetones do governador do Distrito Federal



          Levei minha vida toda para descobrir que 43 é, aproximadamente, 60. Claro, vou processar todos os meus professores de matemática. Desde o primário. Todos. Não vou livrar a pele nem da “Tia Toinha”, minha professora da primeira série, no século passado. Eu estava assistindo ao debate (leia-se bate-boca) promovido pela TV COM entre o secretário de turismo da Prefeitura de Florianópolis, Mário Cavalazzi, e o vereador João Amim. O mediador da baixaria era Renato Igor, que educadamente tentou, mas sem sucesso, evitar que o ilustre secretário agredisse verbalmente o vereador.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Deus salve o meu Brasil

Uma poesia para o final de semana. Mas sem esquecer da crise política, que já virou banalidade. Acho que só apelando para a divindade.


Deus, salve o meu Brasil


Desigualdade social
Tantos com tanto e outros mal pra caramba.
Uma pá de políticos distantes da honestidade
São uns crápulas nocivos à sociedade.

E a reforma agrária que não sai
E o salário mínimo que não sobe mais
É um amontoado de pessoas
Que precisam de chão pra plantar
Um pedacinho de terra pra poder trabalhar
Desse jeito te pergunto: aonde vamos chegar
Com essa cambada de safado a nos sugar?

Deus, salve o meu Brasil
Tem piedade desse  povo sofrido e tão varonil
Nos liberta dessas ervas daninhas
Que não sabem o que é política
Que só pensam neles próprios
Deus, salve o meu Brasil.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Brasília diz não aos corruptos

       Parabéns brasilienses, vocês estão dando uma aula de consciência política  

          Brasília está fervendo. A revolta da população é visível. Da polícia também, só que essa está na contramão dos fatos. Ao invés de prender o “Papai Noel do Panetone”, ela resolveu agredir os cidadãos brasilienses. E, diga-se de passagem, a população da capital federal está de parabéns. Isso mesmo, não aceitou a postura dos seus governantes e foi às ruas exigindo mudanças imediatas. Agora me diga uma coisa, leitor: corrupção é prerrogativa do governador Arruda? No Estado onde moras, não tem corrupto? Sabe por que eu pergunto? Porque existe uma crença, disseminada pelo Brasil afora, de que em Brasília só tem corrupto. Ora, ora, amado mestre. A grandessíssima parte dos gatunos que se movem pelo Planalto central é enviada pela população dos demais Estados da Federação. Arruda é a ponta de um iceberg chamado “corrupção nacional”.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Chupim, o mascote do político

          Hoje eu vi o que é exploração. Estava olhando os pássaros, coisa que adoro fazer, quando percebi um filhote de chupim com o bico aberto em clara e manifesta reivindicação por comida. Ele pulava no gramado num frenesi louco, abria as assas, chorava – isso mesmo, parecia um bebê faminto – e exigia alimento. Olhei em volta procurando uma mamãe chupinha e não vi nenhuma. Eu escrevi, chupinha, porque não gosto de tratar ninguém, nem mesmo uma ave, pelo nome de outro. Aliás, já falei sobre isso quando fiz uma crônica sobre o sanhaçu. Para mim, se existe o chupim, a fêmea dele é a chupinha e caso encerrado. Mas vamos retornar à cena do neném chupim.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Um golpe contra a democracia

        Uma imprensa míope, preocupada apenas em vender, não sabe o que é notícia. Sabe somente o que é publicidade.


          Direto e reto: você já ouviu falar em Cunha Porã? Não, não é o nome de uma tribo. Se bem que, pelo que ocorreu no último domingo (06/12/09), parece que trata-se de uma tribo sem conciência política nenhuma. Cunha Porã é um município de Santa Catarina localizado a pouco mais de 600 km de Florianópolis. Fica no oeste, próximo a Chapecó. Pois bem, o que se passou lá merece destaque em qualquer veículo de comunicação. Veículo sério, é claro. Era para ser primeira página do Diário Catarinense, O Globo, Folha de São Paulo, Estadão e demais dinossauros impressos. Por que!?

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Mix Mania. Que mania!

         Mix Mania e Silver Shop; guarde bem esses nomes. São duas empresas de venda pela internet que se associaram e se dizem líder de vendas pela web. Se você é uma pessoa curiosa, como eu, entre no site desta “gigante das vendas virtuais”, mas lembre-se: não compre nada, porque pode ser tudo uma miragem. É um campo minado. O poderoso império das vendas pela rede mundial de computadores anuncia em alto e bom som: “Comprando com Mix Mania ou Silver Shop você está adquirindo produtos da mais alta qualidade e com toda a segurança que uma empresa virtual pode oferecer a seus clientes”.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Brasileirão 2009

         Um show de horror! O campeonato brasileiro teve o desfecho condizente com o que ele é. Não falo sobre o título do Flamengo, sobre isso eu escrevi no final da penúltima rodada, quando o clube carioca venceu o Corinthians em São Paulo. O Grêmio já cantara o resultado do jogo que faria no Maracanã. Portanto, um campeonato feito por pessoas que não são sérias terminou em uma batalha campal, essa sim, seriíssima. Na capital paranaense o Coritiba enfrentou o Fluminense tentando escapar do rebaixamento para a segunda divisão. Não conseguiu e a torcida apelou para a violência.

Banco estadual? Nunca mais!

          O Brasil vai iniciar 2010 mostrando como se evitar quebra nas finanças dos Estados. Como? Não permitindo que os tais Estados sejam banqueiros. Isso mesmo, no último dia 30 o Banco do Brasil incorporou a Nossa Caixa, uma instituição paulista que há muito perdera a razão de existir. 2009 desce ao túmulo abraçado a marca de 93 anos que, apesar de saudável financeiramente, já não era competitiva. São Paulo segue o exemplo de outros estados como, Bahia, Rio de Janeiro e Santa Catarina. O Brasil acordou para a realidade e percebeu que não pode galopar rumo ao desenvolvimento enquanto as unidades da federação se deleitam às custas de bancos estaduais deficitários.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Amigo

          Amigo, cinco letras e  um caminhão de sentimentos, quem dera que essas letras fossem seis. Andei pensado como e quando pela primeira vez alguém pronunciou palavra tão célica. De uma coisa tenho certeza, era uma manhã de sol. Duas ou três nuvens representavam a deidade. Alguns pássaros gorjeavam e se espreguiçavam sob o lume do astro rei. O vento limitava-se a um cicio por entre as árvores.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Gabriela

          Hoje é o dia do aniversário da minha princesa, Gabriela. Coincidentemente também é o meu. Por isso não vou postar uma crônica, não vou protestar contra coisa nenhuma, nem quero lembrar do jogo do Fluminense, ontem. Vou disponibilizar para você, leitor, a poesia que fiz para ela. Eu costumo dizer que todo ano, no dia do meu aniversário, recebo o mesmo presente de Deus. Se eu viver duzentos anos quero receber a mesma dádiva. Hoje é o vigésimo primeiro aniversário da Gabi. Vinte e um presentes que recebo exatamente iguais. Todos os anos, no dia três de dezembro, agradeço a Deus pelo presente que ele me deu: Gabriela.



quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Sanhaçu-fêmea

          Hoje acordei por volta das seis e meia. O sol estava preguiçosamente abrindo os olhos por trás dos morros que cercam minha janela. Sempre que estou no sítio eu acordo antes do astro-rei, isso deixa o dia mais comprido e aproveito melhor o tempo longe do stress urbano. Meu primeiro ato é dar comida aos pássaros. Em seguida sento na varanda e fico observando a festa que eles fazem. E que festa! Em meio aos pousos e decolagens dos plumados um sanhaçu me chamou a atenção. Estava acompanhado de sua digníssima, a senhora sanha... sanha... ah, não sei como chamá-la.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Flamengo campeão brasileiro de 2009

          O Flamengo é o campeão brasileiro de 2009. Com todos os méritos e deméritos.  Isso mesmo, mérito porque soube acelerar na hora certa. Mérito porque tem a maior torcida do Brasil e o Maracanã pintado de preto e vermelho fez diferença. Mérito porque o presidente da CBF é flamenguista de carteirinha. Opa, acho que já entrei nos deméritos! Na verdade quando falo em demérito não me refiro ao time carioca, faço alusão ao próprio campeonato.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Índios equantorianos - Parte 3

Esta é a terceira e última parte dos vídeos sobre o grupo de músicos índios, do Equador, que estão se apresentando em Floripa. Se você não foi, dê uma passada no Centro da Cidade e aprecie a música indígena do Equador. Eles são receptivos e você pode conhecer um pouco da cultura deles.

Índios equatorianos - Parte 2

Dividi a filmagem em três partes para facilitar na hora de baixar.

Índios equatorianos dão show na Praça da Figueira

Ontei postei umas fotos dos índios equatorianos que estavam fazendo show no Centro de Florianópolis.
Agora você pode conferir o vídeo que postei no Youtube.
Eu não gosto de editar nem fotografia, quanto mais vídeo.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Músicos do Equador se apresentam no Centro de Florianópolis




O grupo equatoriano Raça está se apresentando diariamente na Praça XV, a conhecida Praça da Figueira, no Centro da capital. O grupo é formado por 12 componentes, mas apenas três vieram ao Brasil. Eles são índios e passam o ano viajando pelo mundo. Em cada cidade que chegam se apresentam nas praças. O público contribui enquanto eles tocam, cantam e dançam.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Denúncias de preconceito em Florianópolis


          Colhi o depoimento de quatro pessoas sobre o preconceito.  Elas são de  estados diferentes e contam suas experiências a respeito. Jonathan, paraense; Cristini, catarinense; Carlos, pernambucano; e Alves, natalense.  Será que o preconceito é real? Ou fruto de delírios provocados pela inanição!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Jorge Bornhausen e a vaca – Desdobramentos

Todo gaúcho é gay?

           Todo gaúcho é gay? Todo índio é sujo? Todo sem-terra é baderneiro? Todo estudante de Comunicação Social é maconheiro? Todo catarinense é preconceituoso? Todo brasiliense é corrupto? Todo carioca é malandro? Todo baiano é preguiçoso? Todo político é ladrão? Todo cabeleireiro é bicha? Todo paulista é antipático? Todo nordestino é preguiçoso? Todo...

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Nacirema

E aí, beleza?


Sexta é dia de poesia, então, senta que lá vai ela.

Só uma dica: você pode começar de trás pra frente, se quiser.





Nacirema

Somos todos Nacirema, pai, filho, mãe e irmão
Somos todos muito estranhos, uma raça, uma cor, uma nação
Somos todos fotocópias num colorido fugaz
Somos todos em branco e preto, um filme anoso demais.

Nosso corpo é nosso tudo
Nosso externo o conteúdo
Nossa face é nosso ouro
Nossa aparência um tesouro.

Ao acordar nos ajoelhamos diante de um altar
E oferecemos presentes ao deus que dentro de nós há
Acreditamos piamente que a casca é a essência do ovo
E que na beleza consiste a grandeza de um povo.

Acho que, talvez, por isso repudiamos o ET
Pintamo-lo num ser quasímodo que até dá receio ver
Em nossa aldeia narcisa o esquisito está banido
E vivemos como se fosse-mos o único burgo escolhido.

Um olho mais perspicaz verá por entre as brumas da estética
Que o robô vale muito na cultura cibernética
Um quadril e dois seios grandes fazem a mulher ideal
Mas isso, digo de certo, é uma verdade cultural.

Alteridade, etnia e endoculturação
Comportamento desviante, interetnicidade e lógica de uma nação
Determinismo biológico, relativismo cultural e outros mais
São conceitos antropológicos que precisamos aprender e não esquecer mais.

PS: Nacirema é American, ao contrário.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Fluminense Gunha e está na final da Sul-Americana

E aí, beleza?

          Apoteótico, fantástico, incrível, inimaginável, blasonador. Pense em mais duzentos sinônimos para maravilhoso. Todos esses elogios não serão capazes de definir, nem de longe, o que foi a partida entre Fluminense e Cerro Porteño, ontem , no Maracanã. O jogo valia vaga para a final da competição. O tricolor do Brasil jogava pelo empate. Repare que eu disse "o tricolor do Brasil". Claro, como dizia o sábio, tricolor é o Fluminense, o resto é time de três cores. Pois então, um mísero e desprezível empate colocaria o time das Laranjeiras na disputa do campeonato mais importante do ano. Isso mesmo, que se dane o brasileirão; importante mesmo é a Sul-Americana.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

BR-282; estão pisando em nosso dinheiro




E aí, beleza?









          No dia 13 de julho deste ano, há exatos quatro meses, o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte (DNIT), divulgou em seu site o término das obras na BR-282 - trecho de 109 km entre Florianópolis e Alfredo Wagner. De acordo com o órgão foram gastos R$ 46,5 milhões. A rodovia foi castigada pelas chuvas que cairam em Santa Catarina entre os meses de setembro e dezembro de 2008, tendo a malha bastante danificada, principalmente por quedas de barreiras, e por isso teve alguns trechos que precisaram ser reconstruidos.

Mosimann e o mau humor

E aí, beleza?

          Tem coisa pior que o mau humor? Não, não é? A pessoa mal humorada parece que está sempre respirando o ar da pocilga. Isso mesmo, fica sempre com a postura de um inquisidor prestes a botar alguém na fogueira. E qual o vivente que não conhece um sujeito desses? Eu não me refiro a uma pessoa que tem alterações de humor, essas inquietações são próprias do ser humano. Uns se irritam mais facilmente que os outros. Porém o mal humorado...

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

O desejo, o deserto

E aí, beleza? Hoje é sexta-feira e um pouco de poesia pode iluminar nosso finde.

O desejo, o deserto

O desejo tem desertos que o próprio deserto não deseja
O desejo tem desejos que o próprio desejo não deseja
O deserto tem desejos que o próprio desejo não deserta
O deserto tem desertos que o próprio deserto não deseja

O desejo é um deserto desejado por inteiro
Uma confluência de dunas a se espraiar na alma etérea
Consumindo o mortal em chamas, sugando as suas artérias
Buscando o inacessível, amando o traiçoeiro

O desejo busca algo e o acompanha de perto
Nos desterritorializa em busca de sua concupiscência
Esvazia-nos de súbito, nos prestigia em demência
Fica sublime, faceiro, quando percebe o deserto

O desejo se completa em sua essência nativa
quando encontra as quentes terras do deserto interior
É um exílio pra alma e ao mesmo tempo um fulgor
É o mais carnal traço humano a realçar na areia viva

O desejo é um lugar além de todas as glórias
É um agente de ruptura reescrevendo o roteiro
É um rasgar de consciência, um sacrificar o cordeiro
É um somatório de buscas descartando as mais simplórias

O desejo desnorteia o planejado pensamento
Desmistifica o ordeiro, desarticula o contumaz
Desnorteia a ordem imposta, é um quebra rito voraz
Nos conduz aonde o olhar nunca teve conhecimento

O desejo é um deserto a ser desertificado
O deserto é um desejo que está sendo desejado
O desejo, deserdado é um ser desertificado
O desejo é um deserto, um deserto desejado

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Jorge Bornhausen e a vaca

E aí, beleza?
 
Outro dia um nobre senhor me indagou:
- Conheces o Jorge Bornhausen?
Ignorei.

Depois perguntei para um amigo meu, que estava ao lado:
- Você tem algum animal?
- Tenho; uma vaca. Respondeu.
- Pois então, prefiro conhecer a ruminante do que ter amizade com o Jorge.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Faltou luz! E a zona?

          Faltou luz em treze estados da federaçao. Como é que fica a zona? Pergunta o Sheid. A novela das oito, que agora é às nove, não tinha terminado. Isso não pode acontecer, não na hora da novela. Como é que a mãe de família, e o pai também, vão dormir? Serão obrigados a orar, rezar, pedindo a Deus, ou a outro santo de plantão que não permita que esse sacrilégio se repita. Ora essa, doze estados sem energia, milhões de viventes às escuras, televisões desligadas, só resta deitar e dormir. Como dormir sem assistir o final do capítulo. Capitulei. Antes quero explicar que iniciei o parágrafo contabilizando treze estados nas treva e termino registrando doze. É a velocidade da informação; e da contra-informação.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Morro do Mocotó, falta lazer, sobra pó



          Trinta e oito minutos jogados no segundo tempo de partida. O placar do estádio Orlando Scarpelli aponta: Figueirense dois, Marcílio Dias um. De repente o lateral esquerdo do Marinheiro – apelido carinhoso do Marcilio Dias - arranca em diagonal pela entrada da área do Figueira e solta uma patada certeira. É o gol de empate. O nome do lateral: Eli Lopes. Quando foi esse jogo? Em 1977 e foi válido pelo campeonato catarinense. Agora, adiantemos o relógio do tempo. São 14h do dia quatro de novembro de 2009. Estou no Morro do Mocotó, mais precisamente no lugar chamado de Boca do Vento, na região central de Florianópolis. É onde mora o ex-jogador de futebol. Eli está com 60 anos. O que faz? Entre outras coisas é presidente do conselho comunitário do Morro do Mocotó.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Solte a voz

E aí, beleza?

"Solto a voz nas estradas". Lembra dessa música? Travessia, de Milton Nascimento e Fernando Brant. Pois então, soltar a voz pode ser altamente destrutivo. Pode assolar a estrada e varrer quem nela anda. É, sem dúvida, a arma com maior poder de destruição usada pelo homem.
 
- O quê, não existe arma mais mortífera do que a bomba atômica.
- Quantas explodiram, até hoje, sobre cidades?
- Bem... Hiroshima, Nagasaki...
- Quantas mais?

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Não desista de amar


Eu queria ser beija-flor, sempre a voar
Pra falar de norte a sul
Que não desista de amar.

Se eu fosse um arco-íris entraria no teu lar
Pra levar feixes de cores e tua vida iluminar
Se eu fosse um pensamento, à noite, iria te dizer:
Para as coisas fazerem sentido, dependem, muito mais, de você

Mas não sou pensamento, arco, muito menos sou
Sou parte de uma crise, de uma inversão de valor
Porém, existe uma saída, ou uma entrada, a te esperar
Dê uma chance ao amor e esse mundo vai mudar.

Eu queria ser beija-flor, sempre a voar
Pra falar de norte a sul
Que não desista de amar.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Estudantes não sabem perguntar e tentam ridicularizar jornalistas

E aí, beleza?

Ontem à noite estive no encerramento da Primeira Semana Catarinense de Jornalismo, promovida pela Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina. O palestrante foi o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), Sérgio Murillo de Andrade. O cerne do assunto foi a exigência, ou não, do diploma de jornalismo para o exercício da profissão. Até aí tudo bem, mas ocorreram algumas coisas vergonhosas.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Entrevista com traficante

E aí, beleza?

Na semana passada entrevistei o traficante PC, 33 anos, em um dos morros da capital catarinense. Encontrei-o por volta das 14:30 no alto do morro. Moreno claro, 1.70 de altura, cavanhaque, cabelo cortado na máquina dois e algumas tatuagens no braço esquerdo. Bermudão do tipo surfista, chinelo de dedo, celular sem câmera e sem crédito. Falava quase o tempo todo, olhava para os lados insistentemente, na maior parte do tempo me olhava nos olhos.

Estágio para jornalista

E aí, beleza?

Pois é, no feriado não escrevi nada neste blog, depois explicarei o motivo. Mas agora a razão de escrever é outra.  Olha só o anúncio de vaga para estágio que circulou entre os acadêmicos de jornalismo de uma faculdade de Florianópolis:
 
Empresa: Revista House Mag
Tipo: Mídia impressa e On-line
Pré-requisitos: Mulher com boa redação que tenha notebook próprio, escrita e leitura em inglês nível médio ou avançado e conhecimento regular/satisfatório da linguagem técnica de música eletrônica.
Características pessoais: flexível, descolada
Período: 6 horas – seg à sex
Remuneração: A conversar
Mandar curriculum para: adm@housemag.com.br


Isso parece brincadeira, mas não é.  E sabe por que não é brincadeira? Porque esse país não é sério. Tudo bem, eu sei que você é sério, mas você é uma excessão.